Eleições na Colômbia: Petro questiona resultado divulgado por empresa privada
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- Presidente Gustavo Petro declarou que não aceita o resultado do 1° turno das eleições presidenciais na Colômbia, realizadas no domingo (31).
- A apuração quase total mostrou Abelardo De La Espriella (extrema‑direita) com 43,73% dos votos, à frente de Iván Cepeda (esquerda) com 40,91%.
- Petro alega que o software de contagem foi alterado três vezes, inserindo 800 mil fichas de eleitores inexistentes e gerando dois censos diferentes.
- O presidente afirmou que analisará o caso e decidirá sobre as comissões de escrutínio dirigidas pelos juízes da República.
O presidente Gustavo Petro afirmou, em seu perfil no X, que não aceita o resultado da votação do 1° turno das eleições na Colômbia divulgado por uma empresa privada. A votação terminou na noite deste domingo (31) apontando o candidato de extrema direita Abelardo De La Espriella à frente de Iván Cepeda.
Com quase 100% das urnas apuradas até a publicação desta matéria, os resultados apontam De La Espriella com 43,73% dos votos e Cepeda com 40,91%. Nas pesquisas de intenção de voto realizadas antes da eleição, no entanto, o candidato esquerdista era apontado como favorito.
Após os resultados, Petro afirmou que a contagem transmitida não é verdadeira e que os “dados não são norma pública”. O presidente diz não considerar o resultado e pontua que “apesar dos algoritmos do software de contagem e apuração deverem permanecer estáticos, foram alterados três vezes na última semana, adicionando 800 mil fichas de inscrição eleitoral pertencentes a pessoas não incluídas no censo oficial“.
Ele ainda afirma que “existem dois censos neste momento: o oficial e o do software de duas empresas Batista, que inclui 800.000 pessoas adicionais.
O presidente denuncia que centenas de milhares de votos foram adicionados sem a existência de eleitores.
“Portanto, de acordo com a lei, os resultados são vinculativos e o presidente os analisará e decidirá sobre as comissões de escrutínio dirigidas pelos juízes da República. 40,91%”, declara Petro.
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