Nunes Marques nomeia esposa do advogado de Castro, que assessorou senador dos R$ 30 mil na cueca

Nunes Marques nomeia esposa do advogado de Castro, que assessorou senador dos R$ 30 mil na cueca


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  • Em 6 de março, o ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, nomeou Fabiana Cristina Ortega Severo da Silva como vice‑diretora da Escola Judiciária Eleitoral.
  • Fabiana é esposa do advogado Gustavo Severo, amigo pessoal de Nunes Marques e defensor do ex‑governador Cláudio Castro no caso de inelegibilidade.
  • O ministro reconheceu impedimento e declarou‑se suspeito nos processos envolvendo Gustavo Severo, após revelações de viagens em jatinho particular do advogado.
  • O TSE informou que a atuação de Fabiana será pro‑bono; ela já ocupou cargo comissionado no gabinete do senador Chico Rodrigues, que foi flagrado com R$ 30 mil na cueca em operação da PF.

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kássio Nunes Marques, nomeou nesta segunda-feira (6) Fabiana Cristina Ortega Severo da Silva como vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral.

Fabiana é esposa do advogado Gustavo Severo, amigo pessoal de Nunes Marques, que defendeu o ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL-RJ) no caso em que ele foi condenado à inelegibilidade. O ministro revelou a amizade entre os dois após revelado que ele viajou ao menos cinco vezes no jatinho de Severo.

No julgamento de Castro, Nunes Marques se julgou impedido justamente pela relação com o advogado. “O ministro se declara suspeito nos casos de Gustavo Severo, nos termos da legislação vigente, por ser amigo pessoal do advogado, o que é de conhecimento público”, disse em nota.

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O TSE informou a Daniel Lima, no portal Uol, que a atuação de Fabiana será “pró-bono”, ou seja, sem custos à justiça eleitoral.

R$ 30 mil na cueca

Com trâmite nos bastidores do poder em Brasília, Fabiana Severo também atuou em cargo comissionado no gabinete do senador Chico Rodrigues (PSB-RR), que atuou como vice-líder do governo Jair Bolsonaro no Senado até outubro de 2020, quando foi flagrado com R$ 30 mil na cueca em uma operação da Polícia Federal. Ele escondeu R$ 30 mil nas nádegas, enquanto foi abordado pelos agentes.

Rodrigues foi alvo de uma ação que investigou desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares.

Além de Fabiana, Chico Rodrigues abrigou em seu gabinete Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Leo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro, que deixou o posto após o escândalo dos R$ 30 mil na cueca.




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