4h. EUA aguardam que Irão confirme reabertura de Estreito – Observador

4h. EUA aguardam que Irão confirme reabertura de Estreito – Observador



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Duas Horas. As notícias com Martim Madeira.

Boa noite. Começamos pela crise de água na margem sul, em Almada. Seis localidades estão sem abastecimento público desde as 22h. A interrupção afeta o Laranjeiro, Feijó, Vale de Flores, Barrocas, Cova da Piedade e Chegadinho. A suspensão de serviços vai prolongar-se até às 06h. Esta é uma das medidas que resulta diretamente da situação de alerta declarada pela autarquia na passada quarta-feira. E as falhas na distribuição da água em Almada provocaram fortes protestos nesta sexta-feira. Um grupo de moradores da Mota Caparica realizou uma manifestação para exigir a reposição do normal abastecimento. A concentração aconteceu junto à estação de comboios do Pragal. O protesto foi mobilizado através das redes sociais para expressar a indignação dos munícipes face às falhas no serviço. À Agência Lusa, uma das participantes explicou que a ideia de convocar este novo protesto surgiu após o cordão humano realizado na quinta-feira, na Costa da Caparica. Cerca de 1500 pessoas exigiram soluções e pediram a demissão da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros. Joana Lemos, uma das vozes do protesto, lamenta que as medidas anunciadas pela autarquia para combater o problema continuem sem trazer melhorias a esta situação. Dos serviços públicos passamos para os combustíveis. Preparem-se para uma subida de preços na próxima semana. O aumento vai fazer-se sentir mesmo com o reforço do desconto no imposto sobre os produtos petrolíferos determinados pelo governo. Segundo as previsões da ANAREC, o preço do gasóleo deverá registar uma subida de cerca de €0,07 por litro. Já a gasolina deverá sofrer um agravamento de quase €0,03 por litro. E sobre este tema, o Chega vai propor indexar o preço dos combustíveis às descidas registradas no mercado internacional. O partido pretende que sempre que o preço do petróleo baixe no mercado internacional, os preços nas bombas nacionais desçam na exata mesma proporção. André Ventura defende que não faz sentido que a queda do preço do cru lá fora não seja sentida pelos consumidores.

Quando o mercado internacional desce os preços do petróleo, os preços do gasóleo e da gasolina devem descer na mesma proporção, para que as pessoas não sintam apenas que só têm aumentos quando o mercado internacional aumenta, mas nunca têm a diminuição proporcional, quando há essa diminuição, também no mercado internacional de petróleo.

Na sede do partido em Lisboa, André Ventura criticou também a ida do primeiro-ministro ao festival Nos Alive. O líder do Chega acusa Luís Montenegro de manifestar falta de empatia para com a população.

E a falta de empatia brutal com que o primeiro-ministro gere a deterioração da vida dos portugueses, dia a dia, é qualquer coisa que devia ser um caso de estudo. Se não lembra a ninguém ser o primeiro-ministro que mais viajou da Europa para o mundial, para ir ver jogos de futebol com o país a arder, também não lembra a ninguém que o primeiro-ministro esteja num festival à noite, enquanto um conselho inteiro e um distrito afetado estejam sem água, a lutar para ter o mínimo de abastecimento. É, de facto, notável.

E a uma semana do debate sobre o estado da nação no Parlamento, o presidente do Chega considera que o estado do país é péssimo, tal como o desempenho do governo de AD.

E o estado da nação não é bom. O estado da nação é mau, é péssimo, mas também é mau e péssimo o governo que temos, porque não consegue ser proativo nem nas coisas mais básicas que se exige a um governo perante os seus cidadãos. Sempre que vêm problemas, sejam eles de falta d’água, de aumento dos combustíveis ou do custo de vida, o governo inventa uma reforma qualquer que quer fazer para tentar desviar as atenções. Mas nenhuma reforma que invente muda o que as pessoas sentem no bolso delas.

As palavras do líder do Chega, André Ventura, em conferência de imprensa durante a tarde de sexta-feira, na sede do partido. Passamos agora para a polêmica em torno dos exames nacionais. Falta precisamente uma semana para os resultados serem divulgados e o número de constrangimentos continua a aumentar. O PS exige que o ministro da Educação esclareça se há exames nacionais incompletos que já foram alvo de classificação. O pedido surge na sequência da denúncia do movimento Missão Escola Pública, que avisa que está a ser pedido a professores classificadores que recebam respostas incompletas dos exames para as avaliarem tal como estão, caso as folhas em falta não cheguem até ao fim do processo de correção. Perante esta denúncia, o deputado Eurico Brilhante Dias apela ao ministro Fernando Alexandre que esclareça o caso.

A afirmação, como foi apresentada por esse movimento, é particularmente grave, porque significa que toda a confiança que temos no processo de correção dos exames está, neste momento, a ser colocada em causa. Aquilo que nós esperamos é que o senhor ministro da Educação, ainda mesmo antes de ir ao Parlamento, eu diria nas próximas horas, possa, de forma categórica, desmentir aquilo que está a ser dito ou corrigir, se necessário for, esse procedimento.

O deputado socialista Eurico Brilhante Dias também diz que o ministro da Educação deve, nas próximas horas, garantir às famílias e aos alunos que os testes estão a ser corrigidos de forma integral. Também o PCP pede explicações ao ministro da Educação. Paulo Raimundo quer que Fernando Alexandre seja ouvido no Parlamento antes de saírem as notas dos exames nacionais. O secretário-geral do Partido Comunista considera inconcebível que Fernando Alexandre só seja ouvido a 21 de julho, sendo esta a data proposta pelo ministro.

O ministro, perante esta polêmica toda, perante esta situação toda, decidiu que o primeiro dia que tinha na sua agenda era dia 21 de julho. Ora, isto é completamente inconcebível. Nós metemos o requerimento de urgência para um debate de urgência, um debate potestativo de urgência, na segunda-feira passada. Hoje é sexta. Se a estratégia do ministro e se a estratégia do governo é empurrar com a barriga, então há uma coisa que eu lhe posso garantir: é que o governo não se furtará A dar explicações sobre esta matéria na próxima semana.

Paulo Raimundo admite forçar um debate de urgência para ouvir o ministro da Educação antes das notas saírem no dia 17 de julho, devido aos problemas verificados nas últimas semanas na avaliação dos exames nacionais. No panorama internacional, os Estados Unidos estão à espera de receber um comunicado iraniano a confirmar a reabertura do estreito de Ormuz. A notícia é avançada pela Axios, que cita fontes diplomáticas norte-americanas. Washington espera mesmo que este comunicado seja publicado até este sábado. Uma das fontes diz, e cito: “Queremos que eles digam publicamente que vão parar os ataques aos navios, explicitamente, ou pelo menos implicitamente, reconhecer que estragaram tudo”. Outra das fontes citadas pela imprensa internacional avisa que se não for feito nenhum anúncio no prazo estipulado, não será um bom dia para o Irão. A CBS News indica que a razão para os Estados Unidos estarem à espera deste comunicado é porque os responsáveis iranianos alegadamente disseram a Donald Trump, à porta fechada, que cometeram um erro ao disparar contra os navios comerciais cataris e sauditas. A notícia da CBS, com recurso a fontes responsáveis norte-americanas, indica também que os iranianos disseram a Trump que o ataque foi feito por ordens de dissidentes extremistas que estão a tentar minar as negociações com os Estados Unidos. Entretanto, o Irão afirma que os ataques desta semana dos Estados Unidos causaram 17 mortos e 115 feridos. Na última hora, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, criticou os Estados Unidos após falharem o acordo do memorando de entendimento. Diz, numa publicação nas redes social X, que até agora o Irão cumpriu com a palavra, ao contrário dos Estados Unidos e ao contrário do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, que está a violar o parágrafo número 9 do memorando de entendimento sobre as sanções norte-americanas, que supostamente seriam levantadas ao Irão, e diz que esta violação, tal como outras violações, são mais um exemplo dos maus caminhos que estão a tomar os Estados Unidos. Diz Abbas Araqchi que para este conflito estar resolvido, tem que haver um comprometimento mútuo por parte dos dois países. Fechamos agora com o desporto, numa viagem aos Estados Unidos para atualizar o Mundial. A Espanha é a segunda classificada para as meias-finais do Campeonato do Mundo de Futebol, após uma vitória por 2 x 1 frente à Bélgica. Os espanhóis começaram a vencer com um gol marcado à meia hora de jogo. A seleção belga empatou aos 41 minutos. O gol da vitória da Espanha surgiu já nos minutos finais. O autor foi Mikel Merino, aos 88 minutos. O número seis espanhol voltou a ser o herói, depois de ter marcado o gol que eliminou Portugal deste Campeonato do Mundo. A Espanha apura-se assim para as meias-finais, onde vai jogar frente à França, um jogo que sabe a repetição, isto porque França jogou precisamente com a Espanha nas meias-finais do Euro 2024, que Espanha acabou por ser campeã e acabou por vencer a França nessas meias-finais, há dois anos que essas meias-finais aconteceram, e a França vai procurar aqui uma desforra contra a Espanha. Também este fim de semana jogam-se outros dois encontros dos quartos de final, Noruega-Inglaterra e também um Argentina-Suíça, neste Mundial de 2026. É com esta notícia que fechamos este jornal das 04h. Por agora, fique com o Contracorrente desta sexta-feira.





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