19h. Irão pode abandonar negociações com os Estados Unidos – Observador

19h. Irão pode abandonar negociações com os Estados Unidos – Observador



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João Lourenço. João, boa tarde. Começamos esta edição das 19h com o Irão, que pode abandonar as negociações com os Estados Unidos, isso se Israel não se retirar do Líbano.

É a notícia da agência iraniana Tasnim, que declara que as negociações serão interrompidas na Suíça, caso a soberania e a integridade territorial do Líbano não estiverem garantidas. Ainda este domingo, Israel voltou a reafirmar a posição de não abandonar o Líbano, o que tem dificultado as negociações para um acordo de paz. A acrescentar a isto, e, neste caso, a tensão entre os dois países, o Irão respondeu às ameaças de Donald Trump sobre voltar a atacar o país. Diz o presidente do Parlamento iraniano que os Estados Unidos estão num estado de desespero e que o regime não leva em consideração as declarações do presidente norte-americano.

E mudamos de tema nesta edição, agora para falar de atualidade nacional. No encerramento do Congresso do PSD, Luís Montenegro reafirmou uma promessa e anunciou um novo fundo soberano português.

É uma iniciativa que pretende investir em empresas estratégicas para criar riqueza para o Estado e garantir a participação em setores considerados importantes para o país. O anúncio foi verbalizado por Luís Montenegro no discurso de encerramento do Congresso do PSD, em Anadia, que ficou marcado pelo chumbo do Chega à reforma laboral, o que motivou Miguel Vitor Dias a reafirmar uma promessa de campanha por parte do chefe de governo.

Depois de um congresso repensado à última hora para reagir ao chumbo da reforma. Na resposta ao chumbo da reforma laboral, perante a proposta do Chega para a redução da idade da reforma, Luís Montenegro clarificou.

Antes de ser investido nas funções de primeiro-ministro, declarei que no dia em que, por absurdo, tivesse de cortar pensões, demitir-me-ia. Reassumo aqui e agora este compromisso de honra.

O primeiro-ministro reforça uma promessa de campanha e diz que as pensões são um assunto inegociável para o governo.

As pensões são sagradas. Baixar a idade das reformas hoje significa cortar pensões amanhã.

E aproveita assim para atirar, mais uma vez, as forças de bloqueio.

Uma reforma para responder aos desafios do futuro, logo aparecem forças políticas disponíveis para a travar.

Já no que toca ao rol de novidades, Luís Montenegro anuncia uma nova aposta na relação entre o Estado e empresas estratégicas.

Um fundo soberano que será um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos, em áreas como a energia, mas não excluímos a banca, as comunicações ou mesmo a gestão de infraestruturas aeroportuárias.

Um fundo sobre o qual ainda é preciso conhecer os detalhes numa lista de anúncios com oito pontos, alguns repetidos, como o fundo de catástrofes ou o lançamento da inteligência artificial portuguesa Amália, mas com um passo em frente na ferrovia.

A linha de Cascais será a primeira a avançar com uma subconcessão, salvaguardando o interesse público.

O governo tinha já pedido um estudo à CP, avança agora com a medida numa intervenção em que procurou mostrar que o PSD não pensa no curto prazo, mas sim no futuro, e em que aproveitou para puxar pelo orgulho nacional, ao lançar também as comemorações dos 900 anos de Portugal, com sede em Guimarães.

Jornalista Miguel Vitor Dias, com os destaques da intervenção de Luís Montenegro, a nova direção nacional do PSD, que integra nomes como Pedro Duarte, Carlos Moedas e Sebastião Bugalho.

E o Partido Socialista diz que o Congresso do PSD não traz nada de novo e que o país não está melhor. Passados dois anos de governo de Luís Montenegro, já o Chega considera que o primeiro-ministro está alheado da realidade.

Críticas à esquerda e à direita por parte dos partidos convidados no Congresso Social Democrata, tal como aconteceu no sábado. Também as reações dos partidos focaram no rescaldo do chumbo da proposta para a revisão da Lei do Trabalho. Vasco Maldonado Correia.

Depois de um congresso repensado à última hora para reagir ao chumbo da reforma laboral e contra-atacar Chega e PS, o socialista Marcos Perestrelo preferia que o governo tivesse outras prioridades.

Eu julgo que o primeiro-ministro tem que se preocupar em governar o país e não tanto em fazer oposição à oposição.

Diz que o Congresso é a imagem do Executivo e de um país paralisado.

Estamos há dois anos com o governo em funções, em que aquilo que vimos aqui hoje foi o primeiro-ministro a falar. Tem falado muito nos últimos dois anos, mas infelizmente, tem feito muito pouco e a vida dos portugueses hoje não está melhor. O lema do Congresso é “Portugal Maior”. Talvez seja Portugal Maior, porque não podem dizer Portugal Melhor.

Já Rita Matias fala num primeiro-ministro alheado da realidade.

Parece-nos que foi um discurso para elites, muito desligado do Portugal real.

E devolve críticas ao líder do PSD.

Houve mais do que a oportunidade para tentar convergir com as linhas que o Chega apresentou, mas não houve realmente essa vontade política. E, portanto, Luís Montenegro falava em falta de coragem, só que a falta de coragem foi por parte de Luís Montenegro.

Aponta também para um padrão ao longo do fim de semana.

Foi a palavra mais citada no Congresso do Partido Social Democrata, foi Chega.

O PCP considera que o governo não tirou as devidas ilações do falhanço das negociações com o Chega, uma ideia também reproduzida por Jorge Pinto, do Livre. Mostra que não aprendeu nada com aquilo que aconteceu na sexta-feira e que pra nós foi uma mudança drástica da realidade política portuguesa. Já a Iniciativa Liberal pede ao governo que não desista de reformar o país, mas Mário Amorim Lopes mostra preocupação com uma das medidas apresentadas por Montenegro.

Relativamente à ideia de constituir um fundo soberano para intervir em empresas que possam ser estratégicas, nesse preciso momento, confesso que fiquei na dúvida se estava a ouvir um discurso de Pedro Nuno Santos ou mesmo de Luís Montenegro, porque a ideia de ter um Estado acionista já foi experimentada, ainda estamos a pagar por ela. Aliás, este próprio governo ainda está a resolver o problema da TAP.

Reações dos convidados dos partidos a um congresso capturado pelo chumbo da reforma da Lei do Trabalho.

Jornalista Vasco Maldonado Correia, a acompanhar o Congresso do PSD em Anadia, o 43º da história do partido.

E também a marcar este domingo as declarações do secretário-geral do Partido Comunista Português, que apelou à continuação da luta a favor da melhoria das condições laborais.

É um apelo de Paulo Raimundo, em Vila de Ageia, em Aveiro, refere que a vitória contra o pacote laboral é uma demonstração da força para abrir um novo caminho para o país. O líder comunista deixou um apelo à mudança para aumentar os salários e acabar com a precariedade. Paulo Raimundo aproveitou também para criticar os partidos de direita por estarem unidos no ataque aos trabalhadores e acusou o primeiro-ministro de falta de coerência.

E no desporto, a seleção nacional continua a preparar o jogo frente ao Uzbequistão. Tó Masaru ainda está de fora.

O defesa central do Benfica voltou hoje ao trabalho de ginásio, à margem da restante equipa. O treino aconteceu sob temperaturas elevadas em Palm Beach, no estado da Flórida. É a penúltima sessão de treino antes da partida frente ao Uzbequistão. Terça-feira, seis da tarde, marque na agenda. Portugal entra em campo frente aos asiáticos do Uzbequistão para a segunda jornada da fase grupos do Campeonato do Mundo. É claro, tem relato e comentário aqui na Rádio Observador.

E antes do treino, Francisco Conceição falou aos jornalistas e disse que está preparado, João Para ser titular.

E o jogador da Juventus apresentou o currículo para dizer que está pronto para ir a jogo de início. Aconteceu quando foi questionado sobre o rótulo de espalha-brasas.

Depende do que se quer dizer com espalha-brasas. Eu prefiro ser conhecido e quero ser conhecido como Francisco Conceição, porque espalha-brasas depende, mas se calhar se estiver a falar que é um jogador para entrar nos últimos 10 ou 15 minutos, acho que não é bem assim, porque jogo na Juventus, jogo na Liga Italiana, tenho sido titular indiscutível na minha equipe e acho que esse papel depende da forma como queremos enquadrar ou definir esse papel. Eu estou aqui, como disse, quer eu jogue 10 ou 90 minutos, para dar o máximo pela seleção e mostrar que sou mais um para ajudar a seleção a atingir os objetivos.

Nesta conferência de imprensa, Francisco Conceição foi também questionado se os atletas da seleção portuguesa se sentem obrigados a jogar para Cristiano Ronaldo. O atleta da Juventus diz que nem olha para a cara dos colegas durante a partida.

Não, eu acho que o Cristiano, com a sua qualidade de fazer gols, acho que não há ninguém como ele nesse capítulo. E nós não temos essa obrigação, essa necessidade de lhe passar a bola. Eu, por exemplo, falo por mim, eu passo a bola para quem acho que naquele momento está melhor desmarcado. Não é que tenha tempo para pensar qual é a cara do colega que está ao meu lado, não. Acho que fazemos tudo por instinto. São milésimos de segundo, não há tempo para isso. E claro que o Cristiano está aqui para ajudar, como qualquer outro jogador da seleção.

Para jogo contra a seleção do Uzbequistão, Francisco Conceição promete uma nova fase da equipe das Quinas.

Antes de dar uma resposta, é mostrar a nós mesmos que temos capacidade para reagir a momentos difíceis, porque todas as equipes que já foram campeãs mundiais tiveram que passar por esses momentos. E nós queremos que este momento passe rápido e é já com este próximo jogo com o Uzbequistão.

Neste Campeonato do Mundo, Francisco e Sérgio Conceição tornaram-se o primeiro caso de pai e filho a representar a seleção portuguesa. Francisco Conceição diz que fala com o pai e que quer fazer melhor que o antigo treinador do Foco do Porto, que esteve presente na seleção de 2002.

Ponto final nesta edição das 19h com o jornalista João Lourenço. A informação está de regresso à antena da Rádio Observador, em formato síntese, às 19h30.





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