Urgência regional conta com reforço de apenas um enfermeiro – Observador

Urgência regional conta com reforço de apenas um enfermeiro – Observador



A urgência regional de Ginecologia/Obstetrícia do hospital de Loures, que abriu esta segunda-feira, só vai ser reforçada com apenas um enfermeiro especialista — vindo do hospital de Vila Franca de Xira — apesar do expectável aumento da afluência na urgência. Por agora, as escalas estão a ser asseguradas por uma equipa constituída por quatro médicos e cinco enfermeiros.

“É mais um enfermeiro que vem aumentar a nossa equipa e, portanto, estamos preparados para receber essas utentes”, disse Ana Miranda em declarações aos jornalistas no Hospital Beatriz Ângelo, acrescentando que o reforço de profissionais previsto, com apenas mais um enfermeiro especialista em Saúde Materna e Obstétrica, “não é insuficiente“.

A responsável detalhou que a urgência tem neste momento cinco enfermeiros e quatro médicos para responder às necessidades das utentes. “É óbvio que, às vezes, variam, mas é o normal”, explicou. Apesar do parco reforço de enfermeiros do hospital de Vila Franca de Xira, a diretora clínica da área hospitalar da ULS de Loures/Odivelas garante que as escalas da urgência estão completas.

Confirma-se fecho da Urgência de Ginecologia/Obstetrícia de Vila Franca de Xira. Resposta ficará concentrada no hospital de Loures

“As equipas e as escalas estão completas para assegurar a resposta segura, previsível e atempada a quem nos procurar”, assegurou Ana Miranda, lembrando que o hospital Beatriz Ângelo já recebia, de uma forma regular, grávidas da área de influência do hospital de Vila Franca de Xira, devido ao encerramento constante da urgência deste hospital. “Já recebemos grávidas vindas do hospital de Vila Franca de Xira há algum tempo“, lembrou a responsável, explicando que, na manhã desta segunda-feira, o bloco de partos do hospital de Loures “está calmo”, não tendo recebido “nenhuma grávida vinda do hospital de Vila Franca”.

Ana Miranda sublinhou que a nova urgência regional — que começou a funcionar às 9 horas desta segunda e que vai receber os casos mais graves do hospital de Vila Franca de Xira —, vem dar “maior previsibilidade” às grávidas.

Questionada se a urgência tinha espaço livre para poder receber mais grávidas, a responsável afirmou que o hospital já dá resposta a muitas grávidas fora da área de referência desde 2025, sublinhando que o serviço tem “uma ótima equipa multidisciplinar” e está também em articulação com a ULS do Estuário do Tejo. Ana Miranda disse ainda que se for necessário as puérperas são transferidas para criar mais vagas e o hospital conseguir receber as grávidas que “necessitam de parir no momento”.

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Também em declarações aos jornalistas, o diretor do serviço de Ginecologia/Obstetrícia do hospital Beatriz Ângelo, Carlos Veríssimo, sublinhou que o país “não tem recursos para ter as duas urgências abertas [Loures e Vila Franca]” e destacou a previsibilidade dada pela concentração das urgências. “O que nos acontecia era baterem-nos à porta grávidas não referenciadas. Desconhecíamos a sua história clínica“, lembrou o responsável, lembrando que a concentração da resposta em Loures é apenas “uma oficialização” da realidade vivida desde abril de 2025, quando a ULS de Loures/Odivelas começou a receber com regularidade grávidas do hospital de Vila Franca de Xira.

Questionado sobre o recurso a médicos tarefeiros, Carlos Veríssimo explicou que o hospital de Loures tem “apenas um ou dois prestadores de serviços”, ressalvando que o serviço que dirige “tem conseguido”, com o quadro existente, e também à “custa de horas extraordinárias” assegurar a prestação de cuidados.

Para além da urgência regional no hospital de Loures, está ainda prevista a criação de uma segunda urgência regional, sediada no hospital Garcia de Orta, na Península de Setúbal, e que irá receber as grávidas servidas atualmente pelo hospital do Barreiro. No entanto, a falta de recursos (a que se soma a recusa por parte da maioria dos médicos obstetras do Barreiro em exercerem funções na futura urgência regional) tem complicado a elaboração das escalas, o que deverá atrasar a abertura da urgência para o mês de abril.





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