quem é a argentina investigada por gestos racistas no RJ
Agostina Páez tem 29 anos e foi flagrada imitando um macaco para funcionários de um estabelecimento carioca
Resumo
Agostina Páez, advogada e influenciadora argentina, é investigada por racismo no Rio após imitar macaco para funcionários de um bar, alegando tratar-se de uma brincadeira; ela teve passaporte apreendido e usa tornozeleira eletrônica.
Investigada por racismo após ser filmada imitando um macaco para funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a argentina Agostina Páez, de 29 anos, trabalha como advogada e também influenciadora.
Em sua conta no Instagram, que foi desativada após ser indiciada, ter o passaporte apreendido, além de ter sido obrigada a usar tornozeleira eletrônica pela Justiça, ela tinha 40 mil seguidores. No TikTok, a argentina soma 78 mil seguidores, mas agora alterou a conta para o modo privado.
De acordo com o portal espanhol La Nacion, ela também é filha de um empresário do ramo de transportes na Argentina. No fim do ano passado, Mariano Páez, pai da advogada, ficou preso por cerca de um mês por violência de gênero, segundo o site argentino Info del Estero.
O homem foi preso em novembro, acusado de agredir e ameaçar a ex-companheira, a advogada Estefanía Budan, e posteriormente colocado em liberdade com medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Agostina, por sua vez, entrou com uma ação judicial contra a ex-namorada do pai, acusando-a de assédio, difamação e violência digital.
Em entrevistas à imprensa argentina, ela declarou que o objetivo da ação era proteger a si mesma e a irmã. Também acrescentou que o pai deveria pagar pelos atos cometidos.
No caso do bar em Ipanema, em 14 de janeiro, a advogada afirmou ter recebido com surpresa com a intimação para prestar depoimento à polícia, pois “não sabia que imitar macacos e chamar os funcionários de ‘mono (macaco em espanhol) era considerado crime no Brasil”. Segundo ela, o gesto era uma brincadeira direcionada às amigas que a acompanhavam.
O caso é investigado pela 11ª DP, localizada na Rocinha, também na zona sul carioca.

