Ataque em Berlim: o que se sabe sobre ‘atentado islamista’ a parada LGBTQIA+

Ataque em Berlim: o que se sabe sobre ‘atentado islamista’ a parada LGBTQIA+



Como aconteceu o ataque?

Por volta das 22h de sábado, uma van branca avançou contra um grupo de pessoas que participava da festa de encerramento da Christopher Street Day, principal evento do orgulho LGBTQIA+ da Alemanha, nas proximidades do Portão de Brandemburgo.

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Segundo a polícia, o veículo atingiu várias pessoas antes de colidir com uma árvore. Em seguida, o motorista abandonou a van e fugiu a pé. 

O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, afirmou posteriormente que o suspeito também atacou dezenas de pessoas com um facão. 

Após o incidente, a área foi isolada, o restante da programação do evento foi cancelada e os participantes foram evacuados. Durante a madrugada, equipes policiais realizaram buscas na região com câmeras infravermelhas.

Quem era o suspeito?

Nos primeiros momentos após o atentado, testemunhas relataram a possível participação de mais de um agressor, o que levou a polícia a ampliar as buscas. Posteriormente, no entanto, as autoridades identificaram um único principal suspeito: Abdul B., de 21 anos.

Nascido na Alemanha e filho de mãe libanesa, ele era conhecido pelas autoridades por um histórico de diversos episódios violentos. Segundo investigadores, o jovem divulgava propaganda do Estado Islâmico (EI) nas redes sociais e chegou a tentar, sem sucesso, integrar a organização. Depois, teria rompido com o grupo terrorista.

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Abdul B. foi localizado na noite de domingo em um terreno na região de Spandau, no oeste de Berlim, onde foi morto durante uma operação policial. De acordo com a imprensa local, ele teria avançado contra policiais armado com uma arma branca em um complexo de hortas comunitárias antes dos agentes abrirem fogo. Apesar das tentativas de reanimação, ele morreu no local.

Promotores indicaram que Abdul B. era conhecido há muito tempo pela Justiça e tinha antecedentes por lesões corporais, extorsão e roubo. Também havia viajado ao Líbano em uma tentativa fracassada de se juntar ao grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, mas foi detido e passou três meses na prisão antes de ser repatriado.

Foi condenado em maio por “planejar um grave ato de violência subversiva” e sentenciado a um ano e dez meses de prisão. No entanto, a pena foi suspensa, em parte porque foi considerado o tempo que passou detido no Líbano e em prisão preventiva, além de ter admitido os fatos e assegurado que havia se afastado do EI.

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