Parceiro do BRICS simplifica vistos e planeja salto de turistas até 2030

A África do Sul decidiu mexer no “portão de entrada” do turismoe quer agora menos papel e mais tela. O governo anunciou medidas para simplificar a chegada de estrangeiros e ampliar o apelo do país em mercados considerados estratégicos, incluindo o Brasil, além de China e Índia.
O centro do pacote é a expansão do e-Visa, o visto eletrônico. Testes feitos durante o G20 em Joanesburgo serviram como laboratório para validar o sistema e acelerar o processamento. A iniciativa é puxada pela ministra do Turismo, Patricia de Lille, que aposta na praticidade digital como argumento de promoção internacional.
O que muda para quem viaja
Além do e-Visa, a África do Sul opera a ETA (Electronic Travel Authorization), uma autorização online para viagens curtas, sem a etapa de ir a consulado. Soma-se a isso o Trusted Tour Operators Scheme, mecanismo que permite que operadoras credenciadas peçam vistos eletrônicos para grupos, com respostas em poucos dias.
O plano maior vai além do formulário. A meta oficial é chegar a 15,6 milhões de turistas internacionais por ano até 2030. Para isso, autoridades citam esforços para aumentar rotas aéreas e negociar mais voos diretos, além de ajustar serviços ao perfil de visitantes que já vivem no celular, do pagamento à experiência turística.
No discurso econômico, o recado é direto: turismo gera emprego. O governo destaca que, a cada 13 visitantes estrangeiros, surge um posto de trabalho permanente, além de vagas indiretas. Em resumo, a estratégia é transformar a entrada no país num processo mais rápido — e, de quebra, colocar a África do Sul com mais força no mapa das viagens.
