Novos fatores jogam contra Lula, e cenário das pesquisas deve piorar, aponta especialista

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Um novo retrato da popularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acende o alerta no Palácio do Planalto. Levantamentos do Paraná Pesquisas mostram um país dividido: aprovação mais alta no Nordeste, como esperado, e rejeição consolidada no Sul e Sudeste (este texto é um resumo do vídeo acima).
Nos sete estados analisados pela instituto — incluindo São Paulo, Minas Gerais e Paraná — a desaprovação supera a aprovação na maior parte dos casos. O cenário mais crítico aparece no Paraná, onde 61% reprovam o governo, contra 34% que aprovam.
Já no Nordeste, o quadro se inverte. No Ceará, por exemplo, a aprovação chega a 57%.
O que explica o contraste regional?
O desenho atual repete um padrão já conhecido das eleições recentes.
Segundo o analista Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, em participação no programa Ponto de Vista, o governo enfrenta dificuldades estruturais fora de seus redutos tradicionais.
“Esse quadro deve se repetir, especialmente nas regiões Sul e Sudeste”, afirmou.
O Nordeste e parte do Norte seguem como bases mais sólidas de apoio ao governo, enquanto o Sul concentra maior resistência.
Como o governo tenta reagir?
Diante do cenário, o Planalto aposta em duas frentes: articulação política e agenda econômica.
No campo eleitoral, Lula busca fortalecer palanques regionais com nomes competitivos: Fernando Haddad em São Paulo, Rodrigo Pacheco em Minas e Eduardo Paes no Rio.
“O governo está tentando construir palanques em estados estratégicos”, disse Noronha.
Além disso, o presidente tem intensificado agendas públicas, inaugurações e anúncios de políticas para tentar recuperar apoio.
O cenário pode piorar?
Para Noronha, o ambiente político e econômico atual joga contra o governo.
Entre os fatores de risco estão: avanço das investigações do caso Banco Master. pressão inflacionária com a guerra no Irã, e risco de greve de caminhoneiros.
“A conjuntura não está ajudando muito o governo nesse momento”, afirmou.
Há espaço para reversão?
Embora o governo tente reagir, o diagnóstico é de dificuldade para mudanças profundas no curto prazo.
O padrão regional de apoio e rejeição tende a permanecer, com ajustes marginais.
“Não é um cenário que vai mudar drasticamente”, disse Noronha.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
