1h. Trump diz que hoje são retomadas negociações com o Irão – Observador

1h. Trump diz que hoje são retomadas negociações com o Irão – Observador



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As notícias com Ricardo Lopes.

Muito boa noite. Começamos com uma notícia de última hora. Donald Trump diz que as negociações com o Irão vão recomeçar já hoje, depois de ter cancelado um ataque massivo que tinha planeado, um ataque que, segundo Trump, teria sido o maior desde a Segunda Guerra Mundial. O presidente norte-americano garante que cancelou este ataque em larga escala que estava a preparar contra o Irão, de modo a poder retomar o diálogo. Donald Trump diz que foi convencido graças a apelos de aliados como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Catar, e também pelo próprio Irão, algo que, entretanto, Teerão já veio negar. O chefe de Estado norte-americano admite que há um eventual acordo entre as partes quanto ao estreito de Ormuz. Já no que diz respeito às questões nucleares, Donald Trump diz que ficarão para depois.

Estávamos completamente preparados para avançar nesse momento. Ia ser um ataque massivo. Tínhamos tudo pronto, mas quando os nossos aliados nos pediram para cancelar, ficamos a pensar: “Bem, vamos ver”. E a razão pela qual o pediram é porque acreditam que há um acordo, há um acordo sobre Ormuz e depois haverá um acordo sobre a questão nuclear ou, se preferirem, sobre a desnuclearização do Irão. Eu chamo-lhe a desnuclearização do Irão.

Declarações do presidente norte-americano aos jornalistas há cerca de uma hora a bordo do Air Force One, de regresso após um fim de semana no clube de golfe do qual é dono, em Bedminster, no estado de Nova Jérsia. Estas declarações de Donald Trump surgem depois de o Irão garantir que o estreito de Ormuz não vai regressar à situação pré-guerra, uma informação avançada pela Al Jazeera, que cita o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do regime de Teerão. Esmael Baghaei afirmou ainda que as negociações em curso entre Irão e Omã sobre a via navegável não têm qualquer relação com a abertura ou encerramento daquela passagem. Já o “The Times of Israel” cita o chefe da diplomacia iraniana e escreve que Irão e Omã estão na reta final das negociações para a gestão conjunta do estreito de Ormuz. Ainda há muita incerteza quanto à gestão de Ormuz. Por Portugal, a linha ferroviária do norte está cortada nos dois sentidos na zona de Vila Franca de Xira, devido a um incêndio no concelho. É uma informação avançada à Lusa pelas infraestruturas de Portugal. Neste incêndio em Vila Franca de Xira, estão mobilizados neste momento cerca de 100 operacionais. De acordo com a Proteção Civil, no local encontram-se também perto de 30 veículos para o combate às chamas. O alerta de incêndio foi dado pelas 20h, lavra numa zona de mato na freguesia de Povos. O trânsito está condicionado na Ponte Marechal Carmona, que estabelece a ligação entre Vila Franca de Xira e Samora Correia. Mudamos de tema. Uma petição contra o campo de tiro em Alter do Chão ultrapassou as 2500 assinaturas, o que significa que esta petição será apreciada em debate por uma comissão parlamentar. Em causa está a transferência do campo de tiro da Força Aérea Portuguesa, de Alcochete para Alter do Chão, no distrito de Portalegre. A medida foi anunciada em março pelo governo, na sequência da construção do novo aeroporto Luís de Camões, em Alcochete. O novo campo de tiro militar vai ocupar cerca de 7500 hectares nos conselhos de Alter do Chão, Crato, Fronteira e Monforte. Segundo os assinantes da petição, atravessa terras agrícolas em produção e um gasoduto de rede nacional de transporte de gás. O movimento cívico exige, portanto, a publicação do perímetro e dos estudos que fundamentam a escolha desta nova localização do campo de tiro. Olhamos ainda para a situação em Ceuta. Marrocos reconhece que 40 mil pessoas entraram em Ceuta e atribui a crise às redes sociais e também às redes de tráfico. Em comunicado, o Ministério do Interior marroquino diz que 40 mil pessoas atravessaram a fronteira em direção a Ceuta. Rabat admitiu ainda que 11 pessoas terão morrido em território marroquino, 10 delas faleceram afogadas. Marrocos atribui esta deslocação de migrantes para Ceuta aos movimentos nas redes sociais e às máfias de tráfico de pessoas. Esta nota do governo marroquino diz ainda que o país vai continuar a ser um parceiro fiável e também responsável, comprometido com o fortalecimento da cooperação e coordenação internacional no âmbito da luta contra a migração ilegal e o tráfico de pessoas. Durante este passado domingo, o exército espanhol tem estado a distribuir água aos migrantes que continuam em Ceuta. Na cidade espanhola está a enviada especial d’O Observador, Inês Andrea Figueiredo, que explica que o governo espanhol está agora a concentrar os migrantes em dois locais, numa tentativa de assegurar a organização da cidade.

Houve aqui uma espécie de tentativa de centralizar as pessoas em dois espaços. Um deles é o CETI, que é a organização de alojamento temporário para os migrantes, que já estava cheia mesmo antes desta crise começar. As pessoas estão à porta, não têm comida, não têm água e, portanto, tornou-se ali a situação um pouco complicada. E depois na praia, quando se desce deste centro, vai-se ter a uma praia, uma estrada curta que vai levar a uma praia, e o que as autoridades espanholas fizeram foi tentar reter o máximo de pessoas possível nessa praia para que não andem pela cidade a deambular.

O relato da enviada especial do Observador a Ceuta, Inês André Figueiredo. Ainda sobre este tema, o Papa falou este passado domingo. O Papa Leão XIV classifica como alarmante a crise migratória vivida nos últimos dias em Ceuta e num discurso no Vaticano pediu soluções para o problema. O líder da Igreja Católica diz que segue a situação com preocupação, pede estabilidade e paz para Ceuta, mas também justiça.

“Sigo com preocupação a alarmante situação em Ceuta. Peço a Deus, por intercessão do Nosso Senhor de África, que se possam encontrar soluções de paz, estabilidade e justiça. Continuemos a pregar pela paz, porque no mundo existe uma guerra. Temos de encontrar soluções diplomáticas para os conflitos. Recordemos todas as vítimas das hostilidades, sobretudo as mais fracas e indefesas: crianças, idosos e doentes”.

O discurso de Papa Leão XIV este domingo no Vaticano. Nos Estados Unidos, perto de 28 mil bombeiros estão a combater incêndios. A onda de calor que se sente no país aumentou o risco de incêndio, sobretudo na região noroeste, onde os estados de Washington e Oregon enfrentam agora a situação mais complicada dos últimos 30 anos. De acordo com a entidade oficial do governo americano que coordena a resposta aos fogos, estão ativos neste momento 99 incêndios de grande escala e já arderam 2,1 milhões de hectares nos Estados Unidos. Cerca de 28 mil operacionais combatem as chamas, com o apoio de cerca de 1700 veículos e mais de 210 helicópteros. O governador de Washington, Bob Ferguson, já decretou estado de emergência e proibiu as queimadas e fogueiras até ao final de setembro. Morreram duas das quatro pessoas que seguiam a bordo dos dois helicópteros que colidiram na Grécia este domingo. Os helicópteros participavam no combate a um incêndio que já destruiu mais de 100 casas na região de Psata, a oeste de Atenas. Duas pessoas que seguiam num dos helicópteros, um cidadão grego e um dinamarquês, morreram. Os dois tripulantes da outra aeronave, um grego e um britânico, sobreviveram, informou o corpo de bombeiros da região, que acrescenta que foi aberta uma investigação para apurar as causas do acidente. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já veio demonstrar na rede social X o pesar pela morte dos dois tripulantes envolvidos na colisão entre estes dois helicópteros que estavam a combater as chamas. Um avião da TAP com destino a Boston, nos Estados Unidos, aterrou este domingo de emergência no aeroporto das Lajes, nos Açores. Segundo fonte do gabinete de comunicação da transportadora, o voo TP217, que partiu de Lisboa, fez uma escala não programada na Ilha Terceira por precaução para avaliar uma questão técnica. Já no passado sábado, um outro voo da TAP que deslocou com destino a Curitiba, no Brasil, regressou a Lisboa devido também a uma questão técnica. Terminamos assim este jornal da 1:00 a.m. O essencial das notícias está de regresso à 1:30 a.m. em formato síntese. Até lá.





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