Preços dos combustíveis voltam a disparar: gasóleo e gasolina sobem 9,5 cêntimos – Fora de Campo

A partir de
segunda-feira, os postos de abastecimento vão voltar a refletir os efeitos da
crise energética internacional. Tanto o gasóleo simples como a gasolina simples 95 deverão subir cerca de 9,5 cêntimos por litro, revelou fonte do setor ao Negócios, explicando que a média final só fica fechada ao final do dia e poderá haver alterações.
Com esta nova
atualização, o preço médio do gasóleo simples poderá aproximar-se dos 1,912 euros por litro, enquanto o da gasolina simples 95 deverá rondar os 1,871 euros, tendo por base os valores divulgados pela Direção-Geral de Energia e
Geologia.
A semana já tinha
começado com um aumento expressivo: o gasóleo subiu 19 cêntimos por litro,
embora sem o mecanismo de mitigação fiscal aplicado pelo Governo a subida rondasse os 25 cêntimos. No caso da gasolina, o aumento foi de 7
cêntimos, pelo que e o desconto não se aplicou.
Na segunda-feira,
9 de março, o preço médio do gasóleo simples estava nos 1,817 euros e o da gasolina
simples 95 em 1,776 euros por litro.
Recorde-se que o
custo dos combustíveis na bomba dependerá sempre de cada posto de
abastecimento, da marca e da zona onde se encontra. Os hipermercados mantêm as
ofertas mais competitivas nos combustíveis rodoviários, seguidos pelos
operadores do segmento low cost.
A pressão sobre
os preços surge num contexto de forte instabilidade no mercado petrolífero. O
conflito no Médio Oriente levou os preços do crude a disparar, chegando a negociar perto dos 120 dólares por barril. Esta sexta-feira, o barril de Brent negoceia em torno dos 102 dólares.
Para tentar
estabilizar o mercado, os países da Agência Internacional da Energia (AIE)
decidiram libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas
estratégicas, numa tentativa de compensar a quebra de oferta global
provocada pela interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz.
Também Portugal
vai contribuir para este esforço. O primeiro-ministro, Luís Montenegro,
anunciou que o país irá libertar 2 milhões de barris das suas reservas
estratégicas, o equivalente a cerca de 10% do total armazenado.
