ONU começa a ouvir candidatos ao cargo de secretário-geral a partir de 20 de abril

ONU começa a ouvir candidatos ao cargo de secretário-geral a partir de 20 de abril


Numa conferência de imprensa em Nova Iorque, Annalena Baerbock explicou que, durante os diálogos interativos, cada candidato terá a oportunidade de apresentar a sua declaração de visão para a organização, responder às perguntas dos Estados-membros e interagir com entidades da sociedade civil.

A sessão de cada candidato terá três horas de duração, período que será dividido, numa primeira fase, em torno das declarações de visão pessoal e das competências de gestão do candidato.

Na segunda parte, serão abordados três pilares: a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e o clima, e os direitos humanos.

“A escolha de quem irá liderar esta organização é de extrema importância, especialmente nestes tempos desafiantes, uma vez que essa pessoa representará o que esta instituição irá defender no futuro e se realmente representa toda a humanidade”, afirmou a antiga chefe da diplomacia alemã.

Até ao momento, há cinco candidatos a disputar o cargo: Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica, Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, Rafael Grossi, atual diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Macky Sall, ex-presidente do Senegal, e Virginia Gamba, diplomata argentina e ex-representante especial da ONU para Crianças e Conflitos Armados.

Annalena Baerbock admitiu hoje que, caso o número de candidatos aumente consideravelmente nas próximas semanas, os diálogos interativos podem prolongar-se até final de abril.

“Seremos mais precisos quanto às datas exatas assim que soubermos quantos candidatos estarão presentes. E é também por isso que solicitei que as nomeações fossem entregues antes de 01 de abril, para que possamos organizar um processo em que não só os Estados-Membros possam garantir a presença de todos, mas também a imprensa”, disse hoje a presidente da Assembleia-Geral da ONU.

A próxima pessoa a chefiar o Secretariado das Nações Unidas iniciará o mandato em 01 de janeiro de 2027, sucedendo ao antigo primeiro-ministro português António Guterres.

Cada potencial candidato deve ser oficialmente indicado por um Estado ou grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

Em consonância com uma tradição de rotação geográfica nem sempre observada, a posição de secretário-geral da ONU está a ser reivindicada pela América Latina.

Muitos países também defendem que uma mulher ocupe o cargo pela primeira vez nos 80 anos de história da ONU.

Contudo, são os membros do Conselho de Segurança da ONU, que devem iniciar o processo de seleção até ao final de julho, que realmente têm a decisão nas mãos.

É apenas por recomendação do Conselho de Segurança que a Assembleia-Geral da ONU pode eleger o secretário-geral para um período de cinco anos, renovável por mais um mandato.

Annalena Baerbock relembrou que a carta de competências exige que o próximo secretário-geral demonstre fortes capacidades de liderança, dedicação e eficácia, com experiência em estruturas de governação, assim como em relação às Nações Unidas e à gestão da instituição à luz das reformas.

António Guterres assumiu as funções como secretário-geral das Nações Unidas em janeiro de 2017.



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