3h. Trump diz fundo para Irão não faz parte do acordo – Observador

3h. Trump diz fundo para Irão não faz parte do acordo – Observador



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As notícias com Miguel Pina Andrade. Donald Trump diz que o fundo de US$ 300 mil milhões para o Irão não faz parte do acordo para o fim da guerra. São declarações do presidente norte-americano numa publicação na rede social Truth. Surgem depois do vice-presidente norte-americano ter dito que desde que cumprissem a parte do acordo, o Irão poderia ter acesso a um fundo de reconstrução financiado pelos países do Golfo. Donald Trump escreve que o Irão concordou em nunca ter uma arma nuclear e que o suposto financiamento de US$ 300 mil milhões são notícias falsas. O Hamas diz estar satisfeito com o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão. É o que garante o movimento extremista em comunicado. O Hamas espera que o entendimento ajude a pôr fim aos ataques israelitas contra a Faixa de Gaza e acrescenta que a segurança e a estabilidade na região não vão ser alcançadas enquanto Israel continuar a guerra de genocídio, fome e deslocamento forçado do povo palestiniano. O Hamas sublinha ainda que é necessário abordar o que descreveu como as verdadeiras raízes do conflito. O acordo para o fim das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão deve ser assinado na sexta-feira, na Suíça. Segundo a versão iraniana, os Estados Unidos vão libertar US$ 12 mil milhões bloqueados em bancos estrangeiros e vão permitir também ao país vender petróleo sem limitações. Do lado de Washington, um alto funcionário do governo norte-americano revela que o texto do acordo do memorando de entendimento deve ser conhecido nos próximos dias. Na análise, o antigo professor catedrático de História na Academia Militar, António José Telo, fala no entendimento frágil, sublinha que é positivo que este memorando tenha sido alcançado. No Gabinete de Guerra, António José Telo fala num documento que pode ser visto como uma vitória para ambos os lados, apesar da fragilidade que apresenta.

É um memorando que tem muitas fragilidades, mas o facto de ele entrar em vigor, em si, representa uma importante vitória para os Estados Unidos e uma importante vitória para os moderados do Irão, porque o Irão está extremamente dividido. Há muitas fações lá dentro, há muitas capelas, mas há uma divisão, no essencial, entre moderados e fundamentalistas.

Análise de António José Telo no Gabinete de Guerra, a dar conta da fragilidade do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão. Um bombardeiro B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos despenhou-se ao final da tarde desta segunda-feira, na Califórnia. Há registro de oito mortes, todos os tripulantes da aeronave que caiu durante um exercício de rotina, pouco depois de levantar voo da Base Aérea de Edwards. As causas do acidente são para já desconhecidas e estão a ser investigadas. Na política nacional, os líderes partidários e de grupos parlamentares convidados para a estreia da Seleção do Mundial não estão sujeitos à autorização de Aguiar Branco, nem ao limite de ofertas até € 150. Em causa estão os convites feitos pela Federação Portuguesa de Futebol para o jogo de estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol frente à República Democrática do Congo. O coordenador de política da Rádio Observador, o jornalista Miguel Viteiro Dias, explica que estes convites beneficiam de uma cláusula de exclusão.

A lei diz que para convites dirigidos a órgãos partidários, nos quais se inclui também o grupo parlamentar, a fiscalização não é feita pelo Parlamento, mas sim pela Lei de Financiamento dos Partidos Políticos. Ou seja, a existir algum tipo de fiscalização, será a posteriori. Aguiar Branco explica que, sendo este convite da Federação pessoal e intransmissível e dirigido diretamente aos líderes, não é dirigido a um deputado de forma autónoma. Neste caso, Aguiar Branco só teria que se pronunciar se os convites fossem dirigidos a deputados de forma individual e não a titulares de cargos, como é o caso dos líderes partidários ou parlamentares. Assim, os convidados são todos eles deputados, podem ainda assim escapar a este limite dos € 150 impostos na lei e no código de conduta do Parlamento.

O jornalista Miguel Viteiro Dias, no episódio desta segunda-feira dos “Passos Perdidos”. Em resposta ao Observador, o gabinete de José Pedro Aguiar Branco diz que em caso de novos convites dirigidos a deputados a título individual, essas situações vão ser apreciadas nos termos da lei e aí sim aplica-se o código de conduta da Assembleia da República. Começam esta terça-feira os exames nacionais. São mais de 165 mil os alunos inscritos para a primeira fase. Neste ano há mudanças, não para os estudantes, mas sim para os professores. Pela primeira vez, a classificação dos exames vai ser feita através de uma plataforma digital. Filinto Lima, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, assegura que está tudo a postos nas escolas portuguesas para o início dos exames nacionais.

De facto, é um processo muito complexo. Ao contrário do processo do ano passado, que-

Não era este o som que queríamos escutar. Vamos escutar agora sim o som em que Filinto Lima assegura que está tudo pronto para o início dos exames nacionais.

Sim, está tudo a postos para dar início à época de exames, embora a grande alteração seja a forma de corrigir estas provas. As provas do 12° ano e do 11° anos Vão ser corrigidas de forma digital, é a grande mudança. Já no ano passado isso aconteceu em sede de ensaio com a prova de Filosofia e ao que parece correu muito bem. E o Ministro da Educação quer estender essa forma de corrigir as provas a todas as disciplinas. E esta vai ser a grande mudança, que é uma grande responsabilidade, neste caso concreto, para o Ministério da Educação, porque é algo que sai da alçada das escolas, dos diretores, e que passa claramente para a alçada do Ministério da Educação, embora nós pensemos que o caminho é mesmo esse, o caminho é o digital, o caminho é a correção dessas provas por este formato.

O novo modelo de correção obriga a digitalização de grande parte das provas, à exceção do exame de Geometria Descritiva e Desenho A. A digitalização vai ser feita nas instalações da Imprensa Nacional Casa da Moeda, em Mem Martins, uma operação que envolve mais de 5 mil elementos da PSP e da GNR. Filinto Lima sublinha que se trata de uma operação complexa, mas aplaude a coragem política do Ministro da Educação, Fernando Alexandre, em avançar com o novo formato.

De facto, é um processo muito complexo. Ao contrário do processo do ano passado, que abarcou cerca de 20 mil provas de Filosofia, este ano serão digitalizadas 300 mil provas, ou seja, milhões de folhas. É uma mudança enorme, é uma mudança de paradigma também, e que traz os seus riscos e portanto há aqui uma grande responsabilidade. Houve aqui uma grande coragem política da parte deste ministro da Educação em dar este passo gigante. Portanto, teremos que aguardar para perceber, no final destes 10 dias de prova, vão ser cerca de duas semanas de provas, se o caminho a seguir de futuro será este.

Filinto Lima, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, que admite ainda assim que a comunicação do Ministério com as escolas não foi a melhor e pecou por ser tardia. O PSD vai evitar o confronto direto com o Presidente da República após o veto à lei das bandeiras ideológicas em edifícios públicos. Os sociais-democratas pretendem, assim, encontrar soluções alternativas para responder às dúvidas levantadas por António José Seguro. A informação foi avançada ao Observador por fonte parlamentar do PSD. Quanto ao CDS, já demonstrou abertura para alterar o decreto original, mas o líder parlamentar, Paulo Núncio, avisa que o partido recusa abdicar do princípio do diploma. Assim sendo, os centristas vão confirmar as regras de utilização das bandeiras, mas aceitam mudar questões residuais de natureza jurídica levantadas pelo Presidente da República. Vamos ainda ao Campeonato do Mundo de Futebol. Destaque para o jogo de Cabo Verde. A seleção dos Tubarões Azuis fez história na estreia em fases finais do Campeonato do Mundo, impuseram um empate sem gols à campeã europeia Espanha. É o primeiro ponto de sempre da seleção do Cabo Verde e logo frente a uma das soluções que é apontada como candidata a vencer o Mundial. Já no jogo entre Bélgica e Egito, houve empate a um golo e houve mais uma surpresa no grupo H, o grupo de Cabo Verde e de Espanha. Uruguai e Arábia Saudita empataram a um golo. Al-Amri marcou o golo da seleção árabe aos 41 minutos e o empate do Uruguai só surgiu perto do fim, aos 80, foi do lateral do Sporting, Maxi Araújo. Ainda no Campeonato do Mundo, Irão e Nova Zelândia já jogam em Los Angeles, uma partida do grupo G que está neste momento no intervalo. Os jogadores preparam-se a esta hora para voltar a entrar em campo. Está comigo em estúdio e tem estado o jornalista João Lourenço, atento a este e a todos os jogos que têm decorrido esta madrugada. A bola está neste momento parada, João, e há um empate no marcador.

Precisamente, Miguel. É um novo empate nesta partida, depois do empate inicial a zero ao minuto 32, Ramin Rezaeini beneficiou de uma jogada vinda da direita para o meio, ainda beneficiou de um remate fraco de Moghadam, o atleta do Irão, Shariram Moghadam, um remate que saiu fraco, no entanto, o central do Irão foi mais forte e conseguiu chegar ao um igual. Neste caso, está essa igualdade novamente imposta numa altura em que também foi o Irão que, depois desse minuto 30, teve a iniciativa de jogo, não só com um remate, um cabeceamento ao lado de Moghadam ao minuto 45, mas acima de tudo por um golo anulado ao Irão por fora de jogo. Almenati estava muito fora de posição, numa posição irregular na sequência de um pontapé livre. Os jogadores estão agora a regressar dos balneários para este segundo tempo. Não consigo visualizar qualquer tipo de alterações, quer na equipa da Nova Zelândia, quer na equipa do Irão. Mantêm-se os mesmos 11 e mantemo-nos nós também à escuta e a olhar para esta partida, a segunda do grupo G, que neste momento está a colocar também os restantes adversários em igualdade pontual.

O jornalista João Lourenço, que vai continuar a acompanhar o jogo entre o Irão e a Nova Zelândia. João, estás de volta na síntese das 15h30 para dar conta de todas as ocorrências que tiverem acontecido até lá. Esta foi a notícia de fecho do Jornal das 3 e as notícias regressam com o João Dias e comigo às 15h30.





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