Servidores municipais recusam proposta de reajuste salarial apresentada pela prefeitura de Fortaleza. Nova mesa de negociação acontecerá na segunda (9)
A prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), apresentou na segunda-feira (2) proposta de reajuste salarial de 4,26% para os servidores municipais da capital cearense. Mas já nesta terça-feira (3), em reunião das frentes sindicais Fersep For e União Sindical, a proposta da Prefeitura foi recusada pela categoria, embora os sindicalistas avaliem de forma positiva o fato de a prefeitura ter feito uma proposta para abrir as negociações, mas afirmam que ainda está longe dos 12,24% que a categoria reivindica.
O presidente do Sindifort, Eriston Ferreira, afirma que não há reivindicação de ganho real nesse índice de 12,24%. Apenas reposição das perdas. “Vemos como positiva a proposta inicial da Prefeitura, mas acreditamos que pode melhorar, inclusive, porque temos outras pautas como a reestruturação urgente dos planos de cargos, carreiras e salários (PCCSs), em sua maioria com defasagem de 18 anos e o pagamento dos anuênios atrasados”.
O percentual reivindicado pela categoria é composto pela inflação consolidada de 2025, somada ao reajuste não concedido em 2021 e ainda o percentual de 3,0% referente ao aumento da contribuição previdenciária advinda da reforma da Previdência, ocorrida em 2021, totalizando assim um reajuste de 12,24%. “Os servidores reivindicam ainda os valores monetários, devidamente corrigidos, equivalentes aos quatro primeiros meses que ficaram sem reajuste em 2025”, informa o Sindifort.
A Sepog informou em nota que as negociações da campanha salarial têm nova agenda em reunião da Mesa Central marcada para a próxima segunda-feira (9).
Outras reivindicações
Com relação a questão salarial, a reivindicação é o reajuste geral a partir de janeiro de 2026, a ser aplicado nas remunerações dos servidores e empregados públicos considerando: inflação consolidada de 2025, somada ao reajuste não concedido em 2021 e ainda o percentual de 3,0% referente ao aumento da contribuição previdenciária advinda da reforma da Previdência, ocorrida em 2021, totalizando assim um reajuste de 12,24%. Os servidores reivindicam ainda os valores monetários, devidamente corrigidos, equivalentes aos quatro primeiros meses que ficaram sem reajuste em 2025.
Outro ponto da pauta é a reestruturação dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). A maioria dos planos de cargos está com uma defasagem de 18 anos, o que acarreta perdas salariais e prejuízos diversos, como a ausência de promoções e progressões funcionais.
Na pauta constam ainda outras reivindicações como o reajuste do auxílio refeição para R$ 25,00 e fim do teto salarial para receber o auxílio; fim das cotas com somente duas consultas mensais no IPM Saúde e o aumento do teto para cobrança previdenciária dos aposentados e pensionistas, nivelando com o que é praticado pelo INSS.
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