Alckmin: “Urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino e americano”
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- Vice‑presidente Geraldo Alckmin defendeu as urnas eletrônicas durante a Convenção Nacional do PT, no Expo Center Norte, em São Paulo, neste domingo (2).
- Em discurso, afirmou que “descrença nas urnas é cheiro de derrota” e criticou quem questiona a legitimidade do voto popular.
- Alckmin fez alfinetada a Javier Milei e Donald Trump, dizendo que a urna eletrônica “não aceita voto de argentino nem de americano”.
- O evento oficializou a candidatura de Lula à reeleição e confirmou Alckmin como candidato a vice‑presidente para 2026.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) usou o palanque da Convenção Nacional do PT, neste domingo (2), em São Paulo, para fazer uma defesa contundente das urnas eletrônicas e atacar quem semeia dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro.
Durante seu discurso, Alckmin afirmou que “a descrença nas urnas é cheiro de derrota” e fez referências indiretas à tentativa de golpe investigada após as eleições de 2022, sem citar nominalmente Jair Bolsonaro (PL).
“Quem não acredita no voto popular não devia nem se candidatar a presidente” A frase sintetizou o tom da intervenção, que tratou a desconfiança nas urnas não como posição legítima, mas como sinal de fraqueza eleitoral. “A descrença nas urnas é cheiro de derrota”, declarou o vice-presidente, reiterando sua confiança no sistema de votação do país.
Para reforçar o argumento sobre a integridade do processo, Alckmin deu uma “alfinetada” em Javier Milei e Donald Trum: “A urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino nem de americano”.
A frase, recebida com aplausos e entusiasmo pelos presentes, foi uma resposta às narrativas que, ao longo dos últimos anos, associaram o sistema eleitoral brasileiro a supostas fraudes e interferências externas, sem que qualquer evidência nesse sentido tenha sido comprovada.
Convenção do PT
A fala ocorreu durante a Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, neste domingo (2). O evento teve como objetivo central oficializar a candidatura à reeleição do presidente Lula e confirmar Alckmin como candidato a vice-presidente na disputa de 2026.
A convenção reuniu dirigentes e representantes dos partidos que integram a coligação: PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede. Além de Lula e Alckmin, o encontro contou com a presença de ministros, parlamentares e lideranças aliadas, que acompanharam o lançamento oficial da chapa e a apresentação das diretrizes da campanha.
O evento marcou, portanto, não apenas um ato formal de registro, mas também uma demonstração de unidade da base política que sustenta o governo federal.
Críticas indiretas e defesa da democracia
Sem pronunciar o nome de Jair Bolsonaro, Alckmin fez referência direta à tentativa de golpe de Estado investigada após as eleições de 2022.
Segundo o vice-presidente, houve um plano concreto para impedir a posse dos candidatos eleitos pelo voto popular. “Tinham como projeto assassinar aqueles que foram eleitos pelo povo. Pelo voto popular, não deveriam sequer ter sido candidatos à Presidência”, afirmou.
