2h. MNE diz que Lajes só é utilizada em “resposta a ataques” – Observador

2h. MNE diz que Lajes só é utilizada em “resposta a ataques” – Observador



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Muito boa noite, eu sou o Ricardo Lopes. Tempo de atualizar as notícias aqui na Rádio Observador e começamos com uma entrevista a Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros volta a justificar a utilização norte-americana da base das Lajes para ataques ao Irão. Entrevistado esta noite na RTP Notícias, Paulo Rangel defende a posição que tem tido o governo português, explica que o acordado é que a base das Lajes possa ser utilizada em contexto de retaliação. Mas quanto a quem começou a guerra, o ministro desvaloriza.

Nós pusemos esta condição de ser sempre em resposta a ataques e que fosse proporcional e necessária e que fosse, como eu digo, não contra alvos civis, contra alvos militares.

Mas na verdade, quem dá origem a esta guerra é um ataque dos Estados Unidos que não corresponde a um ataque do Irão. Portanto, por isso é que eu questiono.

Víctor Gonçalves, desculpe, mas isso aí é uma petição de princípio. Uma vez que nos foi pedido, já depois de iniciado este conflito, aquilo que nós dissemos é: no contexto do conflito, tem de ser uma retaliação, uma resposta. Portanto, nós não estamos a falar do antes, estamos a falar já depois, que é quando nos é pedido. E portanto, sob esse ponto de vista, é assim.

Declarações de Paulo Rangel, que ressalva também que Portugal não apoia nem subscreve o conflito no Irão. Já voltaremos a esta entrevista para ouvir mais declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros. Para já, vamos ouvir o que disse também esta noite Donald Trump sobre o conflito no Médio Oriente. Ora questionado sobre que prazo estabelece para o término do conflito, o presidente norte-americano admitiu que não sabe qual dos dois conflitos vai durar mais tempo, se este de que estamos a falar ou se o que acontece na Ucrânia.

Que guerra é que terminaria primeiro? Bem, eu não sei, talvez tenham pratos parecidos. Agora o Irão tem que se render, só têm de dizer: “Nós desistimos, a economia deles está mesmo em apuros, é uma economia morta”.

Declarações do chefe de Estado americano na Casa Branca, sublinha que o Irão terá de se render, volta a insistir na ideia que o Irão está militarmente derrotado e que a economia iraniana está em queda, com uma inflação nunca antes vista. Trump elogiou também o trabalho da Marinha norte-americana, enaltecendo a maneira como está a executar o bloqueio ao Estreito de Ormuz.

Bem, o bloqueio é de génio, o bloqueio tem sido 100% infalível, mostra como a nossa Marinha é boa, garanto-vos, ninguém vai andar aqui com brincadeiras.

Sobre uma nova ronda de negociações com o Irão, Trump considera que é uma perda de tempo ir até ao Paquistão para chegar lá e ver um pedaço de papel de que não gosta. Portanto, vai agora priorizar negociações através de chamadas telefônicas. Isto numa altura em que, na última hora, o Exército dos Estados Unidos confirma ter interceptado mais um navio comercial que tentava violar o bloqueio aos portos do Irão. Com este, passam a 42 os navios impedidos de navegar pelos americanos. Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos, que fiscaliza e executa este bloqueio, escreveu numa publicação que neste momento os 42 navios petroleiros interceptados representam 69 milhões de barris de petróleo que o regime iraniano não vai conseguir vender. Segundo o mesmo, isto equivale a mais de seis mil milhões de dólares. Passamos agora à atualidade nacional e regressamos à entrevista de Paulo Rangel, mas desta vez sobre um tópico da atualidade nacional. O ministro dos Negócios Estrangeiros considera que a eventual greve geral que a CGTP pode confirmar, isto no dia 1 de maio, não vai ter qualquer consequência sobre as pretensões do governo relativamente à lei laboral. Paulo Rangel afasta qualquer influência desta paralisação.

Eu acho que nenhuma.

Nenhuma?

Nenhuma, porque sinceramente, a última greve geral não teve, ao contrário do que foi dito, a expressão que se disse. Portanto, não teve. Sinceramente, sabe que eu acho que às vezes realmente fazer reformas em Portugal é um grande desafio, porque a proteção dos trabalhadores passa por um quadro mais flexível. Não há dúvidas sobre isso.

Para o ministro, a greve geral está a ser banalizada, fala mesmo de um abuso do direito à greve.

Como eu digo, com toda a legitimidade e com todo o respeito, mas abusar da greve geral só prejudica os trabalhadores, as forças sindicais e o próprio conceito de greve. Isso não tem qualquer dúvida. E eu julgo que, infelizmente, é isso que está a acontecer.

As declarações de Paulo Rangel, aqui na grande entrevista da RTP Notícias. O Chega compromete-se a aprovar a reforma laboral promovida pelo governo. Para tal, basta que a AD baixe a idade da reforma. No debate quinzenal desta quarta-feira, André Ventura apontou essa como condição essencial.

O senhor ministro pode reconhecer ao dia de hoje que fez tudo mal na reforma laboral. Tudo mal. E sim, senhor primeiro-ministro, oiça-me bem, se quer fazer isto, vai ter que baixar a idade da reforma em Portugal.

A condição imposta por André Ventura para que o Chega dê luz verde à nova lei laboral, isto num dia em que a UGT admitiu também convocar uma nova greve geral e também, como já disse neste noticiário, a CGTP deve anunciar o mesmo depois de amanhã, no Dia do Trabalhador.Pela primeira vez em Portugal, a Casa Civil da Presidência da República vai ser liderada por uma mulher. António José Seguro nomeou ontem oficialmente Cláudia Ribeiro, que já assumia funções de forma interina. O chefe de Estado regista com particular satisfação que, pela primeira vez na história da presidência, uma mulher fique à frente da Casa Civil. Sublinha que este passo reflete um compromisso com uma representação mais equilibrada nas mais altas responsabilidades públicas. Cláudia Ribeiro já tinha, inclusive, sido consultora para os assuntos políticos de Marcelo Rebelo de Sousa, isto em 2021. Deixa, no entanto, outra função que tinha neste momento, de secretária do Conselho de Estado. Para esse lugar foi nomeada Cristina Correia. Vamos fechar esta edição com o desporto. Esta noite o Sporting empatou a duas bolas com o Tondela e fica assim oficialmente afastado da luta pelo título. Os Leões chegaram aos 90 minutos a vencer 2×0, mas em apenas quatro minutos, já em tempo de compensação, acabaram por sofrer dois gols. Rui Silva, guarda-redes do Sporting, ainda defendeu um pênalti, também em tempo de desconto. O Sporting fica assim em terceiro lugar, a dois pontos do Benfica, e depende de um eventual deslize dos encarnados para alcançar o segundo lugar. No final da partida, Rui Borges destaca a boa segunda parte dos Leões, mas diz que a equipa devia ter sido mais competente nos momentos decisivos do jogo.

Sofremos dois gols de bola parada, um com alguma sorte para o adversário, que foi gol na própria baliza, mas tínhamos que ser mais competentes nesse momento de jogo. Uma segunda parte onde fomos muito bem, entramos muito bem, tivemos muito bem no jogo, com mais tranquilidade, com muita qualidade, com boas reações à perda. E realmente nesses últimos 10 minutos, os últimos cinco, acabamos por ser infelizes, mas não há justificação, é continuar a trabalhar e seguir o nosso trabalho e o nosso caminho.

Declarações do técnico leonino à Sport TV, no rescaldo de um jogo que coloca o Sporting atrás do Benfica. Já para o Tondela, adversário do Sporting neste jogo, este jogo foi uma luz ao fundo do túnel. Está em penúltimo classificado e vai jogar para a semana com o Casa Pia, que está em antepenúltimo. Uma partida que vai ser decisiva para ver quem se consegue afastar da zona de despromoção. No final do jogo, o técnico do Tondela pediu para que nesta reta final de campeonato, a equipa não entre em campo com essa pressão.

Na nossa situação, qualquer ponto é decisivo, mas a tabela e os pontos não podem entrar para dentro de campo conosco. Nós temos que entrar com o plano de cada jogo, porque estamos numa situação em que temos que ganhar, temos que pontuar, especialmente nos jogos que agora nos restam, porque hoje jogamos em casa do atual campeão nacional, uma equipa que esteve esta época entre as oito melhores da Europa. Mas o ponto tem que ser o resultado do que é uma preparação, do que é uma performance, do que são a abordagem às diferentes fases do jogo.

Declarações de Gonçalo Feio, técnico do Tondela, aqui nos microfones da Sport TV. É desta maneira que fechamos este jornal das 02h00. A informação está de regresso às 02h30 para uma breve atualização de notícias. Mantenha-se por esse lado. Até já.





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