Brasil espacial: base de Alcântara vai lançar mais um foguete

Brasil espacial: base de Alcântara vai lançar mais um foguete


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  • Governo brasileiro anunciará lançamento do foguete suborbital SEBIT no Centro de Lançamento de Alcântara (Maranhão).
  • SEBIT foi desenvolvido pela sul‑coreana INNOSPACE sob contrato da ALADA, empresa responsável por serviços espaciais nacionais.
  • O voo está previsto para o segundo semestre de 2026, após a explosão do HANBIT‑Nano em 2025.
  • A missão busca validar o SEBIT em condições reais e aprimorar seus sistemas para futuras missões comerciais.

O governo brasileiro anunciou uma nova missão espacial a ser lançada do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

O voo será de um foguete suborbital desenvolvido pela sul-coreana INNOSPACE, no âmbito do primeiro contrato firmado pela Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A. (ALADA), criada para “estruturar, impulsionar e gerir a prestação de serviços nacionais relacionados ao segmento espacial”, segundo a Força Aérea Brasileira.

O Brasil ainda não realizou um lançamento orbital bem-sucedido a partir de seu território.

Em 2025, também em parceria com a INNOSPACE, seria realizado o primeiro lançamento dessa espécie a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, com o veículo de pequeno porte HANBIT-Nano, desenvolvido pela empresa sul-coreana. No entanto, o foguete, que decolava com cargas úteis nacionais, sofreu uma anomalia e explodiu logo após a decolagem.

Todos os equipamentos brasileiros atualmente em órbita, como os satélites de observação Amazônia-1 e SCD-2, foram lançados a partir de bases internacionais, como o Centro Espacial Satish Dhawan, em Sriharikota, na Índia.

O novo lançamento em preparação com a INNOSPACE será do SEBIT, um foguete suborbital desenvolvido para ser validado em condições reais de operação, com o objetivo de aperfeiçoar seus sistemas antes de futuras missões comerciais. Ele está programado para ocorrer no segundo semestre de 2026.

O SEBIT é movido por um motor híbrido de três toneladas de empuxo e foi projetado para simular ambientes de microgravidade, testar cargas úteis, verificar tecnologias e conduzir pesquisas científicas em altitudes que ultrapassam os 50 km.

De acordo com a empresa, o voo inaugural do veículo deverá verificar a confiabilidade do veículo, e os dados coletados serão utilizados para validar seu desempenho estrutural e de voo, além dos sistemas de navegação, da integração da carga útil e de outras operações de lançamento.

Em colaboração com instituições de pesquisa e empresas, a INNOSPACE utilizará os dados obtidos na missão para apoiar o desenvolvimento e a qualificação de tecnologias destinadas a futuras missões orbitais.

O Centro de Lançamento de Alcântara é considerado um dos locais mais competitivos do mundo para lançamentos espaciais por estar localizado a cerca de 2,3 graus ao sul da Linha do Equador, o que permite que os foguetes aproveitem melhor a velocidade de rotação da Terra durante a decolagem, reduzindo o consumo de combustível e aumentando a capacidade de transporte de carga útil.

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), essa vantagem pode representar ganhos de desempenho de até 30% em determinadas missões.

A ALADA foi criada em 2024 para captar clientes e contratos internacionais de utilização do Centro Espacial de Alcântara, e o acordo com a INNOSPACE representa sua primeira operação comercial. A empresa sul-coreana já havia sido autorizada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) a realizar o lançamento.

A companhia desenvolve veículos lançadores destinados principalmente ao mercado de pequenos satélites, segmento que cresce impulsionado pela expansão das constelações para telecomunicações, observação da Terra, internet, monitoramento ambiental e aplicações de defesa.




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