Às 2 da manhã, o destino é o Monte do Colcurinho. A vista faz valer o esforço – Notícias de Coimbra – NDC

Às 2 da manhã, o destino é o Monte do Colcurinho. A vista faz valer o esforço – Notícias de Coimbra – NDC



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É daquelas experiências que obrigam a trocar a cama pelas botas de caminhada. Na madrugada de 14 de agosto, Alvoco das Várzeas volta a reunir dezenas de participantes para subir até ao Monte do Colcurinho e assistir ao nascer do sol num dos miradouros mais emblemáticos da Serra do Açor.

A 14.ª Caminhada Noturna ao Monte do Colcurinho, promovida pela Associação Alvôco a Recordar, regressa depois de, em 2025, ter sido cancelada devido aos incêndios que atingiram a serra poucos dias antes da data marcada.

A partida está marcada para as 2 horas da manhã, junto à histórica Ponte Medieval de Alvoco das Várzeas. O percurso tem cerca de nove quilómetros, apresenta um grau de dificuldade média e termina no topo do Colcurinho, onde os participantes são brindados com um dos momentos mais aguardados da caminhada: o nascer do sol sobre os vales da Serra do Açor, muitas vezes cobertos por um impressionante mar de nuvens.

Para Emanuel Bento, presidente da Associação Alvôco a Recordar, esta edição tem um significado especial.

“O ano passado foi difícil de digerir. Ver a serra a arder, sabendo o que aquele monte representa para nós, doeu de uma maneira que não sabíamos bem explicar. Por isso esta edição tem um sabor diferente: já vamos em 13 caminhadas feitas, mas esta é quase como recomeçar.”

A iniciativa está aberta a participantes de todas as idades e não exige experiência em montanhismo. A organização recomenda apenas o uso de calçado confortável e resistente, roupa quente para a madrugada e uma lanterna para iluminar o percurso.

No final da caminhada, haverá transporte de regresso para Alvoco das Várzeas para quem não quiser fazer a descida a pé.

As inscrições decorrem até 13 de agosto e podem ser feitas por email, telefone ou através das redes sociais da Associação Alvôco a Recordar.

Depois de um ano marcado pelos incêndios, o regresso desta caminhada assume também um valor simbólico para a comunidade.

“No fundo é isto: uma aldeia pequena que insiste em juntar gente a meio da noite para andar até ao cimo de um monte. Parece pouco, mas depois do ano que tivemos, voltar a fazer isto é a maneira que temos de dizer que a serra continua viva”, conclui Emanuel Bento.






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