Brasil fecha parceria com potência naval mundial para ampliar indústria de submarinos
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- Brasil e França firmaram parceria para ampliar a indústria naval de submarinos brasileira.
- O Projeto Latam, apresentado pela Marinha ao Ministério da Defesa e à Câmara dos Deputados, busca exportar submarinos e outros navios para países latino‑americanos.
- A iniciativa utiliza o Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, e as tecnologias do Programa Prosub, criado em 2008.
- O Prosub já entregou os submarinos Riachuelo, Humaitá e Tonelero e prevê mais quatro convencionais da classe Riachuelo e o nuclear Álvaro Alberto, com o Almirante Karam previsto para operar em 2027.
Brasil e França estão trabalhando em uma iniciativa conjunta para ampliar a presença da indústria naval militar brasileira no mercado latino-americano. O Projeto Latam busca identificar oportunidades de exportação de submarinos e outros meios navais para países da região.
A proposta foi detalhada pela Marinha em resposta encaminhada pelo Ministério da Defesa à Câmara dos Deputados. Segundo a Força, a estratégia aproveita as capacidades industriais e tecnológicas desenvolvidas pelo Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), lançado em 2008.
Prosub amplia capacidade naval brasileira
O projeto tem como uma das bases o Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, considerado pela Marinha uma das estruturas mais modernas de construção naval militar do Hemisfério Sul.
A instalação foi criada para sustentar o desenvolvimento dos submarinos brasileiros e pode servir como plataforma para futuras parcerias industriais e fornecimento de equipamentos para outros países latino-americanos.
O Prosub prevê a construção de quatro submarinos convencionais da classe Riachuelo e do submarino nuclear Álvaro Alberto. Até agora, a Marinha incorporou os submarinos Riachuelo, Humaitá e Tonelero, enquanto o Almirante Karam tem entrada em operação prevista para 2027.
A Força informou ainda que o lançamento do submarino nuclear Álvaro Alberto foi adiado para 2038, mas reafirmou a intenção de ampliar a capacidade brasileira de operar e desenvolver submarinos com propulsão nuclear no futuro.
Com a parceria, Brasil e França avaliam transformar a experiência acumulada no Prosub em uma oportunidade de cooperação industrial e exportação de tecnologia naval para a América Latina.
