8h. Nepal. Subiu para 750 o número de vítimas mortais – Observador

8h. Nepal. Subiu para 750 o número de vítimas mortais – Observador



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São 8 horas. As notícias às 8, uma edição da jornalista Beatriz Félix. Começamos com um tiroteio no norte da Suíça que provocou um morto e pelo menos cinco feridos, alguns em estado grave.

O incidente ocorreu esta madrugada durante uma festa na cidade de Aargau, perto de Zurique. Os disparos aconteceram por volta das 2h30 da manhã. Uma publicação na rede social X, a Polícia Cantonal de Aargau pede à população que se mantenha agora afastada desta zona, visto que está a decorrer ainda uma operação policial para encontrar os suspeitos. Com o número de vítimas ainda por fechar, as autoridades admitem também não saber com exatidão aquilo que se passou, mas avançam que os tiros foram disparados por um grande grupo de pessoas ainda por identificar.

E seguimos com a atualidade internacional. Vamos a novas atualizações da tragédia que aconteceu no Nepal. Subiu para 750 o número de vítimas mortais na sequência da enxurrada da passada quarta-feira.

E há mais de 3 mil pessoas que continuam desaparecidas, tanto de um lado como do outro lado da fronteira que separa o Tibete do Nepal. É o que consta do balanço mais recente divulgado pelas autoridades nepalesas e pela imprensa estatal chinesa. As autoridades alertam também para uma possível subida do nível das águas durante o dia de hoje na zona da enxurrada, mas ainda assim, dizem que não existe um grande risco de inundações.

Na Venezuela, a presidente interina garantiu que o país mantém o controle do petróleo ao abrigo do acordo assinado com Washington.

Uma promessa feita por Delcy Rodríguez, em sentido contrário às declarações de Donald Trump. O presidente norte-americano tinha anunciado ontem o controle de 65 mil milhões de barris das reservas de petróleo da Venezuela, naquilo que dizia ser o maior acordo de petróleo da história mundial. Ontem também, mais tarde, num discurso transmitido pela televisão pública venezuelana, Delcy Rodríguez pede que fique claro que o controle vai permanecer na Venezuela. A presidente defendeu ainda assim o acordo e sublinha que vai permitir à Venezuela beneficiar de capital, tecnologia e também capacidade operacional para apoiar a recuperação de uma indústria estratégica que foi severamente impactada pelas várias sanções ao longo do tempo. Delcy Rodríguez explica ainda que o acordo vai ter uma duração de 25 anos e com uma meta de produção superior a 1,5 milhões de barris por dia.

Por cá e na política, hoje termina a Universidade de Verão do PSD e a fechar, há um discurso de Luís Montenegro.

Nesta universidade de verão que tem estado a decorrer em Castelo de Vide. Ontem o dia ficou marcado pela intervenção de Paulo Portas, também pelos avisos deixados por este ex-ministro, por exemplo, sobre o envelhecimento da população. Hoje fala Montenegro, num momento em que a agenda política está marcada pela discussão sobre a Segurança Social e pela ameaça do Chega em apresentar uma moção de censura ao governo. O primeiro-ministro participa a partir do meio-dia na sessão de encerramento da 22ª edição desta iniciativa de formação de jovens quadros.

E vamos transmitir aqui na Rádio Observador, a partir de meio-dia, esse discurso de encerramento de Luís Montenegro. O Bloco de Esquerda diz que não vai participar no campeonato de radicalização da direita.

Isto depois da ameaça de moção de censura apresentada pelo Chega ao governo. Foi prometida por André Ventura se as polémicas em torno de Luís Neves não forem resolvidas até terça-feira. O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, considera que o governo merece censura noutros assuntos e afirma que a possível moção anunciada pelo Chega não tem nada a ver com isso.

O governo merece censura na habitação, o governo merece censura na educação, o governo merece censura na saúde. Esta moção de censura não tem nada a ver com isso. Esta moção de censura serve basicamente para um campeonato de radicalização entre os partidos da direita. É uma coisa entre eles. E para esse peditório, o Bloco não dá.

São declarações de José Manuel Pureza à margem de uma concentração do movimento Deslarguem a Arrábida, em Setúbal. O líder do Bloco diz ainda que a posição do ministro da Administração Interna é cada vez mais insustentável. Ainda assim, separa essa questão da iniciativa do Chega. A rentrée bloquista termina hoje na Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal. O fórum socialismo fecha portas com discurso de José Manuel Pureza, que vai recair, sobretudo, sobre aquilo que diz ser o ataque da direita à Segurança Social e à Constituição.

Críticas ao governo que também chegam por parte da Iniciativa Liberal. Mariana Leitão acusa o executivo de fazer falsas promessas.

A líder do partido diz mesmo que Luís Montenegro enganou muitos portugueses. Foram declarações que marcaram esta rentrée da Iniciativa Liberal no Algarve. Mariana Leitão acusa Luís Montenegro de mentir quanto às reformas e diz que o governo ignora a classe média.

O discurso reformista de Luís Montenegro não passou de uma mentira eleitoral. Enganou muitos portugueses. Portugueses que hoje já não confiam o seu voto ao PSD, porque perceberam que só na Iniciativa Liberal esse voto está seguro e é respeitado. A classe média está sob ataque e é ignorada por quem nos governa. E sabem por quê? Eu digo-vos. Porque a classe média há muito deixou de pesar nas urnas como pesava antes.

Na rentrée liberal, a presidente do partido apresentou ainda três medidas para esta legislatura: simplificar e baixar o IRS, diminuir a burocracia e uma reforma do sistema de pensões. Reforma essa que Mariana Leitão garante que nem governo nem oposição defendem.

Vamos apresentar uma reforma do sistema de pensões que permita aos nossos jovens terem opções, pouparem e serem donos do seu futuro. O governo vem anunciar que não pretende fazer nenhuma reforma ao sistema de pensões. Ninguém quer resolver o problema

Mas todos aprenderam a viver dele. O Chega promete baixar a idade da reforma, nunca diz quem paga. O PS e o PSD, cada um na sua vez, distribuem pagamentos extraordinários conforme lhes dá jeito. A esquerda propõe aumentos todos os anos sem uma única conta feita sobre o que acontece depois.

A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, durante a rentrée política do partido, assinalada ontem à noite no Calçadão de Quarteira. Mariana Leitão diz ainda estar farta de discursos vazios por parte do executivo de Luís Montenegro.

E vamos agora ao desporto, a começar pelo futebol. O Futebol Clube do Porto garantiu ontem a liderança isolada no campeonato, com a vitória frente ao Académico de Viseu por 3 x 0.

Os Dragões garantiram o resultado ainda antes do intervalo, no Estádio do Fontelo, com gols de André Silva, Gabri Veiga e William Gomes. No final da partida, na zona de entrevistas rápidas, o técnico portista, Francesco Farioli, mostra-se feliz com a eficiência da equipa, mas aponta as lesões como fatores que condicionaram o jogo.

“Na primeira parte fomos muito efetivos. Marcamos nas três grandes oportunidades que tivemos. Não foi ideal a substituição forçada que tivemos de fazer ainda na primeira parte e outra ao intervalo, o que condicionou um pouco o resto do jogo. Na segunda parte, acho que só descemos um pouco de rendimento nos últimos cinco minutos, em que concedemos alguns remates. No final, foram três pontos muito importantes.”

Francesco Farioli, o treinador do Futebol Clube do Porto, em declarações à Sport TV, diz também que a lesão do Zaidu parece ser grave e o defesa central Bednarek vai ter de ser avaliado. Já do outro lado do campo, o treinador do Académico de Viseu, Bruno Pinheiro, diz que o gol cedo não foi positivo e deixa críticas à arbitragem.

Acho que condicionou bastante o jogo, deu muita confiança ao adversário, retirou-nos alguma. Enfim, acho que sinceramente é mais um lance. Acho que há mais falta sobre o Gustavo do que do Seitil na semana passada na Madeira. Estes critérios estão um bocadinho, não sei. Há muita diferença nas arbitragens e sinto que neste momento estamos a ser um bocado penalizados por isso. Obviamente não viemos aqui para fazer uma passagem pela Primeira Liga, viemos para ficar e vão ter que contar conosco. Vamos dar o nosso máximo e vamos apartar com tudo e com todos.

São as declarações do treinador do Académico de Viseu, Bruno Pinheiro, na flash interview da Sport TV, depois da derrota frente ao Futebol Clube do Porto, no Estádio do Fontelo. Depois deste resultado, os Dragões sobem ao primeiro lugar do campeonato e somam agora 12 pontos.

E ontem foi mais um grande dia para a canoagem. O presidente da Federação Portuguesa de Canoagem diz que Fernando Pimenta é o melhor atleta de sempre.

O canoísta português é o mais medalhado de sempre em K1 1000 metros. Ontem arrecadou mais uma medalha e sagrou-se campeão nos Mundiais de Canoagem da Polónia. Foi mais um momento feliz para o atleta.

O marco histórico que nós fizemos de ser o atleta mais medalhado acho que é em K1 1000 metros em termos de sempre, bati o recorde, ainda para mais com ouro, o atleta mais velho a conquistar este título e a subir ao pódio. Tenho que estar feliz. Tenho que estar feliz e agradecido a todos aqueles que me têm apoiado.

Depois de mais uma vitória, o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem não tem dúvidas. Ricardo Machado diz que não há outro igual a Fernando Pimenta.

É o melhor atleta, talvez o melhor atleta português de sempre. Hoje bateu um recorde, um novo recorde, dois novos recordes. É o atleta mais velho a vencer a distância olímpica K1 1000 metros e também o atleta a bater o recorde de medalhas nesta distância. Continua com uma grande ambição e eu acho que ele personaliza aquilo que é o espírito português. Alguém com muita garra, que mesmo não tendo nem sempre as melhores condições, e efetivamente nós não nos podemos ainda comparar às condições que têm outros países, consegue chegar aqui e bater-se igual para igual e vencer.

Ricardo Machado, o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem. Também o presidente da República, António José Seguro, felicitou esta conquista e deseja a Fernando Pimenta os maiores sucessos na final de K1 5000 metros, que vai acontecer no domingo. Antes disso, hoje, a seleção portuguesa de canoagem tem mais dois desafios pela frente nos Mundiais de Poznań, na Polónia. São as provas de K1 5000 metros e K2 500 metros.

E fica por aqui o Jornal das 8, com edição da Beatriz Félix.





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