Maioria de direita desafiaria STF presidido por Moraes em 2027

Maioria de direita desafiaria STF presidido por Moraes em 2027


Uma eventual maioria de senadores disposta a analisar, pela primeira vez na história, os muitos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderá inaugurar, a partir de fevereiro de 2027, um dos períodos de maior tensão entre os Poderes desde a redemocratização.

A perspectiva é prioridade máxima da direita para as eleições de 2026, pois apenas o exercício da prerrogativa exclusiva do Senado de confirmar e de destituir juízes dos tribunais superiores pode cessar a perseguição do STF a esse espectro político, além de reequilibrar os três Poderes da República.

Essa batalha nas urnas ganha cores ainda mais dramáticas com a sucessão prevista na cúpula do Judiciário. Pelo critério tradicional de antiguidade adotado pelo STF, o ministro Edson Fachin, presidente da Corte, será substituído pelo vice, Alexandre de Moraes, em setembro do próximo ano.

Para políticos conservadores, a ascensão de Moraes, alvo de dezenas de pedidos de afastamento protocolados nos últimos anos por cidadãos e parlamentares na Secretaria da Mesa do Senado, seria a consagração de um poder que há anos vem extravasando suas competências e corrói as bases da democracia.