Pequenas, charmosas e repletas de natureza: sete vilas brasileiras disputam prêmio internacional de turismo da ONU

Pequenas, charmosas e repletas de natureza: sete vilas brasileiras disputam prêmio internacional de turismo da ONU


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  • Sete vilas brasileiras – Araçá (SC), Conceição do Ibitipoca (MG), Delfinópolis (MG), Holambra (SP), Lençóis (BA), São José do Barreiro (SP) e Vila Flores (RS) – foram selecionadas para representar o país no Best Tourism Villages 2026, iniciativa da ONU Turismo.
  • A competição inclui 268 localidades de diversos países, e o resultado será anunciado em dezembro de 2026, em cerimônia realizada em Buenos Aires, Argentina.
  • O prêmio reconhece comunidades rurais que utilizam o turismo para desenvolvimento econômico, preservação ambiental e valorização cultural, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
  • Até o momento, apenas duas vilas brasileiras detêm o selo internacional: Antônio Prado (RS), premiada em 2025, e a Rota do Enxaimel, em Pomerode (SC).

Pequenas em população, mas grandes em patrimônio histórico, biodiversidade e tradições culturais, sete localidades brasileiras foram selecionadas para representar o país na edição de 2026 do Best Tourism Villages, iniciativa da ONU Turismo que reconhece comunidades rurais onde a atividade turística contribui para o desenvolvimento econômico, a preservação ambiental e a valorização das identidades locais.

Os destinos brasileiros escolhidos são Araçá (SC), Conceição do Ibitipoca (MG), Delfinópolis (MG), Holambra (SP), Lençóis (BA), São José do Barreiro (SP) e Vila Flores (RS). Ao todo, eles disputam o reconhecimento internacional com outras 268 vilas de diversos países, e o resultado será anunciado em dezembro, durante cerimônia em Buenos Aires, na Argentina.

O programa da ONU Turismo foi criado em 2021 para destacar pequenas comunidades que demonstram ser possível conciliar crescimento econômico, conservação do patrimônio natural e cultural e melhoria da qualidade de vida da população local. Além do reconhecimento internacional, as localidades premiadas passam a integrar uma rede mundial de destinos rurais sustentáveis, que promove o intercâmbio de boas práticas e a cooperação técnica.

Segundo o edital da seleção brasileira, as localidades candidatas precisam ter até 15 mil habitantes, baixa densidade demográfica, forte presença de atividades tradicionais e compromisso com a sustentabilidade e a participação comunitária.

Desde a criação do programa, mais de 20 localidades brasileiras já foram indicadas pelo Ministério do Turismo. Até o momento, duas conquistaram oficialmente o selo internacional: Antônio Prado (RS), reconhecida em 2025, e a Rota do Enxaimel, no bairro Testo Alto, em Pomerode (SC), vencedora de uma edição anterior.

Esse modelo de turismo cultural e sustentável está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, contemplando metas relacionadas ao trabalho decente, ao consumo responsável, à proteção dos ecossistemas e ao desenvolvimento das comunidades rurais.

Conheça as sete candidatas brasileiras

Araçá (Santa Catarina)

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Araçá, litoral catarinense. Créditos: divulgação / Prefeitura de Porto Belo

Integrante do município de Porto Belo, no litoral catarinense, a Vila do Araçá possui pouco mais de 1.100 habitantes e está situada em uma área costeira de grande relevância ambiental.

A Praia do Araçá, de águas calmas, funciona como abrigo para embarcações pesqueiras e também como espaço para atividades de turismo de natureza, passeios marítimos e observação da biodiversidade costeira.

Conceição do Ibitipoca (Minas Gerais)

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Parque Estadual do Ibitipoca, MG. Créditos: divulgação

Localizada na Serra da Mantiqueira e pertencente ao município de Lima Duarte, Conceição do Ibitipoca reúne aproximadamente 1.100 moradores e é conhecida como a principal porta de entrada do Parque Estadual do Ibitipoca, uma das unidades de conservação mais visitadas de Minas Gerais, famosa por suas trilhas, grutas quartzíticas, cachoeiras e mirantes.

Além do patrimônio natural, o vilarejo preserva construções históricas, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, iniciada no século XVIII, além do casario tradicional e do artesanato local.

Delfinópolis (Minas Gerais)

Delfinopolis MG

Porto da Praia Vermelha na Margem de Delfinópolis. Créditos: Wikipedia

Com cerca de 8 mil habitantes, Delfinópolis está situada na Serra da Canastra e constitui uma das principais portas de entrada do Parque Nacional da Serra da Canastra.

O município é conhecido por concentrar dezenas de cachoeiras, cânions, rios cristalinos e áreas de Cerrado preservado, além de integrar uma importante região produtora do tradicional Queijo Minas Artesanal da Canastra, reconhecido como patrimônio cultural brasileiro pelo Iphan.

Outro destaque econômico é a produção de cafés especiais cultivados em altitude. Queijos produzidos no município, como o Vale da Gurita, já conquistaram reconhecimento internacional em concursos especializados.

Holambra (São Paulo)

Portal Holambra

Holambra, SP. Créditos: Wikipedia

Fundada por imigrantes holandeses após a Segunda Guerra Mundial, Holambra consolidou-se como o maior polo brasileiro de floricultura.

A produção de flores e plantas ornamentais abastece grande parte do mercado nacional, enquanto a Expoflora, realizada anualmente, tornou-se a maior exposição de flores da América Latina.

Entre os principais cartões-postais está o Moinho Povos Unidos, considerado o maior moinho de vento típico holandês da América Latina.

Com aproximadamente 15 mil habitantes, a cidade preserva forte influência neerlandesa na arquitetura, gastronomia, no paisagismo e nas manifestações culturais.

Lençóis (Bahia)

Centro historico de Lencois por Patricia Laraia6

Bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia no centro histórico da cidade de Lençóis. Créditos: Wikipedia

A cidade, porta de entrada do Parque Nacional da Chapada Diamantina, combina patrimônio histórico, ecoturismo e arqueologia, reunindo um dos conjuntos urbanos mais importantes do período do ciclo do diamante no século XIX.

O centro histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1973, abrangendo cerca de 570 edificações históricas.

Além do casario colonial, a região reúne cachoeiras, grutas, rios e trilhas da Chapada Diamantina.

Na Serra das Paridas, há centenas de registros de arte rupestre que ajudam a compreender a ocupação humana pré-histórica do interior baiano.

São José do Barreiro (São Paulo)

Cachoeira Santo Isidro Sao Jose do Barreiro

Cachoeira Santo Isidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina. Créditos: Wikipedia

Com cerca de 3.800 habitantes, São José do Barreiro está localizada no Vale do Paraíba, aos pés da Serra da Bocaina.

O município preserva casarões ligados ao ciclo cafeeiro do século XIX, antigas fazendas históricas e trechos da Trilha do Ouro, caminho utilizado durante os períodos da mineração e, posteriormente, do transporte do café entre Minas Gerais e o litoral fluminense.

O Parque Nacional da Serra da Bocaina amplia o potencial turístico da região com cachoeiras, rios, piscinas naturais, montanhas e remanescentes de Mata Atlântica.

Vila Flores (Rio Grande do Sul)

vila das flores RS

Vila das Flores, RS. Créditos: De fora em Juiz de Fora via YouTube / reprodução

Localizada na Serra Gaúcha, Vila Flores possui aproximadamente 3.700 habitantes e preserva a cultura dos imigrantes italianos no Brasil.

O município é reconhecido como Capital Estadual do Filó, tradicional encontro comunitário que reúne música, gastronomia, religiosidade e manifestações culturais herdadas da imigração italiana.

Atualmente, a rede internacional do Best Tourism Villages reúne mais de 300 localidades rurais entre vilas premiadas e participantes de programas de aperfeiçoamento, formando uma plataforma global de intercâmbio de experiências em turismo sustentável.




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