Mounjaro multidose: médico explica nova versão da caneta para perda de peso aprovada no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova caneta para aplicação da tirzepatida, o princípio ativo do Mounjaro. Trata-se da KwikPen, também conhecida como Mounjaro multidose.
A grande diferença em relação à opção já disponível nas farmácias é que ela concentra, em uma só caneta, as quatro doses do mês – e o paciente não precisa ficar utilizando quatro injeções para completar o tratamento mensal.
Já comercializada no exterior, a KwikPen também foi desenvolvida pelo laboratório Eli Lilly, mas a farmacêutica ainda não divulgou a partir de quando a novidade estará à venda nas drogarias nacionais.
A seguir, o médico endocrinologista Felipe Henning Gaia Duarte, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo, esclarece o diferencial e as indicações do Mounjaro multidose.
“A chegada da caneta multidose (KwikPen) do Mounjaro (tirzepatida) traz uma mudança bem-vinda para quem convive com o tratamento contínuo do diabetes tipo 2 ou da obesidade. A caneta multidose é um dispositivo único que reúne as quatro doses do mês, diferentemente da versão atualmente disponível nas farmácias, que consiste em canetas de dose única descartável.
Neste caso, em vez de lidar com quatro canetas descartáveis — uma para cada aplicação semanal —, o paciente passa a contar com uma única caneta que reúne as quatro doses do mês. Na prática, isso significa menos idas à farmácia, menos material para guardar na geladeira, menos plástico descartado e, principalmente, um possível menor custo do tratamento devido ao uso de apenas um dispositivo.
É importante ressaltar que esta simplificação não compromete o tratamento. A caneta multidose contém exatamente o mesmo medicamento, a tirzepatida, nas mesmas doses disponíveis (de 2,5 mg a 15 mg) em canetas individuais, com a mesma eficácia e segurança.
A tecnologia KwikPen, inclusive, já é familiar a milhares de pacientes que utilizam insulinas do mesmo fabricante, ou mesmo outras “canetas” com medicamentos para controle de peso de outros laboratórios, o que facilita o seu uso. Em resumo, trata-se de uma evolução na experiência do paciente — menos dispositivos, menos complexidade e mais flexibilidade no tratamento”.
