O dia em que Renato Machado cobriu a morte do homem mais importante da Globo

No dia 7 de agosto de 2003, o jornalista Renato Machado — morto nesta quinta-feira, aos 83 anos — abriu o Jornal Nacional que entraria para a história como um dos mais importantes da emissora carioca. “O Jornal Nacional está começando agora, com a despedida de seu criador”, entoou ele ao anunciar a edição especial dedicada ao fundador da emissora, Roberto Marinho, que morrera na noite anterior, aos 98 anos.
Naquele dia, Machado substituiu Fátima Bernardes no noticiário noturno, depois que a âncora perdeu a voz em meio à cobertura intensa do dia. Com isso, coube a Machado, ao lado de William Bonner, comandar a despedida do fundador da emissora no JN, em uma edição recheada de homenagens, retrospectivas e informações que mostraram “como o Brasil se despediu do criador das Organizações Globo”.
Ao final daquela edição, Machado ficou leu um editorial de despedida em nome dos funcionários da emissora, reforçando o compromisso com as ideias de Marinho. Depois, coube a William Bonner dar voz Á carta escrita pelos filhos do fundador da emissora, se emocionando por diversas vezes durante o texto. Ao final, o programa foi encerrado com a redação em silêncio, sem a tradicional música de fechamento.
