Levantamento dá dimensão da redução acentuada de navios que atravessaram Estreito de Ormuz

Levantamento dá dimensão da redução acentuada de navios que atravessaram Estreito de Ormuz



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Menos de 80 navios atravessaram o Estreito de Ormuz desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, segundo levantamento da empresa britânica de dados marítimos Lloyd’s List Intelligence publicado sexta-feira, 13.

“Registramos 77 trânsitos desde o início do mês através do estreito”, afirmou Bridget Diakun, analista da Lloyd’s List Intelligence, à agência de notícias AFP. O número é muito inferior ao observado em períodos normais. Entre 1º e 11 de março de 2025, por exemplo, haviam sido contabilizadas 1.229 passagens de navios pela mesma rota. 

Segundo a empresa britânica, grande parte das travessias registradas neste período foi realizada por embarcações da chamada “frota fantasma” um conjunto de navios que “realizam atividades ilegais para contornar sanções, evitar o cumprimento de normas de segurança ou ambientais, contornar os custos dos seguros ou realizar outras atividades ilícitas”, de acordo com a definição da Organização Marítima Internacional (OMI).

Para além da “frota fantasma”, os navios que continuam cruzando o estreito estão principalmente ligados ao Irã (26%), à Grécia (13%) e à China (12%).

Estreito fechado

A redução do tráfego no Estreito de Ormuz ocorre após as autoridades iranianas anunciarem, na semana passada, o fechamento da rota marítima em retaliação aos ataques dos EUA e Israel, alertando que embarcações que tentassem passar seriam incendiadas.

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Desde 1º de março, ao menos 20 navios comerciais, incluindo nove petroleiros, relataram ataques ou incidentes na região, segundo a agência marítima britânica UKMTO. Já a OMI confirmou 16 ocorrências, metade delas envolvendo petroleiros.

Na quarta-feira, pelo menos quatro navios foram atacados na área do Estreito de Ormuz. Segundo a UKMTO, um porta-contêineres e dois cargueiros foram atingidos por “projéteis desconhecidos”, enquanto a Marinha da Tailândia informou que um graneleiro com a bandeira do país também foi atacado “quando transitava pelo Estreito de Ormuz”. Os 20 tripulantes da embarcação foram resgatados.

Em comunicado, o porta-voz da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que o país não permitirá a exportação de um único litro de petróleo da região “para a parte hostil e seus aliados até novo aviso”.

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O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global de energia. Aproximadamente 20% do petróleo transportado no mundo passa pela estreita passagem localizada entre o território iraniano e a Península Arábica, tornando qualquer ameaça à navegação um fator de forte impacto para os mercados internacionais.

Para aliviar os preços, o presidente Donald Trump declarou, sem revelar os detalhes, que suspenderia as sanções relacionadas ao petróleo para alguns países, depois de ter uma conversa “positiva”, segundo ele, com seu homólogo russo, Vladimir Putin. O petróleo russo está sob sanções ocidentais devido à invasão da Ucrânia.



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