Lucas Guedez rebate acusação e diz que doou Chloe por cuidado
Meu amor, a novela de Lucas Guedez com a cadela Chloe ganhou um novo capítulo daqueles que fazem a internet se achar juíza, promotora e escrivã tudo ao mesmo tempo. Depois de negar que tenha abandonado a border collie, o influenciador voltou aos stories para dar mais detalhes e dizer que a decisão de doar o animal foi tomada pensando no bem-estar da cachorra, não na conveniência da família. Segundo Lucas, Chloe começou a apresentar sinais de ansiedade, roía as patas, fazia cocô com sangue e sofria dentro da rotina de apartamento, enquanto demonstrava ficar melhor quando passava mais tempo na escola canina. Eu tive que respirar fundo porque essa história saiu do barraco digital simples e entrou naquele terreno delicado em que culpa, afeto, doença na família e exposição pública viram um mingau emocional daqueles.
Lucas contou que não conhecia as necessidades da raça quando adotou Chloe e admitiu esse erro logo de cara. A cadela viveu com ele por cerca de sete meses, num apartamento pequeno onde ele morava com Rafa Uccman, e, conforme crescia, exigia cada vez mais atividade física. Como não conseguia dar conta da demanda, ele passou a deixá-la numa escolinha em São Paulo nos fins de semana e depois por períodos maiores, de quinta a segunda, porque percebia que ela ficava mais feliz lá. No apartamento, segundo o relato, Chloe voltava a ficar triste e doente. Até aqui, o ponto central da defesa dele é muito claro, a situação não teria sido um sumiço irresponsável, mas uma tentativa mal resolvida de encontrar um ambiente melhor para um animal que ele já percebia não conseguir manejar. E aqui eu faço a pausa da fofoqueira com consciência, bicho não é acessório de feed, mas insistir num ambiente que faz o animal adoecer também não é amor, é teimosia com filtro bonito.
Só que a história fica ainda mais pesada quando ele descreve o contexto familiar. Lucas afirmou que, nesse mesmo período, a mãe, diabética tipo 1, estava muito doente, com complicações nas pernas, chegou a operar o coração e ficou três meses internada. Ao mesmo tempo, os pais se separaram, a família saiu de uma casa maior para um apartamento e a irmã, Vitória, enfrentou uma gravidez de risco, também com internação. No meio desse furacão, ele diz que viajava a trabalho e ninguém conseguia assumir a rotina intensa que Chloe exigia. Foi então que, em conversa com a família, decidiu doar a cachorra para a dona da creche, que já era apegada ao animal, levava Chloe para passeios e até para o sítio com autorização deles. Convenhamos, meu povo, isso muda bastante a temperatura da história. Continua sendo uma decisão emocionalmente espinhosa, claro, mas deixa de parecer aquela caricatura cruel de largar o cachorro e esquecer que ele existe.
Para reforçar a versão, Lucas disse que manteve contato com a dona da escola mesmo depois da doação e exibiu áudios em que ela celebra a decisão e afirma ter amor “de sobra” por Chloe. Em outro trecho, ela diz que foi “o melhor presente” que recebeu e relata uma ligação especial com a cadela. Lucas também mostrou uma mensagem posterior em que a mulher afirma que Chloe estava ótima, feliz, brincando muito, entrando na piscina do espaço e na piscina da casa, sempre cercada de outros cães. Segundo ele, a família continuou pedindo notícias, especialmente a mãe, e nunca rompeu o vínculo afetivo com a cachorra. A defesa dele, portanto, tenta bater numa tecla só, não houve abandono, houve doação acompanhada, com consentimento, afeto e monitoramento. A internet, claro, adora ignorar nuance porque nuance não rende tanto comentário quanto apedrejamento coletivo.
No fim, Lucas está tentando reconstruir a narrativa antes que ela enterre de vez a imagem dele no tribunal do Instagram. Ele assume que errou ao escolher uma raça sem preparo, insiste que Chloe sofria no apartamento e sustenta que entregá-la a alguém já apaixonada por ela foi a saída mais responsável em meio ao caos da família. Agora, se isso vai convencer quem já carimbou a palavra “abandono” na testa dele, aí são outros quinhentos e mais uns três stories. Meu bem, essa história ainda vai render porque envolve pet, influencer, áudio vazado, creche canina, ameaça em rede social e aquela velha mania da internet de decidir tudo em cinco minutos. Guardem esse print na pastinha da confusão, porque aqui ninguém está discutindo só um cachorro, está discutindo culpa, imagem pública e o abismo entre o que aconteceu e o que viralizou.
