Lava Jato 2.0: Dallagnol retoma parceria com a Globo por impeachment de Moraes; veja vídeo
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- Deltan Dallagnol (Novo-PR) retornou a Brasília nesta segunda-feira (9) para tentar voltar à cena política após a cassação de seu mandato.
- O ex-deputado retomou parceria com jornalistas da Globo para difundir narrativas contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, relacionadas ao caso Banco Master.
- Dallagnol compartilhou vídeos e links com alegações de corrupção e obstrução de justiça contra Moraes, baseadas em reportagens da Globo que citam “peritos da PF” em off, sem comprovação.
- As informações foram contestadas por Moraes, que pediu à Globo a apresentação de provas sobre o contrato de R$ 129 milhões mencionado nas reportagens.
Em meio a retomada de vazamentos seletivos pela Globo, que mira desta vez o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Deltan Dallagnol (Novo-PR) retomou a antiga parceria com jornalistas do clã Marinho e partiu logo cedo para Brasília nesta segunda-feira (9) para tentar voltar aos holofotes da política, que se apagaram com a cassação de seu mandato.
Dallagnol entrou para a política após conduzir um obscuro lawfare na Lava Jato, combinando narrativas com jornalistas da Globo e da mídia liberal, conforme foi revelado pelas mensagens no grupo Filhos de Januário, apreendidas pela Polícia Federal na Operação Spoofing.
Ele deixou o cargo quando ainda respondia a diversos procedimentos administrativos disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o que motivou a cassação de seu mandato com base na Lei da Ficha Limpa.
Em vídeo ao lado de Jeffrey Chiquini, advogado do bolsonarista Filipe Martins e pré-candidato a deputado federal, Dallagnol usa informações divulgadas por Malu Gaspar, da Globo, sobre o caso Master, que foram contestadas por Alexandre de Moraes, como fatos, mesmo que o clã Marinho não tenha apresentado provas até o momento.
“Agora vai muito além de abusos, agora a gente está falando de crimes como indícios de corrupção, de obstrução de investigação de organização criminosa, em cima não só do contrato para Viviane Barci de Moraes. Porque a questão é, qual foi a contraprestação desse contrato? R$ 129 milhões, está escancarado”, diz sobre o valor do contrato, divulgado por Malu Gaspar, e não comprovado.
Em seguida, Moraes faz sérias acusações contra o ministro do Supremno, dizendo que “que ele na verdade que era o contratado por Daniel Vorcaro”, sem apresentar provas.
“E agora há provas cautelares, há perícias da Polícia Federal. Então, o fundamento jurídico é novo com indícios claríssimos de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça”, diz Dalalgnol.
As “perícias” citadas pelo ex-Lava Jato, no entanto, são apenas citadas pelas reportagens da Globo, que diz ter ouvido a informação de “peritos da PF” em off, ou seja sem revelar quais seriam as fontes.
Em seguida, Dallagnol passa a compartilhar uma série de links com a narrativa da Globo e da Folha sobre o assunto, escancarando a retomada parceria na Lava Jato.
“Moraes precisa ser investigado e dar explicações sérias sobre seu envolvimento nos escândalos ligados ao Banco Master. Mensagens reveladas levantam dúvidas graves sobre contatos, contratos milionários e possível interferência em investigações”, diz em outra publicação.
