Irã diz que protestos já causaram 5.000 mortes no país

Irã diz que protestos já causaram 5.000 mortes no país


Ao menos 5.000 pessoas já morreram, incluindo 500 agentes de segurança, em decorrência das manifestações violentas que tumultuam o Irã desde o final do ano passado, de acordo com as estimativas oficiais do governo. As informações foram dadas à agência internacional de notícias Reuters, neste domingo 18, por um porta-voz do regime que preferiu não se identificar.

O oficial  acusou “terroristas e manifestantes armados” de matar “iranianos inocentes”. Ele afirmou, contudo, que não espera “que o número final de mortes deva crescer muito mais”, e acrescentou que são “Israel e grupos estrangeiros armados” que estão equipando os amnifestantes.

Uma onda de protestos ocupa as ruas do país desde 28 de dezembro, reclamando, a princípio, do aumento de preços e a piora nas condições de vida, mas logo escalando para uma ampla contestação ao regime dos aiatolás que controla o Irã há quatro décadas. Enquanto lideranças ocidentais e movimentos pelos direitos humanos culpam a repressão das autoridades pelas mortes, Teerã afirma que são as forças estrangeiras que estão insuflando a violência.

No sábado, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, responsabilizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela insurreição. “Consideramos o presidente americano culpado pelas mortes, pelos danos e pelas acusações formuladas contra a nação iraniana”, disse Khamenei, que citou uma “conspiração americana” para “devorar o Irã” e “subjugar o Irã militar, política e economicamente”.

A conta da HRANA, um grupo norte-americano de defesa dos direitos humanos que tenta contabilizar os desaparecidos, é de que as mortes confirmadas alcançaram 3.308 até sábado, com 4.382 outro casos ainda sob análise. O grupo afirma que também já contou 24 mil pessoas presas.



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