Arbitragem e… hino do Liverpool: a publicação de Luís Godinho após os áudios de Proença – Arbitragem

Arbitragem e… hino do Liverpool: a publicação de Luís Godinho após os áudios de Proença – Arbitragem



Árbitro português citou parte do ‘You’ll never walk alone’ com uma referência à arbitragem


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Luís Godinho publicou no Instagram parte do hino do Liverpool, o ‘You’ll never walk alone’, mas com uma ligeira adaptação, colocando a palavra arbitragem (Refereeing) antes do refrão. Algo que, numa tradução livre, significaria “arbitragem, nunca caminharás sozinha’. Uma publicação que surge depois dos polémicos áudios de Pedro Proença que vazaram na internet e que têm aquecido (ainda mais) o ambiente à volta do setor em Portugal, já de si a ferver após as denúncias de Duarte Gomes, desconfortável com as nomeações de Luciano Gonçalves e que levaram o Ministério Público a confirmar a abertura de uma investigação por alegadas interferências nas nomeações dos árbitros.


Godinho, refira-se, foi um dos árbitros referenciados pelo presidente da FPF num dos áudios, com Proença a considerá-lo um dos melhores em Portugal. “Os árbitros são fracos, são todos muito fracos. E tu consegues ter três, quatro gajos minimamente competentes (…) o Artur [Soares Dias], o [João] Pinheiro, metes o tipo do Algarve [Nuno Almeida], e depois metes ali o [Luís] Godinho ou uma coisa qualquer assim… O resto é tudo muito fraco”, pode ouvir-se.


Ontem à noite, a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) reagiu aos áudios, mostrando “surpresa e preocupação” e condenando “de forma inequívoca este tipo de discurso, que coloca em causa a competência, a credibilidade e a dignidade de uma classe que trabalha diariamente com enorme profissionalismo”. E pediu esclarecimentos. “A APAF espera que o atual presidente da FPF esclareça de forma clara o contexto, o conteúdo e o motivo das declarações atrás referidas, relativas aos árbitros portugueses”, podia ler-se na nota, onde se acrescentava: “A defesa da honra, da credibilidade e da dignidade da arbitragem portuguesa é um dever da APAF, mas também é uma responsabilidade de todas as instituições do futebol e, principalmente, de todos os dirigentes.”





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