Trump diz que Irã está vencido após 2 semanas – 14/03/2026 – Mundo

Trump diz que Irã está vencido após 2 semanas – 14/03/2026 – Mundo


Após duas semanas de guerra no Oriente Médio, o presidente Donald Trump considerou o Irã “completamente vencido”, embora Teerã tenha ameaçado neste sábado (14) reduzir “a cinzas” as infraestruturas energéticas ligadas aos Estados Unidos em caso de um ataque contra seu principal centro petrolífero.

“A mídia que divulga informações falsas e odeia reportar o quão bem o Exército dos Estados Unidos tem se saído contra o Irã, que “está totalmente vencido e quer um acordo, mas não um acordo que eu aceitaria”, escreveu o líder republicano em sua rede Truth Social.

As ameaças cruzadas entre Irã e Estados Unidos têm se concentrado na ilha de Kharg. Situada no norte do golfo Pérsico, a cerca de 30 quilômetros da costa iraniana, ela abriga o maior terminal de exportação de petróleo do país.

Trump havia dito na noite de sexta-feira (13) que os Estados Unidos “aniquilaram completamente” vários alvos militares em Kharg e ameaçou atacar as infraestruturas petrolíferas locais se “o Irã, ou qualquer outro, fizesse algo para obstruir a passagem livre e segura dos navios pelo estreito de Hormuz”.

A agência oficial iraniana de notícias Fars informou neste sábado que nenhuma instalação petrolífera foi danificada nos ataques à ilha.

Um porta-voz do comando operacional central do Exército iraniano, conhecido como Khatam al-Anbiya, afiliado aos Guardiões da Revolução iranianos, ameaçou com represálias.

“Todas as instalações petrolíferas, econômicas e energéticas pertencentes a empresas de petróleo da região que sejam em parte propriedade dos Estados Unidos ou que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas”, afirmou.

A guerra, desencadeada pelos ataques americanos e israelenses contra o Irã em 28 de fevereiro, colocou em risco o fornecimento mundial de petróleo, cujos preços dispararam devido ao bloqueio por parte de Teerã da estratégica passagem de Hormuz.

Por esse estreito, considerado estratégico, costumava transitar um quinto da produção mundial de hidrocarbonetos.

Trump disse que a Marinha americana começará “muito em breve” a escoltar petroleiros nessa zona.

Segundo a imprensa americana, os Estados Unidos também enviarão reforços ao Oriente Médio: o jornal The New York Times fala em cerca de 2.500 fuzileiros navais e mais três navios, e o Wall Street Journal menciona o navio de assalto Tripoli, baseado no Japão.

No décimo quinto dia da guerra, não se vislumbra nenhuma saída diante da intransigência das partes beligerantes.

Trump inclusive deixou claro que os Estados Unidos golpearão o Irã “muito forte durante a próxima semana” e que Israel continuará com seus ataques.

Na manhã deste sábado, o Exército israelense pediu aos moradores de alguns bairros de Tabriz, no norte do Irã, que saíssem do local, diante da previsão de operações militares.

Os países do golfo continuam sendo alvo de represálias aéreas iranianas por seus vínculos econômicos com os Estados Unidos e a presença de bases americanas.

O Catar anunciou no sábado que havia interceptado dois mísseis, após ter evacuado várias zonas previamente. No início da manhã, interceptadores foram vistos derrubando dois projéteis sobre o centro de Doha, e os jornalistas da AFP ouviram explosões.

Em Omã, Washington ordenou que o pessoal de sua embaixada considerado não essencial e seus familiares deixassem o país.

Em uma mensagem inesperada, o Hamas, no poder na Faixa de Gaza, instou neste sábado seu aliado Irã a cessar os ataques contra o golfo.

“Embora reafirme o direito da República Islâmica do Irã de responder a esta agressão por todos os meios disponíveis, em conformidade com as normas e o direito internacional, o movimento faz um apelo a seus irmãos no Irã para que não ataquem os países vizinhos”, declarou.

Para além dos países do Golfo, o conflito continua se espalhando pela região.

No Líbano, ao menos 12 membros da equipe de um centro de saúde no sul do país morreram em um ataque israelense, segundo o Ministério da Saúde.

O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra em 2 de março, quando lançou mísseis contra Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva israelo-americana.

Ele foi substituído por seu filho Mojtaba Khamenei, que segue sem aparecer em público.

Desde essa data, os ataques israelenses no Líbano causaram mais de 773 mortos, entre eles 103 crianças, e mais de 800 mil deslocados, segundo o último balanço oficial libanês.

Um quartel-general da Força Interina das Nações Unidas no Líbano, presente no sul do Líbano desde 1978, também foi atacado, segundo a estatal Agência Nacional de Informação.

No Iraque, a embaixada americana em Bagdá foi alvo de um ataque com drones neste sábado, segundo um alto funcionário de segurança iraquiano.

Uma série de bombardeios também teve como alvo no sábado, antes do amanhecer, um grupo armado pró-iraniano, deixando dois mortos, segundo outros funcionários de segurança.



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