O número de passos que dá por dia pode atrasar a progressão da doença de Alzheimer – Notícias de Coimbra

O número de passos que dá por dia pode atrasar a progressão da doença de Alzheimer – Notícias de Coimbra


Dar mais passos ao longo do dia pode ajudar a atrasar o declínio cognitivo em idosos que já apresentam sinais biológicos iniciais da doença de Alzheimer.

A investigação centra-se em dois marcadores típicos desta doença: as proteínas beta-amilóide e tau. A beta-amilóide pode começar a acumular-se entre os neurónios ainda a partir dos 30 anos, interferindo na comunicação entre as células do cérebro. Com o tempo, esses depósitos favorecem a propagação de proteínas tau anormais, que se acumulam dentro das células cerebrais, formando emaranhados que acabam por destruí-las.

“A atividade física pode ajudar a retardar o acúmulo de tau — a proteína mais intimamente ligada à perda de memória — e retardar o declínio cognitivo em pessoas com doença de Alzheimer precoce”, indica a autora principal do estudo, Wai-Ying Wendy Yau, neurologista e médica cientista especializada em distúrbios de memória no Massachusetts General Hospital, em Boston.

Segundo os dados analisados, pessoas que caminham entre 3.000 e 5.000 passos por dia podem adiar o declínio cognitivo, em média, cerca de três anos. Já quem dá entre 5.000 e 7.500 passos diários poderá atrasar esse processo em cerca de sete anos, explicou Yau por e-mail.

Apesar dos resultados, especialistas alertam que não existe uma fórmula única para prevenir a doença. O neurologista Richard Isaacson, diretor de investigação do Instituto de Doenças Neurodegenerativas da Flórida, que não participou no estudo, considera que fixar um número específico de passos pode simplificar demasiado a questão.

“Fico muito cauteloso com números atraentes como caminhar 5.000 ou 7.000 passos”, adianta Isaacson, que realiza estudos sobre a melhoria cognitiva em pessoas que estão geneticamente em risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

“Se alguém tem excesso de gordura corporal, pré-diabetes ou hipertensão, apenas caminhar um determinado número de passos não será suficiente”, explica. “Cada pessoa precisa de um plano individualizado.”





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