1h. Nova vaga de ataques norte-americanos contra o Irão – Observador

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É uma hora. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
Donald Trump prometeu e cumpriu: os Estados Unidos estão a atacar o Irão. A informação é avançada pelo portal Axios, que cita fontes oficiais norte-americanas. A nova vaga de ataques surge depois de Donald Trump ter garantido que os Estados Unidos iam responder esta noite com toda a força às tentativas de ataques iranianos contra bases norte-americanas na região.
“Vamos atacá-los com toda a força, porque é agora a nossa vez de os atacar. Eles sabem o que aí vem e até nos estão a pedir para não o fazermos. Tentaram atingir-nos na noite passada, mas lançámos cinco mísseis a 8500 milhas por hora e todos os cinco mísseis deles foram abatidos. Mas de qualquer das formas, eles tentaram o ataque. Por isso, agora é a nossa vez. Vamos ver se conseguimos chegar a um acordo em algum momento, mas vamos atacá-los com toda a força”.
A promessa de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, esta tarde em declarações aos jornalistas na Sala Oval, ainda antes dos ataques desta noite. O petróleo Brent, que serve de referência para o mercado europeu, disparou quase 8% e voltou a ultrapassar os US$90 por barril. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subiu mais de 6,5% para quase US$84,50 por barril. Noite de ataques também na Ucrânia. Segundo a agência Reuters, nas últimas horas foram ouvidas explosões em várias cidades ucranianas, incluindo na capital Kiev. Através do Telegram, o autarca de Kiev confirmou que a cidade está a ser alvo de bombardeamentos e apelou à população para permanecer nos abrigos. Minutos antes, a administração militar da capital tinha alertado os residentes para procurarem também abrigo, devido à ameaça de mísseis balísticos russos. Ao início da noite desta quarta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recorreu à rede social X para dizer que a Rússia estava a preparar um ataque em larga escala contra a Ucrânia. Na atualidade nacional, o incêndio de Vedal Passos, no distrito de Vila Real, continua sem dar tréguas. O fogo alastrou-se esta quarta-feira ao concelho vizinho de Mirandela. Já atingiu cerca de 20 casas, oito das quais de primeira ou segunda habitação. Há a informação de que três bombeiros, um militar da GNR e ainda um civil sofreram ferimentos leves. O incêndio obrigou ainda à retirada de moradores na localidade de Vale de Telhas. Ao longo do dia, os meios de combate foram reforçados. À Rádio Observador, o segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Norte, Luís Araújo, explica que as condições no terreno são complexas, mas que os operacionais esperam conseguir dominar o incêndio nas próximas horas.
O incêndio decorreu durante todo o dia com condições extremamente complexas, comprováveis ao nível daquilo que foi a severidade da meteorologia e da disponibilidade dos combustíveis. Estamos neste momento concorrendo com a estratégia da utilização de máquinas de rasto, reforço de meios terrestres, a tentar conseguir aproveitar a janela de oportunidade que, previsivelmente, as análises que estamos a fazer, pode ocorrer durante a madrugada.
Declarações do segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Norte, Luís Araújo, à Rádio Observador. Luís Neves quebrou o silêncio sobre os mandatos na Direção Nacional da Polícia Judiciária. O agora ministro da Administração Interna admite falhas, mas diz sentir-se totalmente legitimado para continuar no Executivo. O governante sublinha que nunca favoreceu João Carvalho ou a empresa Constrobarcelos. Assume ainda, assim, a responsabilidade pelo transporte do atrelado de droga para a empresa do empreiteiro e amigo, garante que se limitou a um bom ato de gestão e nega que tenha havido qualquer tipo de desvio do veículo. Luís Neves assegura que tem o aval do primeiro-ministro para continuar no governo. Martim Madeira.
No Terreiro do Paço, na sede do Ministério da Administração Interna, Luís Neves preparou-se com dossiê e fotografias para esclarecer todas as dúvidas sobre o caso do tanque e do atrelado. Uma conferência que era para ser ponto a ponto, acabou por perder a linha.
Peço desculpa. Ficou combinado aqui e organizado entre vós que não se atrapalhavam uns aos outros. Portanto, não é possível.
Na conferência de quase 50 minutos, apesar do bombardeamento de perguntas, Luís Neves procurou clarificar toda a situação. Sobre o atrelado, dá a garantia de que não houve qualquer benefício para ninguém.
Não foi desviado qualquer bem, não foi comprometida qualquer prova, não foi beneficiado quem quer que fosse e não há aqui qualquer ligação ao tráfico de droga. Não havia outra opção.
O mesmo diz sobre o envolvimento com o empreiteiro João Carvalho.
Quanto ao envolvimento do senhor João Carvalho, não favoreci esta pessoa, não favoreci a sua empresa, não recebi qualquer benefício. Repito muito claramente: não poupei nem ganhei um cêntimo. Foi um contrato feito com uma pessoa que trabalha bem e do qual tinha confiança.
Já sobre a polémica da piscina, afinal era um tanque que depois se virou piscina e agora vai voltar a ser um tanque.
Esse tanque foi efetivamente construído, mas depois acabou por se transformar numa piscina média familiar, já que foi ladeada, contra a minha vontade inicial, por terra. Não pedi licenciamento, pois eram intervenções de pouco impacto e monta na estrutura já existente e que não foi alterada.
Quanto à entrega da declaração de rendimentos, Luís Neves explica que demorou algum tempo por considerar ser um risco.
Notem que esta esclarece, entre outros, as moradas, neste caso, de dirigentes policiais. No meu caso em particular, e quero enfatizar, que estive sob medidas de proteção e segurança. Fui ameaçado, juntamente com a minha família, por máfias e delinquentes da pior espécie Era um risco enorme prestar certo tipo de informações de caráter pessoal.
Por fim, sobre a possibilidade de uma comissão parlamentar de inquérito, Luís Neves diz estar sempre disponível.
Todos os momentos que existam para que seja esclarecida alguma dúvida, em toda a minha vida, estive sempre disponível e estarei sempre disponível para responder em todo o lado.
Um trabalho do jornalista Martim Madeira, que esteve a acompanhar a conferência de imprensa do ministro Luís Neves, onde o governante quebrou o silêncio sobre as polêmicas em que se viu envolvido. Na reação, André Ventura considera que Luís Neves não tem condições para continuar no governo e pede mesmo a intervenção do presidente da República. O líder do Chega diz que o ministro assumiu a prática de vários crimes, como por exemplo, na confissão de que fez pagamentos em numerário, de forma faseada, acima de €3000. André Ventura afirma que a conferência de imprensa de Luís Neves foi uma das piores que já assistiu.
Esta foi uma das conferências de imprensa mais sofríveis dos últimos tempos, mas também acho que foi das mais sofríveis para a nossa democracia enquanto democracia. E a forma como alguém, de forma absolutamente ostensiva, quase com tintas de impunidade e de soberba, fazia declarações sobre coisas graves e sérias de forma absolutamente rudimentar, autoritária, respondendo ao que queria e não ao que era perguntado.
Ventura pede a intervenção do Presidente da República e considera que se perdeu uma oportunidade de dar um sinal diferente.
O governo que perdeu uma oportunidade de decência. Permitam-me isto, que não é nenhuma conversa, é mesmo só uma intuição que tenho. Acho que o Presidente da República deve estar arrepiado depois de ouvir esta conferência de imprensa.
Reação do líder do Chega, André Ventura, que volta a pedir a demissão do ministro Luís Neves. Ainda antes da conferência do ministro da Administração Interna, o secretário-geral do PS esteve reunido com o primeiro-ministro. José Luís Carneiro transmitiu a Luís Montenegro preocupação perante a fragilidade de Luís Neves enquanto ministro.
A nossa grande preocupação é mesmo a da salvaguarda das instituições democráticas e por isso transmiti ao senhor primeiro-ministro que, no meu entender, a autoridade política do ministro da Administração Interna está fragilizada. Esses factos fragilizam a autoridade política daquele que é o titular da Administração Interna, ou seja, que tem a direção das forças de aplicação da lei.
Declarações do líder socialista José Luís Carneiro, que falava aos jornalistas na sede nacional do partido, praticamente ao mesmo tempo em que acontecia a conferência de imprensa do ministro da Administração Interna. O PS não pede a demissão do ministro, independentemente da avaliação feita por Luís Montenegro e pelo próprio ministro da Administração Interna. José Luís Carneiro quer levar Luís Neves ao Parlamento o mais depressa possível. Do outro lado da barricada, Hugo Soares afirma que as explicações do ministro foram elucidativas e acusa a oposição de nunca estar satisfeita. Reação do líder parlamentar do PSD, depois das declarações de Luís Neves aos jornalistas sobre as decisões tomadas enquanto diretor da Polícia Judiciária.
Foi, diria, elucidativa, respondendo tal qual ele se comprometeu, ponto por ponto, às questões que foram levantadas e, de resto, às questões que os senhores jornalistas lhe colocaram nesta conferência de imprensa. É evidente que o país não espera que, para a oposição, esta conferência de imprensa tenha respondido a todas as perguntas. A oposição tem sempre mais uma dúvida, tem sempre mais uma questão e acha sempre que ficaram pontas soltas.
A reação de Hugo Soares, o líder do grupo parlamentar do PSD, acusa ainda o Chega de não querer saber a verdade sobre o caso e de querer apenas fragilizar o governo. Diz ainda que para o partido de André Ventura, o interesse partidário está à frente do interesse nacional. Ponto final neste jornal da uma da manhã, o essencial da informação é atualizado à 13h30 nas cintas de notícias da Rádio Observador.
