Ventura elege Montenegro como adversário preferencial – Observador

Ventura elege Montenegro como adversário preferencial – Observador



Ventura está preocupado com o tempo que as pessoas vão demorar a receber os apoios e antecipa que alguns nunca os vão receber, “outros daqui a dois meses ou três”. “Era trazer o primeiro-ministro, pegar nele, pô-lo à janela e dizer assim: ‘Olhe o que é que está a acontecer, está a ver o tempo que está lá fora, acha que estas pessoas podem estar à espera de vistorias de CCDR e de câmaras municipais? Senhor primeiro-ministro, nós precisamos de ação agora’.”

Para o candidato presidencial, tendo em conta o que foi apresentado pelo Governo, “mais valia o Governo ter ficado em silêncio hoje”.

Apesar de as críticas serem amplamente dirigidas ao Governo, também o Presidente da República foi visado, com Ventura a defender que “tem que servir para dizer ao Governo que aquilo que aconteceu hoje é verdadeiramente uma vergonha”. “Eu sei que em momentos de crise devemos rumar para o mesmo lado, estou a procurar fazer isso também, mas também temos que dizer o óbvio”, afirmou, antes de argumentar sobre a “cultura de responsabilidade” necessária em tempos de tragédia e não tragédia e realçar as mortes de pessoas que estavam a “reparar os telhados sozinhas” e de quem tem ficado ferido em reparações. “Nós temos que ser exigentes e um Presidente tem de ser exigente. O que é que eu notei de Marcelo Rebelo de Sousa? Quis ter alguma proximidade que se materializou numa proximidade simplesmente de afetos. Ora, o país não vive de afetos, não é? As pessoas que estão sem telhado não vão pôr o afeto no telhado. As pessoas estão sem acesso a comida, a internet, a luz, a água. Não vão beber afeto.”

Para o presidente do Chega, Marcelo tornou-se uma “espécie de simbolismo dos afetos e não foi capaz de tomar ser um Presidente de ação”. “E eu acho que os portugueses, neste momento, querem proximidade, mas querem sobretudo ação”, explicou.

A teoria serviu para se estender à única referência a António José Seguro: “Hoje ouvi o meu adversário dizer que esta crise mostrou que ele era um homem de diálogo. Pois, há uma coisa que nos distingue mesmo: ele é um homem de diálogo, eu quero ser um homem de ação.”





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