UEFA boicota todas as provas da FIFA, incluindo Mundiais, em protesto com plano de Infantino – Futebol

UEFA boicota todas as provas da FIFA, incluindo Mundiais, em protesto com plano de Infantino – Futebol





É uma decisão com proporções catastróficas para o futebol planetário! Todas as 55 federações que integram a UEFA decidiram boicotar todas as competições da FIFA, incluindo Mundiais masculino e feminino, em protesto com o plano de Gianni Infantino de vender participações (um total de 20%) do Mundial de futebol a investidores privados.





“A posição da Europa é clara. Nunca daremos legitimidade a este modelo. Ninguém tem a autoridade moral para vender aquilo de que é meramente fiel depositário para a próxima geração. Como resultado da discussão de hoje, nenhuma seleção nacional da UEFA participará em qualquer competição da FIFA enquanto estas propostas se mantiverem ativas, a menos que esta proposta seja abandonada na sua totalidade”, pode ler-se no comunicado do organismo que rege o futebol do Velho Continente.






A decisão surge após uma reunião de emergência, ditada pelo ‘ultimato’ de Infantino às 211 federações que compõem a FIFA: ou dão luz verde ao plano até 19 de setembro, e em troca poderão arrecadar até 35 milhões de euros (40 milhões de dólares), ou então essa verba descerá para cerca de 8,7 M€ (10 milhões de dólares). “As associações nacionais de todo o mundo enfrentam agora um ultimato: aceitar a captura irreversível das maiores competições de futebol ou sofrer as consequências. Isto não é uma ‘decisão democrática’, mas sim uma governação por intimidação – um ato de coerção indigno de uma instituição a quem foi confiada a tutela do futebol global”, contesta a UEFA.






A FIFA tem 10 mil milhões de dólares para distribuir a partir de 1 de janeiro caso a venda parcial do Mundial seja aceite pelas federações (verba que desce para 2,7 mil milhões se o plano for chumbado). Cada uma receberá já 20 milhões caso dê luz verde ao plano, num total de 40 milhões no ciclo entre 2027 e 2030. Mas a UEFA rejeita mercantilizar totalmente o futebol: “No momento em que investidores externos adquirem participações de propriedade em competições da FIFA, o futebol muda para sempre. O retorno comercial torna-se uma obrigação permanente. As expectativas dos investidores tornam-se uma pressão diária. A partir desse momento, cada decisão sobre o calendário internacional, cada decisão sobre os formatos das competições e cada decisão que molda o futuro do futebol deixa de ser orientada pelo que melhor serve a modalidade, passando a responder ao que melhor serve os acionistas.”





“O Campeonato do Mundo não pode ser tratado como um produto de investimento. É um dos maiores legados desportivos do futebol. Foi construído ao longo de gerações por jogadores, seleções nacionais e adeptos em todos os continentes. Nenhuma parte dele deve ser alguma vez entregue a investidores privados. O Campeonato do Mundo não está à venda. É simultaneamente irresponsável e indefensável que uma proposta de tal relevância para o futebol tenha sido concebida em segredo e levada ao limite da aprovação sem qualquer consulta significativa com aqueles a quem foi confiada a gestão da modalidade. Isto não é apenas uma profunda falha de liderança, mas uma abdicação do dever da FIFA como guardiã do futebol mundial”, remata a UEFA





(em atualização)











Source link

Postagens Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *