Rubio em Budapeste. Estados Unidos e Hungria no início de uma “era dourada”
(em actualização)
Viktor Orbán, primeiro ministro húngaro, não teve dúvidas em garantir igualmente que os Estados Unidos e a Hungria podem falar sobre tudo, incluindo relações com a China. Rubio foi recebido por Orban, criticado por Bruxelas pelo seu apoio a Moscovo.
Na conferência de imprensa em Budapeste, após o encontro entre ambos, Rubio pareceu implicar que a “era dourada” mencionada estaria ligada à reeleição de Orbán, nas próximas eleições legislativas, marcadas para 12 de abril.
A visita de Rubio coincide com um clima de pré-campanha, numa altura em que Orban e o seu partido nacionalista, Fidesz, estão a perder nas sondagens para o centro-direita do Tisza e do seu líder Péter Magyar.
Magyar será a maior ameaça a Orban desde que este chegou ao poder, em 2010.
Surgir ao lado de Rubio, um crítico severo das estratégias seguidas por Bruxelas face à União Europeia, poderá dar um impulso a Orban, cuja campanha assenta no sentimento anti-UE dos húngaros.
O secretário de Estado dos EUA sublinhou, aliás, que o presidente norte-americano, Donald Trump, está empenhado no sucesso de Orbán, porque a sua liderança e relação com Trump são cruciais para os interesses dos EUA.
Rubio indicou ainda que Washington estaria disposto a ajudar Budapeste financeiramente, se necessário.
“O presidente Trump está profundamente comprometido com o seu sucesso, porque o seu sucesso é o nosso sucesso”, disse Rubio, dirigindo-se a Orbán.
“Queremos que este país prospere. É do nosso interesse nacional, especialmente enquanto o senhor for o primeiro-ministro e o líder deste país”, concluiu.
