1h. Duarte Cordeiro responde a críticas de Pedro Nuno Santos – Observador

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Duas horas. Muito boa noite, eu sou o Ricardo Lopes, está com a Rádio Observador. Hora de atualizar toda a informação. E começamos pela atualidade internacional. Olhamos para o segundo dia da visita oficial de Carlos III aos Estados Unidos. Decorre neste momento, na Casa Branca, um jantar de Estado oferecido pelo presidente norte-americano para homenagear o casal real. Ao final do dia, o rei discursou no Congresso norte-americano, reiterou a relação de longa data entre Washington e Londres e pediu para que a administração norte-americana continue a apoiar a Ucrânia. Foram os dois temas essenciais em que Carlos III se focou durante esta intervenção, isto numa altura de alguma tensão diplomática entre os Estados Unidos e o Reino Unido. O monarca tentou suavizar a relação entre os dois países, lembrando que, ao longo da história, encontraram sempre uma forma de se entender.
Como o presidente Trump observou durante a visita de Estado que fez à Inglaterra no último inverno, a bondade de amizade e identidade entre a América e o Reino Unido é impagável e eterna, é insubstituível e inquebrável.
Carlos III aproveitou também o seu tempo no Congresso para falar da Ucrânia.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas foi unido em frente ao terror. Nós respondíamos sempre à chamada juntos, como os nossos povos têm feito por mais de um século, lado a lado, através de duas guerras mundiais, a Guerra Fria, o Afeganistão e momentos que definiram a nossa segurança compartilhada. Hoje, senhor presidente, essa mesma resolução é necessária para a defesa da Ucrânia e dos seus povos mais corajosos.
O apelo do rei de Inglaterra aos Estados Unidos para que continuem a apoiar a Ucrânia. Neste momento, decorre na Casa Branca um jantar de Estado oferecido pelo presidente Donald Trump para homenagear o casal real. Donald Trump falou sobre o caso Epstein numa entrevista à CBS News, divulgada na íntegra esta noite de terça-feira. O presidente dos Estados Unidos garante que não é nenhum violador nem pedófilo. Trump foi confrontado com o manifesto do atirador Cole Allan, professor que o tentou alvejar no jantar dos correspondentes da Casa Branca e que o acusava de ser pedófilo, numa alusão aos ficheiros do caso Epstein. Trump nega todas as acusações e aproveita para criticar, mais uma vez, os jornalistas.
Eu estava esperando que lessem isto, porque eu sabia que o fariam, porque vocês são pessoas terríveis, pessoas realmente terríveis. Sim, ele escreveu isto mesmo. Eu não sou um criminoso, não assaltei ninguém. Eu não sou um pedófilo, lamento, lamento imenso. Eu não sou esse tipo de pessoa. Vocês dão ouvidos a essas falsidades de gente perturbada. Fui associado a coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente ilibado, completamente exonerado. Os vossos amigos do outro lado da barricada, esses sim, são os que estavam envolvidos com, digamos, o Epstein ou outras coisas do gênero.
Nesta entrevista à CBS, Donald Trump voltou também a reafirmar que o suspeito do ataque é uma pessoa perigosa e perturbada psicologicamente. Os Estados Unidos voltaram a pedir a Portugal para utilizar a base das Lajes. Pedem luz verde para a passagem de quatro drones MK9 Reaper pela base nos Açores. Não é a primeira vez que tal acontece. Estes drones norte-americanos já passaram por Portugal. Aconteceu no início deste mês, no dia 2. Este é um equipamento que pode ser acionado à distância, tem cerca de 11 metros de comprimento e é apelidado como um drone assassino. Segundo a informação avançada pela SIC, o pedido de autorização estende-se até junho e está a ser analisado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e também pela Autoridade Aeronáutica Nacional. Viramos a página para a atualidade nacional. Esta noite, Duarte Cordeiro respondeu a Pedro Nuno Santos, diz que o ex-secretário-geral do PS falhou o alvo das críticas. Em causa estão declarações de Pedro Nuno Santos feitas na semana passada. Pedro Nuno Santos atacou o que diz serem os taticistas do PS, uma crítica que foi naturalmente atribuída ao ex-amigo e colega de partido. Esta noite, o antigo ministro do Ambiente reagiu desta forma.
O que Pedro Nuno Santos decidiu destacar na sua declaração de regresso ao Parlamento diz muito pouco aos portugueses, aos seus problemas. Acho que estamos a viver uma fase em que os políticos devem concentrar as suas atenções realmente onde residem os problemas do país, especialmente no momento em que estamos a viver. Eu não sei a quem o Pedro Nuno Santos se dirigia, aliás, há ali várias versões. Se por acaso se dirigia a mim, eu penso que falha o alvo.
“Falha o alvo” é a resposta de Duarte Cordeiro no espaço de comentário do canal NOW. Criticou Pedro Nuno Santos pelo que decidiu destacar no momento de regresso ao Parlamento. Reitera que este assunto diz muito pouco aos portugueses. Luís Montenegro estabelece o prazo de nove anos para cumprir o plano para responder aos danos das tempestades. 22 mil milhões de euros é o valor total do envelope financeiro de apoio. O plano vai ser coordenado pelo ministro da Economia e da Coesão, juntamente com uma agência especializada. Entre as principais medidas, destaca-se, por exemplo, a criação de um fundo de catástrofes naturais e sísmicas, além da intenção de se avançar com seguros obrigatórios nas habitações. Luís Montenegro ressalva que o Estado não pode estar disponível para pagar tudo a todos, a toda hora. Explica, por isso, que para quem não conseguir pagar um seguro, vai ser criado um mecanismo de solidariedade.
O que o Estado tem de fazer é ter um modelo legalQue seja justo e que seja sustentado. É isso que nós pretendemos com a criação deste fundo e com estas duas grandes linhas orientadoras que, repito, são a obrigatoriedade do seguro para a habitação, com coberturas suficientes e claras face a calamidades e, ao mesmo tempo, um mecanismo público de apoio às pessoas que têm maior dificuldade económica para acederem integralmente ao objeto dessa obrigatoriedade.
Declarações de Luís Montenegro, esta terça-feira, na Expo, onde apresentou a versão final deste PTRR. Tem também previsto o reforço das redes elétricas e de abastecimento de água, bem como o armazenamento de energia. Há também algumas medidas que foram apresentadas para as juntas de freguesia. Ora, o governo promete entregar sistemas de comunicação, como é o caso do Starlink ou dos telemóveis satélite, para funcionarem em casos de catástrofe. Entretanto, os restantes partidos já reagiram. A oposição considera que o governo se limitou a protagonizar mais um número de propaganda, é uma crítica transversal, vai do espectro político da esquerda à direita. No que toca a este plano, a oposição acusa o governo de não ter novidades face ao que foi anunciado nos últimos meses. Miguel Vitor Dias. Todos são unânimes em acusar o governo de propaganda.
Um plano que era pra calendarizar o plano de fevereiro, que continua sem nenhuma calendarização, ninguém pode levar a sério. Portanto, se era pra isto, não valia a pena manter-nos todos à espera, porque ele significa mais dívidas para as empresas, mais dívidas para as pessoas e recupera a lógica do ministro da Coesão, que é: perderam a casa, perderam as coisas, façam o seguro.
André Ventura, do Chega, diz que não há novidades. Já o PS, por Eurico Brilhante Dias, critica o falhanço na execução.
É uma nova operação de marketing. Empacotou de forma diferente muitas das coisas que já eram conhecidas, quando o problema central deste governo continua a ser executar. Todos nos lembramos, tivemos um plano de emergência e de transformação na saúde. Na educação, o senhor ministro da Educação apresentou um plano para reduzir o número de alunos sem aulas.
Para os liberais, a agenda que quer modernizar o país é apenas cumprir o básico.
O que o governo está a apresentar como uma agenda transformadora são, no fundo, coisas que é óbvio que o Estado devia garantir. A gestão das florestas, a proteção civil, o SIRESP, a gestão dos bombeiros.
Mariana Leitão, com o Livre, a pedir que se vá mais longe na questão dos seguros.
Vão sobrecarregar as pessoas que podem não ter muita disponibilidade financeira para os pagar. Então, entendemos que é necessário que haja um fundo estatal que possa apoiar essas pessoas de uma forma mutual.
Patrícia Gonçalves, do Livre. Já o PCP, por Alfredo Maia, acusa o governo de fraude política.
No fundamental, o que o primeiro-ministro veio fazer foi reapresentar, agora de forma arrumada, um conjunto de medidas que têm sido apresentadas ao longo dos tempos.
A reação dos partidos depois da apresentação da versão final do PTRR. Trabalho de Miguel Vitor Dias, jornalista da Rádio Observador, que ecoa o essencial da reação dos partidos, que maioritariamente acusam o executivo de Luís Montenegro de ter feito uma operação de propaganda e de marketing. É desta forma que fechamos o jornal das duas da manhã. Eu regresso já daqui a 20 minutos para uma breve atualização de notícias.
