6h. FCP pode ser campeão hoje – Observador

6h. FCP pode ser campeão hoje – Observador



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Seis horas. Bom dia, sou o Martim Madeira, são 6 da manhã. Vamos ao jornal na Rádio Observador. Começamos pelo desporto. Hoje o Futebol Clube do Porto pode levantar o título de campeão. Para tal, tem de primeiro vencer o Alverca. Na conferência de antevisão, o treinador azul e branco garante que ninguém está a pensar nas comemorações. Francesco Farioli garante que a equipa está com o foco total no encontro.

Estamos completamente preparados para o que o jogo de amanhã pode significar, mas o foco está totalmente no presente e no jogo. Não temos distrações nem tempo para pensar em celebrações. Os resultados desta semana mostram que nada está garantido até estar mesmo.

Francesco Farioli na antevisão do Futebol Clube do Porto. Alverca, o jogo que pode mesmo ser do título, arranca hoje às 20h30 e vai contar, claro, com emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador. Mas antes há um jogo ainda por jogar. O Benfica joga com o Famalicão. Na conferência de antevisão, José Mourinho admite que depender apenas de si próprio para conseguir a qualificação para a Liga dos Campeões acaba por causar menos desgaste.

O Benfica, como vocês sabem, não teve nenhuma derrota até agora. Houve semanas em que somamos pontos, somamos, somamos. E era um desgaste extra ver o Sporting a ganhar, ver o Porto a ganhar e não tropeçavam, e quase que tropeçavam, e depois não tropeçavam, e depois nós termos que ganhar outra vez. É um tipo de desgaste extra que não é positivo. O facto de depender de si próprio, o foco está só ali. A mim dá-me igual o resultado do Vitória de Guimarães com o Sporting na próxima segunda-feira. Dá igual, mas temos que ganhar.

O treinador do Benfica garante ainda que não foi contactado pelo Real Madrid e é um jogo que está marcado para as 18h de hoje, antes do Futebol Clube do Porto, Alverca. Claro, também vai contar com relato e comentário aqui na Rádio Observador. Caso o Benfica não vença este encontro, então o Futebol Clube do Porto pode ser campeão ainda mais cedo, antes de sequer entrar em campo. Passamos à política nacional. Vemos o dia de ontem. A reforma laboral foi o grande tema do Dia do Trabalhador. Luís Montenegro aperta a UGT e acusa a Central Sindical de ser o parceiro social que menos cedeu até agora. A uma semana de uma reunião na concertação social, que pode ser decisiva para o futuro da lei laboral, o primeiro-ministro acusou a UGT de teimosia, diz que o governo já cedeu nos pontos mais sensíveis do documento.

As traves-mestras a que a UGT se refere têm a ver com os contratos a termo, têm a ver com o regime de reintegração em caso de despedimento, têm a ver com o banco de horas por acordo, têm a ver com o chamado outsourcing. Eu quero aqui dizer-vos: em todas estas matérias, o governo já cedeu. Em todas. Numas mais do que noutras. Destas propostas, há algumas em que o governo cedeu praticamente integralmente e outras em que cedeu parcialmente.

Luís Montenegro diz ainda que a UGT foi o parceiro social que menos cedeu até agora. São declarações do primeiro-ministro ontem numa visita a uma feira em Melgaço, no distrito de Viana do Castelo. Garante que o governo não vai abandonar as suas convicções. Já na capital, nas celebrações do Dia do Trabalhador, a UGT responsabiliza o governo por haver uma eventual falta de acordo e garante que não vai ceder. Em Oeiras, centenas de pessoas participaram nas celebrações do 1º de maio da UGT. O secretário-geral Mário Mourão defende que as pressões sobre a Central Sindical falharam e garante que não vai ceder quanto às traves-mestras do governo.

A responsabilidade de não aproveitar os resultados do diálogo social será sempre do governo. A responsabilidade de ter apresentado um projeto que o país não precisa e não pediu e que os trabalhadores portugueses recusam é deste governo. E dizemos aqui bem alto e bom som: não há pressões partidárias ou quaisquer outras, porque a UGT só não cede a uma pressão. À pressão dos trabalhadores é aquela a que nós temos que ceder.

O discurso de Mário Mourão, secretário-geral da UGT, no Dia do Trabalhador. Já a CGTP pediu a derrota do pacote laboral e apelou à participação na greve geral que está marcada para 3 de junho. Num discurso na Alameda, o secretário-geral da CGTP diz que o país já se pronunciou claramente sobre a matéria.

Nós já sabemos a resposta. Os trabalhadores já deram a resposta. Os trabalhadores e a sociedade no seu todo já deram a resposta. Nós rejeitamos o pacote laboral, não queremos o pacote laboral. Retirem o pacote laboral. Foi isso, camaradas. Foi issoQue disseram os trabalhadores da grandiosa greve geral do passado mês de 11 de dezembro. Foi isso que disseram os trabalhadores nas mais de 190 mil assinaturas que entregamos ao primeiro-ministro.

Tiago Oliveira, que apela ainda à participação na nova greve geral marcada para dia 3 de junho, tal como os partidos mais à esquerda, como o PCP e o Bloco de Esquerda. Passamos para outro tema que também dominou o dia de ontem, a Operação Influencer. O Chega quer avançar com uma comissão parlamentar de inquérito para ouvir António Costa no Parlamento. André Ventura garante que o partido vai procurar consensos com as restantes forças políticas para aprovar este instrumento, mas, se isto não acontecer, não exclui avançar com o pedido potestativo.

É incompreensível que alguns tenham insistido, e bem, numa comissão de inquérito à Spin Viva, devido a atos eventualmente ilícitos do primeiro-ministro, mas acham que não é precisa uma comissão de inquérito a um ex-primeiro-ministro que comprovadamente e verificadamente permitiu ou fechou os olhos à influência indevida sobre negócios de milhões dos contribuintes portugueses. Espero que o Parlamento possa consensualmente aprovar esta comissão de inquérito, caso isso não aconteça. O Chega vai avançar potestativamente para essa comissão de inquérito, garantindo que ela ocorre, mesmo se alguns partidos a tentarem bloquear.

Declarações de André Ventura aos jornalistas na sede do partido em Lisboa. Em causa estão os recentes desenvolvimentos da Operação Influencer, que mostram que, afinal, o antigo primeiro-ministro António Costa falou com Diogo Lacerda Machado sobre o processo do Start Campos, construído em Sines. Passamos para o outro lado do Atlântico. Donald Trump brinca com a possibilidade dos Estados Unidos invadirem Cuba. Uma ameaça sarcástica feita durante um discurso num comício na Flórida. O presidente norte-americano diz que depois do Irão será Cuba e tem já planeado um porta-aviões na costa cubana que garante que os líderes cubanos vão desistir. Ele vem de um lugar chamado Cuba, que vamos conquistar quase imediatamente. Vamos terminar, primeiro, uma coisinha. Gosto de terminar o que começo. No caminho de volta que vamos fazer do Irão, teremos um dos nossos grandes, talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo. Vamos mandá-lo entrar nas águas cubanas, parar a cerca de 100 metros da costa e eles dirão: “Muito obrigado, desistimos.” Ameaça em tom de brincadeira de Donald Trump num comício na Flórida. O presidente norte-americano afirmou ainda neste discurso que, se calhar, os Estados Unidos ficariam melhor se não fizessem qualquer acordo com o Irão. Isto depois também de Donald Trump ter dito, durante o dia de ontem, que estava descontente com o acordo proposto pelo Irão. E ainda também referiu-se aos Estados Unidos como uma espécie de piratas modernos. Ainda nos Estados Unidos, Donald Trump informou o Congresso de que as hostilidades no Irão terminaram. Um anúncio feito através de duas cartas enviadas pelo presidente norte-americano aos líderes das duas câmaras do Congresso, acontece ao fim de 60 dias de guerra, que curiosamente e coincidentemente, é o prazo máximo estabelecido por lei para que as hostilidades possam continuar sem autorização do Congresso. Nestas cartas citadas pela CBS, Trump escreve que as hostilidades começaram a 28 de fevereiro e chegaram ao fim. No entanto, o presidente norte-americano não recusa novas intervenções militares na região. O Partido Democrata reagiu às declarações do presidente. O líder democrata do Congresso, o Chuck Schumer, diz que as afirmações de Trump são tretas e uma palhaçada. Ainda, os Estados Unidos vão retirar 5 mil soldados norte-americanos da Alemanha, uma notícia avançada pelo New York Times e outros meios de comunicação. Esta decisão surge depois de Donald Trump se ter mostrado indignado com as declarações do chanceler alemão. Frederick Merz terá dito que o Irão estava a humilhar os Estados Unidos no conflito, mas, num comunicado, o Pentágono garante que a decisão foi tomada depois de uma análise minuciosa de presença do departamento militar na Europa, que normalmente reconhece as necessidades no terreno europeu. De acordo com o Times, as fontes oficiais do Pentágono garantem que estes 5 mil soldados vão ser transferidos para solo norte-americano. A Reuters também afirma que esta operação vai demorar 12 meses a ser concluída. A base na Alemanha conta com 35 mil soldados e é o maior centro de treino militar dos Estados Unidos na Europa. Notícia de fecho deste jornal das 06h. A informação regressa às 18h30, portanto, até já.





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