A nova tentativa de Flávio Bolsonaro de atrair o eleitorado feminino – CartaCapital

A nova tentativa de Flávio Bolsonaro de atrair o eleitorado feminino – CartaCapital


O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-SP), anunciou nesta quinta-feira 16 o programa “Brasil por Elas”, a iniciativa da sua campanha voltada ao público feminino. O aceno às mulheres acontece em meio à crise com a esposa de seu pai, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e as críticas de aliados próximos ao posicionamento político de mulheres.

Em uma transmissão ao vivo ao lado de Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica na gestão de Jair Bolsonaro (PL) e cotada para integrar sua chapa como vice, o senador prometeu que, se eleito, irá garantir maior acesso à internet para mulheres.

Além disso, apresentou a ideia da plataforma “Central da Mulher”, que pretende “oferecer às mulheres proteção inicial, acolhimento, qualificação e autonomia” de forma física e digital. Outra iniciativa anunciada por Flávio é a criação de uma inteligência artificial para auxiliar em situações cotidianas e de emergência.

O pré-candidato também voltou a indicar que tem preferência por uma vice mulher. “Estão falando muito o nome da Dani [Daniella Marques]. Então é importante vocês conhecerem, olhando para a frente. Tem uma outra que está atrás da câmera, que vocês não estão vendo, que é Simone Marchetto [deputada federal pelo PP de São Paulo]”, disse Flávio, citando também a deputada federal Clarissa Tércio (Progressistas-PE).

Crise com o eleitorado feminino

Além do conflito público com Michelle Bolsonaro, importante articuladora da extrema-direita com as mulheres, Flávio se viu desagradando o eleitorado feminino — grupo que representa 52,83% do eleitorado brasileiro — após o seu apoiador Paulo Figueiredo dizer que mulheres “votam muito mal”.

“Podem arrancar os pentelhos das calcinhas, fazer o que quiser, principalmente as feministas, que têm mais pentelhos”, disse Figueiredo. Alguns dias depois, Flávio tentou reduzir os danos e se descolar do aliado de primeira hora: “Não concordo com o que ele falou. Está completamente equivocado. Ele não faz parte da nossa campanha”.

Assim como Jair Bolsonaro (PL) há quatro anos, o senador aparece competitivo entre os homens, mas acumula desvantagem consistente diante do presidente Lula (PT) entre as mulheres.

Uma pesquisa Datafolha divulgada em 20 de junho, Lula marcou 47% ante 43% de Flávio no segundo turno entre o eleitorado geral. Quando o levantamento é apenas entre mulheres, Lula lidera com uma maior margem: 52% a 37%. A rejeição de Flávio também é maior: 53%, ante 40% da de Lula.



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