2h. PSD reitera que Luís Neves já deu todas as explicações – Observador

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Duas horas. As notícias com Martim Madeira.
Boa noite. Está na hora de atualizar toda a informação com o Jornal das duas da manhã e começamos pela moção de censura do Chega. O Partido Socialista revela que vai abster-se na votação. É uma notícia avançada pelo Observador e de acordo com o artigo, a proposta foi feita por José Luís Carneiro no início da reunião da direção de socialistas. Este artigo, com recurso a fontes de pessoas que estiveram presentes no encontro, indica que o líder socialista fez vários contatos durante o dia e chegou à reunião com a decisão já tomada. Na reunião, ninguém discordou da abstenção do Partido Socialista, apesar de haver dirigentes que estavam mais inclinados para um voto contra a moção de censura apresentada pelo Chega. Um dos dirigentes, por exemplo, indica ao Observador que o PS devia votar contra para se demarcar da extrema-direita. A moção de censura ao governo apresentada pelo Chega vai ser debatida já nesta terça-feira. Em caso de uma abstenção do Partido Socialista, a moção do Chega teria o mesmo resultado se o PS votasse contra. Ou seja, seria barrada ou cairia por terra. Esta moção de censura vai ser debatida nesta terça-feira, durante a tarde e pode, é claro, acompanhar toda uma emissão especial que vai estar aqui em direto na Rádio Observador. Na véspera do debate da moção de censura ao governo, o PSD reitera que o ministro da Administração Interna já deu todas as explicações que tinha para dar. No final da primeira reunião da bancada do PSD, após as férias parlamentares, Hugo Soares foi questionado sobre a audição do ministro da Administração Interna, amanhã de manhã. O líder do PSD diz que espera que o foco seja o trabalho feito por Luís Neves à frente do ministério. Vamos então escutar essas palavras de Hugo Soares.
Espero que possa falar sobre o aeroporto de Lisboa e aquilo que se fez no aeroporto de Lisboa, que acabou com o caos no aeroporto de Lisboa, aquilo que está a fazer no combate aos incêndios, cujos resultados estão hoje à vista. É isso que eu espero que seja a audição do ministro da Administração Interna, porque, no mais, todas as explicações ele já deu. Temos é um problema todos. Uns querem ouvir, outros não querem.
Hugo Soares também continua com as críticas à iniciativa do Chega. Considera que a moção de censura ao governo serve apenas para alimentar o ego de André Ventura.
Esta moção de censura é tão estranha como a quantidade de entrevistas que o deputado André Ventura deu nas últimas semanas, mas é precisamente para isso que ela serve. Veja bem, na semana passada, eu creio que o deputado André Ventura deve ter dado três, quatro entrevistas. Hoje dará mais uma, amanhã provavelmente dará outra. E nós andamos a alimentar o ego do deputado André Ventura, em vez de nos focarmos naquilo que verdadeiramente interessa.
As palavras de Hugo Soares, o líder parlamentar do PSD, também a dizer que esta moção de censura caiu de Marte sem qualquer motivo. E num dia em que subiram os preços dos combustíveis, o governo garante que não está a lucrar com a crise energética. A ministra do Ambiente e da Energia convocou uma conferência de imprensa onde quis deixar claro que o executivo tem sido alvo de críticas injustas. Em causa, as críticas do secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, que tem acusado o governo de estar a lucrar com o aumento dos preços dos combustíveis. Maria da Graça Carvalho diz que o líder socialista está a basear-se nos números errados.
As afirmações do senhor secretário-geral do Partido Socialista, doutor José Luís Carneiro, quando afirma que o governo está a lucrar com a crise, resultam de se estar a referir a um referencial completamente diferente. Não estamos a comparar duas realidades comparáveis. O doutor José Luís Carneiro está a se referir aos impostos arrecadados em 2024 e 2025, tal como nós poderíamos nos referir aos impostos arrecadados pelo Partido Socialista nos seus anos de governação. Todo o valor arrecadado com o aumento do IVA foi usado para abater no ISP, cerca de €700 milhões.
A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, também admite que Portugal não ficou imune à subida histórica dos preços dos combustíveis, mas sublinha que o país está alinhado com os aumentos em toda a Europa.
O preço dos combustíveis em Portugal está em linha com os preços dos combustíveis no resto da Europa e o aumento de preços que sofremos está até ligeiramente abaixo da média dos países da União Europeia. Espanha, invariavelmente citada como termo de comparação, é uma exceção a nível europeu. A diferença de preços que temos com Espanha é a mesma que Espanha tem com França.
Para combater estas subidas dos preços, o governo adotou medidas como o desconto extraordinário do ISP. Portanto, sempre que um aumento ultrapasse os €0,10, serão descontados €0,03 por litro. A situação também está a ser acompanhada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, a quem o governo quer dar mais poderes, nomeadamente sancionatórios, é o que anuncia a ministra do Ambiente, também nesta conferência de imprensa. E as negociações entre o governo e os partidos para o Orçamento de Estado vão começar no final do mês, notícia avançada por fonte do gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares. As reuniões entre o governo e os partidos vão acontecer, como é habitual, na Assembleia da República. A proposta do executivo tem que ser entregue no Parlamento até o dia 10 de outubro. O presidente do Chega anunciou esta tarde também que recebeu um pedido de reunião por parte do governo. André Ventura usa mesmo um exemplo para mostrar que o partido vai manter a porta aberta ao diálogo, mesmo que o primeiro-ministro segure Luís Neves como ministro da Administração Interna.
Luís Montenegro decidia, mas nós mesmo assim mantemos Luís Neves, apesar de todas as suspeitas, apesar de todas as incongruências, destruindo completamente o padrão ético da República, nós vamos manter o Luís Neves. É uma decisão dele próprio, que vai arrastar o seu governo, isso não há dúvida. Agora, o Chega tem que continuar a dialogar em áreas fundamentais. O Chega não viabilizou nenhum Orçamento de Estado da AD, mas dialogou e dialoga com todos os dossiês que sejam importantes para o país. Hoje mesmo, o Chega recebeu um contato, um pedido de reunião sobre o Orçamento do Estado. O Chega não deixa de dialogar sobre as questões fundamentais que o país enfrenta.
André Ventura afirma que a novela de Luís Neves ainda não está resolvida por teimosia do primeiro-ministro. O líder do Chega falou aos jornalistas no final de uma reunião da Comissão Permanente que marcou também formalmente o debate da moção de censura. Olhamos ainda para uma sondagem que foi conhecida hoje, que põe a AD atrás do PS e do Chega. Também aponta que quase dois terços dos portugueses querem a saída de Luís Neves do governo. Ora, 65% dos inquiridos consideram que o ministro não tem condições para continuar. De acordo com esta sondagem da TVI CNN, o Partido Socialista lidera as intenções de voto com 27,9%. Logo atrás está o Chega, com 27,1, e a AD aparece em terceiro com 25,7. Apesar de tudo, esta sondagem tem uma margem de erro de aproximadamente 3,5%, o que quer dizer que as três maiores forças políticas seguem num empate técnico. De acordo com o estudo, o governo de Luís Montenegro tem, neste momento, uma taxa de aprovação baixa. Apenas 35% das pessoas avaliam positivamente o trabalho do Executivo e também o mesmo número dos inquiridos dão nota positiva ao trabalho do primeiro-ministro. Também a avaliação dos governantes, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, é a mais impopular da sondagem. Luís Neves, o ministro da Justiça Interna, aparece em segundo lugar. Já Fernando Alexandre deixa algumas divisões nos inquiridos. 49% consideram que Fernando Alexandre tem condições para continuar, já 47 consideram que não. Os ministros com as avaliações mais positivas são o ministro das Finanças, Miranda Sarmento, depois o ministro do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, e Paulo Rangel, responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros. E esta terça-feira é dia de Champions League. O Futebol Clube do Porto recebe o Manchester City no Estádio do Dragão. O treinador do Porto, Francesco Barioli, considera que a ausência de peças importantes como Frau Holt e Ben Areca é uma oportunidade para o resto do grupo se afirmar. São baixas de peso para a estreia dos Dragões na fase de liga da prova milionária, três épocas depois da última participação, que foi ainda no antigo formato. Na antevisão do jogo, Francesco Barioli afirma que quem entrar em campo vai mostrar o que vale e cumprir o objetivo.
“Infelizmente, não temos toda a gente por diferentes razões, mas é uma oportunidade para o resto do grupo mostrar o que vale nos maiores palcos e para dar uma resposta ao trabalho que colocam sempre em campo. É uma oportunidade para o grupo minimizar estas ausências e cumprir o objetivo para amanhã.”
Nesta conferência de imprensa, também esteve o capitão dos azuis e brancos. Diogo Costa diz e admite que já tinha saudades de estar a jogar no maior palco da Europa. Considera que os jogadores do Porto vão corresponder a todas as expectativas na Liga dos Campeões.
É uma competição que já não participávamos há algum tempo. Obviamente que há essa saudade de jogar a Champions League. Acho que todos nós, jogadores, queremos sempre jogar num palco desses. Vai ser um jogo muito competitivo, no qual nós também queremos mostrar o nosso ADN, mas estamos à espera claramente de um jogo extremamente difícil, no qual respeitamos toda a equipa do Manchester City. Somos capazes também de competir. Sabemos os nossos pontos fortes, também os pontos fortes deles, também os fracos, e no qual queremos também explorar isso.
Diogo Costa reitera que pelo histórico do Futebol Clube do Porto na competição, é normal apontar às quartas de final, mas que este adversário é necessário que o Porto seja humilde, tendo em conta o adversário que tem pela frente. O Futebol Clube do Porto e Manchester City vai ser jogado no Estádio do Dragão. O apito inicial é às 20h e pode, é claro, acompanhar com relato e análise toda esta partida na emissão especial de desporto da Rádio Observador. Notícia de fecho deste jornal das 14h. A informação está de regresso às 14h30. Até já.
