Matou 500 animais e agora estuda Veterinária – Observador

Matou 500 animais e agora estuda Veterinária – Observador



“Ele mantém contacto direto com animais de diversas espécies. Tal implica, sem qualquer dúvida, o exercício de uma atividade de natureza veterinária ou auxiliar à medicina veterinária. Estes factos sugerem que ele estaria, presumivelmente, a violar as medidas cautelares. Isto evidencia uma conduta de ocultação consciente, orientada para iludir o cumprimento da medida judicial”, assinala a El Refugio, referindo-se à obrigação imposta pelo Tribunal n.º 5 de Fuenlabrada de se manter afastado de animais.

Luis Miguel foi denunciado em 2022 por um funcionário de uma incineradora, que alertou para a grande quantidade de cadáveres de cães que chegavam a cada duas semanas provenientes do Centro de Transfusão Veterinária. Segundo a investigação, as agulhas eram diretamente introduzidas no coração dos animais de forma a extrair o maior volume de sangue. Os animais morriam de choque hipovolémico, ou seja, por hemorragia, de acordo também com as autópsias realizadas.

“Durante anos, extraiu sangue de inúmeros galgos para lucrar com a sua venda, causando a morte de muitos deles. Em 30 anos dedicados à proteção animal, nunca tinha visto nada tão macabro, repugnante e perverso”, afirmou Nacho Paunero, presidente de El Refugio.

Quando a Guarda Civil começou a investigação na propriedade em Humanes encontrou dezenas de cães em más condições. Na época, foi possível resgatar 257 cães e gatos, mas nem todos sobreviveram. Os investigadores acreditam que o Luis Miguel tenha arrecadado até um milhão de euros com a atividade. No site online, oferecia reservas de sangue de cães, gatos e coelhos e disponibilizava também sangue de cavalo mediante reserva prévia.





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