Pai que chutou filha de 3 anos apresenta “explicação” revoltante para a agressão
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- Pai de 3 anos foi filmado chutando a filha no sudoeste do Paraná e foi preso.
- Em depoimento, alegou ter “perdido a cabeça”, que a criança chorava e que não pretendia machucá‑la.
- Polícia ressaltou a gravidade do crime contra criança e repreendeu o suspeito por questionar a denúncia.
- Testemunha tentou intervir, obteve gravações de câmeras; educador físico José Fernandes disse ter sido ameaçado e que o enteado ficou assustado.
O homem preso após ser filmado agredindo a filha de 3 anos, no sudoeste do Paraná, afirmou à polícia que “perdeu a cabeça”. Em depoimento, reconheceu a conduta, mas alegou que não pretendia machucar a criança.
A agressão foi registrada por uma câmera de segurança enquanto o suspeito caminhava com a menina e o enteado, de 5 anos, após fazer compras. As imagens circularam nas redes sociais e chegaram às autoridades.
Questionado sobre o motivo, o pai afirmou que a filha chorava durante o trajeto e que havia pedido para ela parar. Durante a oitiva, também quis saber quem havia feito a denúncia. O policial responsável pelo interrogatório o repreendeu e destacou que a prioridade era apurar um crime grave contra uma criança.
Uma testemunha que presenciou a cena tentou intervir e depois procurou gravações de câmeras da região. O educador físico José Fernandes afirmou ter sido ameaçado pelo suspeito. Segundo ele, o enteado permaneceu assustado durante o episódio.
A Justiça decretou a prisão preventiva após a investigação encontrar indícios de violência anterior. De acordo com o delegado Anderson Andrei, o menino de 5 anos também pode ter sido agredido semanas antes.
A mãe das crianças declarou que o marido nunca havia apresentado comportamento semelhante e disse estar abalada com o caso.
A Polícia Civil confirmou que familiares relataram um possível histórico de agressões contra as crianças. A investigação tramita sob sigilo por envolver menores.
A menina foi submetida a exame de lesão corporal e passa bem, segundo informações preliminares. A polícia aguarda o laudo pericial, continua ouvindo testemunhas e busca outras imagens do trajeto percorrido pela família naquele dia.
