Hugo Oliveira: «Jogo fica marcado pelo que aconteceu na primeira parte»

Hugo Oliveira: «Jogo fica marcado pelo que aconteceu na primeira parte»


Hugo Oliveira, treinador do Famalicão, em conferência de imprensa, depois da derrota diante do Sporting (0-1), no Estádio de Alvalade, em jogo da 22.ª jornada da Liga.

O que faltou para o Famalicão pontuar esta noite?

«Fez falta que um golo contasse e depois que tivéssemos melhor naquele lance de bola parada. Fizemos uma primeira personalizada, como queríamos. Chegámos ao jogo para discutir o resultado diante do campeão nacional que tem um jogo muito difícil de parar. Depois tivemos o momento do jogo, com a bola dentro da baliza. Obviamente que o Sporting entrou na segunda parte mais forte, tínhamos de continuar a procurar outros caminhos. É difícil jogar aqui, com casa a puxar e eles a jogarem mais. Mesmo assim conseguimos atacar, fizemos um jogo defensivo competente. Não podemos perder, num estádio destes, contra um grande, sofrendo um golo de bola parada. A verdade é que os jogos têm continuidade, têm uma história e este jogo fica marcado pelo que se passou na primeira parte.»

Famalicão foi menos atrevido na segunda parte. Deu indicações para isso?

«Não, pelo contrário. A verdade é que o Sporting corrigiu algumas coisas ao intervalo, quando fizemos ligações mais frente, quebrando o ataque, não conseguimos ter bola. Acabámos por levar com um adversário forte, fomos recuando, perdendo a confiança e a ligação. Mesmo assim conseguimos obrigar o adversário a jogar por fora, mas é muito difícil travar este Sporting, com muitos jogadores que se associam no ataque. Tínhamos de ligar melhor para conseguir criar mais coisas. Acabámos por perder com um lance de bola parada e isso não pode acontecer.»

Famalicão acusou desgaste na segunda parte?

«A pressão que o adversário faz, começa a desgastar e a equipa veio mais para trás. Os jogadores têm de ter a perceção do jogo e saber interpretar. Têm de perceber onde está o espaço. Depois de perdermos a primeira ligação, o adversário partia sempre para cima e obrigou-nos a recuar. Tirou-nos confiança, tirou-nos a ligação. É muito difícil jogar aqui. O jogo tem um caminho e tivemos condições para fazer um golo e a história do jogo seria completamente diferente».

Ligação com Elisor

«Somos uma equipa que joga, faz que o adversário salte à pressão, que jogue homem a homem. Sempre que conseguimos ligar com os jogadores da frente, somos muito fortes quando viramos o jogo. Foi assim que criámos situações para golo. É verdade que quando ficamos com a bola e vamos mais para a frente. o adversário depois carrega forte e tira-nos confiança, de qualquer forma orgulho pelos rapazes, pelo que trabalharam, pelo trabalho tático. Caminhando para o fim, o jogo tinha a sua história e na primeira parte podia ter sido uma história diferente.

Resultado acaba por ser justo? O golo foi bem anulado na primeira parte?

«Em relação a lance, tenho falado aqui várias vezes da continuidade, é importante para pensarmos na era do quinto árbitro [VAR]. O tempo que estivemos à espera do quinto árbitro não é saudável para o futebol. O golo é parte do espetáculo. Os jogadores cometem erros, os árbitros tomam boas ou má decisões, depois há um quinto árbitro que toma uma decisão. Erro claro. Acho que ninguém dentro do campo percebeu o que aconteceu. Ficámos com o jogo parado, com as pessoas em casa à espera. Não era uma opção para o quinto árbitro. Proclamar a tecnologia não chega. O quinto árbitro não é tecnologia. Se pararmos uma imagem dá para muitas interpretações, mas o futebol é um jogo de contatos. Normalmente sou um defensor dos árbitros, mas quero defender os árbitros que estão dentro do campo. Quando é um erro claro, o quinto árbitro tem de intervir, mas quando não é que deixem o jogo fluir. Gostava que andassem à procura de erros em todos os jogos. Não quero penáltis que não sejam, mas quero que a interpretação seja feita por quem está dentro do campo. Fizemos um golo limpo na minha opinião e sofremos um golo de bola parada o que não pode acontecer».



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