3h. Alterações à lei laboral são votadas esta sexta-feira – Observador

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As notícias com Miguel Pina Andrade.
Boa noite. A proposta do governo de revisão da legislação laboral é votada esta sexta-feira, na generalidade. O Chega deverá viabilizar a proposta para avançar para a discussão na especialidade. Foi isso que deixou nas entrelinhas André Ventura, já na fase final do debate desta quinta-feira. A proposta vai ser votada esta sexta-feira na Assembleia da República, depois de uma tarde de discussão com trocas de acusações entre esquerda e direita e com um líder parlamentar do PSD confiante, Miguel Viteiro Dias, de que a proposta vai receber luz verde para ser discutida na especialidade.
Por muito que vos custe, amanhã esta proposta vai ser aprovada.
É um Hugo Soares confiante perante um Chega que quis deixar o resultado em aberto.
Ainda não sabemos, a esta hora, o que acontecerá com a reforma laboral que o governo aqui apresenta.
Mas que logo de seguida teve um André Ventura a dizer que a vitória será do partido.
Quem conseguiu corrigir um erro na amamentação e nos direitos das mães? Foi o Livre, o PCP, o PS? Não, foi o Chega. Foi o Chega que conseguiu esta vitória.
Nas entrelinhas, a vontade do Chega em levar a proposta pra especialidade, perante um PS que se mantém contra e a atirar a Ventura.
Escolhe a agenda dos seus financiadores, é ela que prevalece sempre. Amanhã, este governo aprovará a reforma laboral. É, acima de tudo, a sua traição aos trabalhadores de mão dada com Luís Montenegro.
Hugo Soares garante que as distâncias não são assim tantas.
Está mais perto desta nossa proposta do que aquilo que eles dizem. A questão é meramente tática. Para o Partido Socialista, queria mesmo era demonstrar que o governo não tinha condições de governar.
E se uns falam em tática, a ministra do Trabalho, que defendeu a reforma de Passos Coelho, falou em saudades.
O PS pede ao governo que deite a sua reforma fora e comece de novo. O PCP, por seu turno, pede que a rasgue. É um dueto nostálgico, senhoras e senhores deputados, que tem consigo, evidentemente, o histórico da geringonça.
O PCP garante que esta reforma é um ataque a quem trabalha numa psolíngua de Alfredo Maia.
A luta de classes existe mesmo e este pacote laboral, que também é liberal, é uma violenta expressão deste fato.
Se à esquerda a oposição é total, à direita há aplausos tímidos.
A verdade é que esta proposta da AD não se pode propriamente considerar uma reforma estrutural, mas já vai no caminho certo.
Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal, no debate sobre a lei do trabalho, que vai ser votada amanhã.
Miguel Viteiro Dias com os destaques do debate sobre a reforma laboral. A proposta vai ser votada esta sexta-feira, no final da manhã. Precisa, pelo menos, da abstenção do Chega para ser viabilizada na generalidade e poder ser discutida na Comissão Parlamentar de Trabalho. Se tal acontecer, o primeiro-ministro Luís Montenegro insiste que o governo tem disponibilidade para aprofundar a reforma laboral, nomeadamente junto dos partidos que viabilizem a proposta, como tem acontecido em vários processos legislativos. É o que diz Luís Montenegro.
Uma disponibilidade absoluta para podermos aprofundar os termos desta reforma com os contributos dos partidos políticos, nomeadamente daqueles que estiverem disponíveis para viabilizar a nossa proposta na Assembleia da República. As negociações do PSD com os restantes partidos da oposição têm estado sempre abertas e, portanto, não é exclusivo deste processo legislativo. Tem acontecido noutros processos legislativos, como de resto também tem havido disponibilidade para o Chega negociar com o Partido Socialista, também já tem acontecido.
Luís Montenegro, em resposta aos jornalistas na chegada a Bruxelas pra reunião do Conselho Europeu. Se as alterações às leis laborais forem aprovadas no Parlamento, a UGT não exclui uma nova greve geral. O líder Mário Mourão diz que caso a proposta siga para a discussão na especialidade, há espaço para novos protestos.
Vamos acompanhando e evoluindo, porque aquilo que foi hoje aqui discutido, amanhã, se calhar, podem ter outras opiniões. Alguns partidos fizeram ali algumas declarações, já nos vêm habituando a isso. Portanto, vamos assistir com toda a serenidade. Dizer o seguinte: a UGT não vai desistir de lutar. A UGT vai continuar a lutar contra este pacote laboral. E não está excluída nenhuma forma de luta, incluindo uma greve geral.
Mário Mourão, líder da UGT, que avança ainda que a central vai pedir reuniões com os vários grupos parlamentares. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, juntou-se aos trabalhadores que estavam concentrados no exterior durante o debate. Em declarações aos jornalistas, Tiago Oliveira garante que esta sexta-feira vai estar também presente e faz um apelo à responsabilidade de todas as bancadas parlamentares. Na atualidade internacional, os líderes da União Europeia aprovaram, por unanimidade, renovar sanções à Rússia pela primeira vez num ano e meio. A última vez que uma cimeira do Conselho Europeu tinha aprovado de forma unânime conclusões sobre a Ucrânia tinha sido em dezembro de 2024. Os líderes dos 27 Estados-membros estão reunidos em Bruxelas para debater o apoio à Ucrânia, numa fase de avanço do alargamento do bloco. Quanto às sanções, que são renovadas por mais um ano, o Conselho Europeu reitera a importância de reduzir ainda mais as receitas energéticas de Moscovo, de travar as operações da frota paralela e de restringir ainda mais o sistema bancário russo. São medidas que constam no pacote número 21 de sanções contra a Rússia, que está atualmente em discussão. O Irão está disposto a dar uma resposta esmagadora aos Estados Unidos, caso Washington viole os pontos do memorando de entendimento ou desenvolva uma ambição excessiva. O aviso foi feito pelo presidente do Parlamento iraniano e principal negociador de Teerão. Na rede social X, afirma que os Estados Unidos, e cito: “já levaram uma bofetada na guerra uma vez e podem levar outra ainda mais forte, caso queiram regressar às hostilidades.” As portagens no Estreito de Ormuz estão suspensas nos próximos 60 dias. O Irão está comprometido com as operações de desminagem do estreito. A informação é avançada num comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, citado pela agência de notícias iraniana Tasnim. Os navios retidos no Golfo Pérsico voltaram esta quinta-feira a navegar pelo Estreito de Ormuz, mas apenas em duas vias. De acordo com a CBS News, a principal rota está ainda fechada e estima-se que terá cerca de 80 minas que precisam de ser retiradas. Em Portugal, o diretor de Recursos Humanos da ULS Lisboa Ocidental foi suspenso e está a ser alvo de um processo disciplinar. André Coelho Dias é acusado de prender uma funcionária a uma cadeira com fita-cola e também acusado de ter proferido expressões intimidatórias. A informação foi confirmada pela instituição à Agência Lusa, na sequência de uma notícia avançada pela TVI. O conselho de administração da ULS Lisboa Ocidental garante que o responsável vai ficar afastado de funções enquanto decorrer o apuramento deste e de outros casos. Nove membros do grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano estão acusados do crime de terrorismo. Planeavam um atentado contra o primeiro-ministro. Luís Montenegro era um dos alvos mencionados na lista, a par de Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva e António Costa. Segundo a acusação do Ministério Público a que o Observador teve acesso, além do crime de terrorismo, os nove neonazis do Movimento Armilar Lusitano estão ainda acusados de incitamento, recrutamento, posse de arma proibida e tráfico de armas. Tempo ainda para olharmos para o Mundial de Futebol. A esta hora joga-se o último encontro da noite entre México e Coreia do Sul. O João Lourenço tem estado a acompanhar o jogo, está agora comigo aqui em estúdio. Boa noite, João. As equipes já voltaram dos balneários, mas o resultado permanece a zeros.
Mantém-se o resultado a zero gols numa altura em que o número 23 da equipe do México, Jesús Gallardo, falha uma grande oportunidade na baliza da Coreia do Sul, agora que pisamos o minuto 48 desta partida, já segundo tempo em Guadalajara. Uma primeira parte que terminou com superioridade da equipe sul-coreana, através dos remates de Seong Yong-un no minuto 41. Já mais perto do intervalo, o médio Lee Kang-in, do Paris Saint-Germain, também fez um remate com o pé direito, mas travado pela defensiva mexicana. Dos balneários seguiram todos os 11 jogadores, tanto da Coreia do Sul como do México, que iniciaram a partida. Neste momento, Miguel, pisamos o minuto 49 desta segunda parte. México 0, Coreia do Sul também 0.
O jornalista João Lourenço, que vai continuar a olhar atentamente para este jogo do grupo A entre o México e a Coreia do Sul. Nos outros jogos da noite, o Canadá goleou o Catar por 6 x 0 numa partida do grupo B. Mais cedo, a Suíça ganhou por 4 x 1 à Bósnia este jogo do grupo A. É a notícia de fecho deste jornal das 03:00. A informação está de regresso às 03:30. Até já.
