1h. Chega propõe a rejeição do pacote laboral – Observador

1h. Chega propõe a rejeição do pacote laboral – Observador



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É uma hora. As notícias com Matilde Malva Sabino. O Chega vai votar contra a reforma laboral e a reforma do Estado propostas pelo governo. Em comunicado, o partido considera que as alterações à lei do trabalho representam um ataque aos trabalhadores e às mães trabalhadoras. O partido critica também a proposta da reforma do Estado. Segundo o Chega, as medidas do governo podem facilitar a corrupção. Esta proposta de rejeitar o pacote laboral foi tomada por unanimidade no Conselho Nacional do partido, reunido em Lisboa, que decidiu também adiar o congresso para o último trimestre do ano e marcar as eleições distritais para 28 de junho e 5 de julho. No discurso de abertura, o presidente do partido pediu responsabilidade e unidade dos militantes em torno da liderança para evitar distúrbios de sintonia e perturbação. André Ventura avisa que caso o partido se preocupe mais com a vida interna do que com o país, arrisca tornar-se secundário para os portugueses. O Partido Socialista anuncia que vai apresentar uma proposta alternativa ao pacote laboral do governo. Em Lisboa, José Luís Carneiro reafirmou o voto contra do PS à nova lei do trabalho. O secretário-geral socialista já leu o documento e diz que se trata de uma contrarreforma.

Quero, por isso, dizer que votaremos contra, de forma fundamentada e convictamente, estas propostas, que mais não são do que uma contrarreforma laboral, que o governo, de modo insensível e despudoradamente, desconsiderando os parceiros sociais, levou à Assembleia da República.

O Partido Socialista avança, por isso, com outra proposta, que, segundo José Luís Carneiro, pretende melhorar a competitividade da economia e quer relançar o diálogo com os parceiros sociais.

Procurarei dar o meu contributo para relançar o diálogo social, apresentando, durante a próxima semana, uma proposta relativa às condições para a competitividade da economia portuguesa, para a produtividade desta economia e das nossas empresas e, simultaneamente, para a valorização dos salários e para a formação e a requalificação dos trabalhadores. Essa proposta será um contributo que o PS dará para relançar o diálogo com os parceiros sociais.

José Luís Carneiro, na sede nacional do partido. O secretário-geral do PS revelou ainda que já ouviu alguns parceiros sociais, como a CAP e a UGT. Esta sexta-feira vai estar reunido com a CGTP. O primeiro-ministro defende que Portugal deve inspirar-se nos atletas do país e aplicar noutras áreas o espírito de trabalho e superação do desporto. Para Luís Montenegro, o desporto é um exemplo de trabalho e ambição para o país. Luís Montenegro, durante a gala de homenagem a atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos, em Sangalhos, onde foram condecorados cerca de 50 atletas. Montenegro destacou ainda o investimento do governo em infraestruturas e condições de treino. Antes, em Leiria, o primeiro-ministro reafirmou a importância das parcerias público-privadas na saúde para dar resposta aos cidadãos. Luís Montenegro considera que é a melhor forma de garantir que os serviços são prestados. Luís Montenegro garante que sempre que considerar eficaz, vai tentar estabelecer parcerias e recusa motivos ideológicos. A promessa do primeiro-ministro esta quinta-feira, na inauguração do Hospital CUF Leiria. E seguimos com a contenda entre a Lusa e o governo. O ministro da Presidência garante que os novos estatutos da agência garantem maior independência do que os anteriores. António Leitão Amaro, que também tem a tutela da comunicação social, afirma que o governo, com a revisão dos estatutos, tem poderes limitados.

Hoje, os estatutos da Lusa são muito mais defensores da independência, da liberdade da Agência Lusa do que eram os estatutos que existiam há quatro meses. Antes, havia um administrador nomeado livremente pelo governo. Agora há três, uma pluralidade

De administradores que são escolhidos na sequência de um processo participado, onde os trabalhadores também participam. O governo não decide sozinho, o governo não pode, agora, antes podia, demitir a administração. Agora não pode. O governo limitou-se nos novos estatutos, não pode demitir a administração da Lusa.

Declarações do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, um dia depois da greve da Agência Lusa, motivada precisamente pelas mudanças nos estatutos. O ministro dos Negócios Estrangeiros assegura que o processo de deportação dos ativistas portugueses em Israel está a decorrer com normalidade. Um processo que, para Paulo Rangel, só foi acelerado à conta da pressão internacional.

Neste momento estão em Istambul. Hoje houve uma aceleração das saídas, o que se deve à reação profunda que houve aos ataques inaceitáveis, ao comportamento inaceitável do ministro Ben-Gvir, porque de outra forma eu acho que teria demorado mais algum tempo, mas Israel, perante a indignação internacional, resolveu acelerar as deportações. Isso não permitiu que nós hoje tivéssemos falado com eles à saída de Israel, designadamente à saída do centro de detenção, mas depois o nosso cônsul pôde logo falar com eles ainda no aeroporto, à saída de Tel Aviv para Istambul.

O ministro Paulo Rangel em declarações na Suécia, captadas pela CNN Portugal. Os ativistas portugueses vão pernoitar em Istambul e seguem depois para o Porto. Os Estados Unidos e o Irão estão muito próximos de um acordo e a trabalhar num esboço de proposta de paz, é o que adianta uma fonte iraniana citada pela Al Jazeera. Os enviados especiais dos dois países estão a trabalhar indiretamente sob mediação paquistanesa e estão a trocar propostas entre si para estabelecer uma estrutura formal de acordo, é o que avança a agência iraniana ISNA. Donald Trump anunciou o envio de cinco mil militares norte-americanos para a Polónia. É exatamente o mesmo número de soldados que o presidente dos Estados Unidos decidiu retirar da Alemanha. O anúncio foi feito através de uma publicação nas redes sociais. No início desta semana, o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, excluiu a retirada total dos contingentes na Europa e admitiu uma redistribuição dos militares destacados consoante os interesses de segurança de Washington. Seguimos com o caso das duas crianças abandonadas em Alcácer do Sal. A mãe e o padrasto vão ser presentes esta sexta-feira a tribunal, depois de terem sido detidos nos arredores de Fátima, junto a um café, na sequência da denúncia de pessoas que ali passaram. A mais de uma centena de quilómetros do local onde foram abandonadas as crianças. Ricardo Lopes.

São cerca de 140 km que separam Alcácer do Sal de Casa Velha, uma pacata localidade na freguesia de Fátima, conselho de Ourém. Foi aqui que os suspeitos tiveram toda a manhã, no snack bar O Vasco. De forma serena, sentados na esplanada, iam fazendo alguns pedidos, como nos explica o proprietário, Jorge Lopes.

Consumir pequeno-almoço, bolos, galões e cafés.

Até que, numa mesa vizinha, com algumas senhoras na casa dos 80 anos, uma delas, desconfiada, perguntou aos suspeitos onde moravam. Eles responderam que moravam pelo mundo.

E então aí é que ela ficou assim, a capulga atrás da orelha e que informou a GNR.

Esta mulher lembrou-se da notícia que tinha ouvido na televisão sobre o abandono das crianças. Tirou a matrícula do carro que os acompanhava e ligou de imediato para a GNR, que não demorou a chegar.

Isso foi rápido. Isso foi mais ou menos à hora que eu saí daqui, fui tomar banho e tal. Entretanto, estava aí. Isso foi rápido.

E mal chegaram, abordaram-os de imediato.

Mal chegaram. Também não havia cá outra gente. Só cá estava eu e mais eles dois.

Chegaram cinco elementos da GNR, à paisana. Quatro foram de imediato abordar o casal, enquanto o outro foi explicar a Carlos, mesmo sem dizer o motivo, que tinham de levar aqueles dois clientes.

Perguntaram-me se estava há muito tempo ou não. Então eles já consumiram o que estava consumido, está pago, está tudo arrumado, está tudo ok. E depois: “Olha, então não se admire se a gente os levar”.

E assim foi. Algemaram-nos e seguiram para o posto da GNR de Fátima, onde mantiveram os suspeitos sob custódia.

A reportagem do jornalista Ricardo Lopes em Fátima, onde a mãe e o padrasto das duas crianças continuam detidos na GNR. A ministra da Justiça espera que este processo decorra com celeridade para minimizar as marcas já causadas nestas crianças. Em Leiria, Rita Alarcão Judy sinaltece o trabalho conjunto entre as autoridades francesas e portuguesas.

A Direção-Geral da Administração da Justiça esteve em contacto sempre com o tribunal, fez tudo o que tinha a fazer para o efeito. As entidades também estiveram no terreno à procura do padrasto e da mãe. Estão identificados, foram encontrados, segundo vi nas notícias, por isso espero que agora o processo possa correr da forma mais rápida possível, de maneira a minimizar o trauma que estas crianças hão de ter sofrido.

O apelo da ministra da Justiça, Rita Alarcão Judy, se adiantou que as autoridades francesas pediram o retorno das crianças. É um caso que o presidente do Instituto de Apoio à Criança descreve como uma maldade intencional, incrível e perversa. Marmel Coutinho entende que se trata de um caso raro e não tem memória de uma situação com estes contornos.

Uma situação destas é um trovão em céu aberto. É uma situação raríssima. O Instituto de Apoio à Criança, que trabalha e promove os direitos da criança desde 1983, e eu estou lá desde 88, coordeno a linha SOS Criança. Esta linha já salvou mais do que o equivalente a três estádios de futebol cheio de crianças. Uma situação com este tipo de perversidade nunca me apareceu.

O presidente do Instituto de Apoio à Criança afasta que a mãe e o padrasto sofram de qualquer patologia, se for psicológico, que os impeça de assumir a responsabilidade pelos próprios atos. No canal francês BFMTV, avança com base numa fonte próxima à investigação que o padrasto das duas crianças é conhecido pela polícia francesa por ter transtornos psiquiátricos. E foi a notícia de fecho deste jornal. A informação volta à 13h30. Até já.





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