México, intransponível, supera Equador e acaba com a maldição do quinto jogo

México, intransponível, supera Equador e acaba com a maldição do quinto jogo


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  • México venceu Equador por 2 a 0 e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo.
  • O duelo foi apitado pelo árbitro esloveno Slavko Vincic no Estádio Azteca, na Cidade do México.
  • A vitória quebrou a “maldição do quinto jogo”, meta histórica só atingida em 1970 e 1986.
  • México receberá, no domingo (1 de julho), o vencedor da partida entre Inglaterra e RD Congo no mesmo estádio.

O México, superior desde o primeiro até o último apito do esloveno Slavko Vincic,  venceu o Equador por 2 x 0 e chegou às oitavas de final da Copa. No domingo, novamente em “seu” estádio, o Azteca, receberá o vencedor de Inglaterra e RD Congo, que se enfrentam hoje (1 de julho).

Com a vitória, o México venceu também a maldição do quinto jogo, uma obsessão da fanática torcida. Como é difícil acreditar em título, chegar ao quinto jogo sempre foi considerado uma meta honrosa. E só foi conseguido em 1970 e 1986, quando o México também foi sede da Copa. Agora, haverá um quinto jogo, mas não ainda correspondente às quartas. Com o aumento para 48 clubes, foi criado uma fase a mais e os mexicanos conseguiram o quinto jogo, mas ainda nas oitavas.

“Missão cumprida”, perguntou a repórter ao treinador Javier Aguirre ao final da partida. “Não, vamos por mais”, respondeu. E terá um aliado impressionante no estádio Azteca. Nas dez vezes anteriores em que recebeu a seleção mexicana em Mundiais, foram oito vitórias e dois empates. Haverá um estádio e um país pulsando por “La Tri” (de tricolor), como a seleção é conhecida.

Foi uma vitória inconteste do time mexicano, diante de um Equador muito distante daquele time rebelde que derrotou a Alemanha. Dava a impressão de uma equipe saciada, de já haver conquistado o máximo, de já ter alcançado seu momento de glória. O México, não. Ainda sonhava com o que conquistou após os 90 minutos.

O primeiro gol saiu com um arremate forte de Quiñones, aos 22 minutos. Foi o terceiro gol do colombiano naturalizado, no Mundial. Ele fez também o gol de abertura da Copa, contra a África do Sul.

Aos 31 minutos, ele lutou pela bola, conseguiu ficar com ela e tocou para Raul Gimenez, que acertou o ângulo do goleiro Galindez. Foi o seu segundo gol na Copa, ele que é o artilheiro histórico do México, agora com 57 gols.

O Equador ameaçou menos o México do que a própria torcida mexicana, que voltou a gritar “puuuuto” já no primeiro tiro de meta de Galindez. O grito homofóbico já valeu há um mês um castigo à seleção, que teve parte do estádio inabilitado.

No final do jogo, o Equador ameaçou, mas de maneira desleal, com faltas que foram punidas com amarelo. Piero Hincapié foi expulso por falar alguma coisa, com a mão tapando a boca, a Raul Gimenez. A “lei Vini Jr” entrou em ação.

O México mostra uma defesa muito forte, que não sofreu gols nas quatro partidas, vitórias sobre África do Sul  (1 x 0), Coreia do Sul ( 1 x 0), República Tcheca (3 x 0) e agora, na eliminação do Equador. Mérito dos zagueiros Montes e Vasques e do volante Erick Lira, um pitbull.

O México está em festa, por haver vencido uma partida inaugural depois de sete fracassos, por chegar ao quinto jogo, pela meta invicta e pela possibilidade de chegar aos oito primeiros. Por tudo isso, o “Cielito lindo” (que, na versão brasileira chamamos de “está chegando a hora”, ecoa no Azteca, a plenos pulmões.




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