‘Eu já tinha aceitado que não ia sair viva’, desabafa doméstica que foi torturada grávida após acusação de furtar anel

‘Eu já tinha aceitado que não ia sair viva’, desabafa doméstica que foi torturada grávida após acusação de furtar anel


Samara Regina Dutra, de 19 anos, conseguiu ir para a casa de uma amiga após as agressões

10 mai
2026
– 22h54

(atualizado às 23h03)




Samara Regina Dutra, de 19 anos, em entrevista ao Fantástico, da Globo

Samara Regina Dutra, de 19 anos, em entrevista ao Fantástico, da Globo

Foto: Reprodução/Globo

Samara Regina Dutra, de 19 anos, temeu pela própria vida ao ser agredida e torturada pela empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, que foram presos nesta semana, em Paço do Lumiar, no Maranhão. De acordo com relato da empresária doméstica, os dois a ameaçaram também com uma arma.

“Falava que se não aparecesse eu ia levar um tiro. Dava socos na região do pescoço, ele me arrastou pelo cabelo. Antes de encontrar o anel, eu já tinha aceitado que não ia sair dali viva. Ela pegou, colocou no dedo e depois disso me bateu”, contou ao Fantástico, da Globo. 

As agressões começaram após a empresária acusar a funcionária de furtar um anel avaliado em R$ 5 mil. O objeto, porém, foi encontrado em um cesto de roupa suja, o que não foi suficiente para interromper a violência.

Por estar grávida, Samara também temeu que os golpes atingissem sua barriga: “Eu protegia só a minha barriga. Como eu estava no chão, tinha medo deles me chutarem”.

Ao conseguir escapar das agressões, ela correu para a casa de uma amiga que mora no mesmo condomínio. Policiais foram ao local, mas não efetuaram a prisão da empresária e do PM, que foram presos apenas posteriormente.

“Pediram o endereço e [os policiais] me levaram até lá, fiquei no carro enquanto falavam com ela. Durou cerca de três minutos”, recordou.

Exames corporais feitos pela vítima confirmaram agressões por socos e tapas no rosto, nas costas e no braço esquerdo. O laudo também apontou manchas no corpo e uma lesão causada por instrumento contundente. 

Mesmo com o medo, o exame mostrou que está tudo bem com a gestação de Samara, que, agora, espera por justiça: “Ficou aquele medo. Veio tudo à tona, como um filme bem doloroso. Espero justiça, na cabeça deles ia ficar por isso mesmo”.



Source link

Postagens Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *