Exposição “Uma Mulher é Uma Mulher” leva arte urbana e histórias femininas para muros do DF

Exposição “Uma Mulher é Uma Mulher” leva arte urbana e histórias femininas para muros do DF


A partir deste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, o Distrito Federal passa a abrigar uma exposição que troca as paredes tradicionais de museus pelos muros da cidade. O projeto Uma Mulher é Uma Mulher leva arte urbana e narrativas femininas para o espaço público, transformando trajetos cotidianos em pontos de encontro com histórias de resistência, identidade e diversidade.

Realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e coproduzida pela Pitanga e Rovit Filmes, a iniciativa nasce de um processo iniciado em maio de 2025. Na época, uma chamada pública mobilizou 41 mulheres do DF. Após etapas de seleção, entrevistas e conversas aprofundadas, oito participantes foram escolhidas para protagonizar a exposição, representando diferentes gerações, experiências de vida e perspectivas sobre o feminino.

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Malinha. Foto: Divulgação

A idealizadora e diretora criativa do projeto, Waléria Gregório, também responsável pela fotografia, explica que a construção das imagens partiu de um processo de escuta. Segundo ela, cada ensaio foi antecedido por encontros e trocas de histórias que ajudaram a transformar experiências pessoais em linguagem visual. O trabalho foi desenvolvido em parceria com a cineasta Thaís Holanda, responsável pelo audiovisual, e com a artista urbana Didi Colado, que assina os lambe-lambes e grafites espalhados pela cidade.

Entre as protagonistas estão mulheres com trajetórias marcadas por desafios e reinvenções. Amanda Nery transformou experiências de violência e maternidade precoce em um caminho de autonomia. A cabeleireira Caju construiu no salão um espaço de acolhimento e identidade. Fernanda Torres ressignificou a vida após enfrentar o câncer e os desafios de ser mãe atípica. Flor Furacão, mulher trans, artista e mãe, ocupa a cidade afirmando sua existência como ato político. A atriz e modelo Issa Meguer, de 69 anos, confronta o etarismo e reafirma que potência feminina não tem prazo de validade. Joyce, artista que convive com anemia falciforme, encontrou na arte uma forma de expressão e presença. Malinha, jovem fotógrafa da periferia, transforma vivências em linguagem visual. Já Jesus Feitosa construiu a vida sustentando a família como costureira, atravessando gerações com resistência e trabalho.

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Issa Meguer. – Foto: Divulgação

Durante o mês de março, 16 painéis de lambe-lambe e dois grafites serão instalados em regiões como Guará, Águas Claras, Taguatinga e Vicente Pires. Cada obra contará com um QR Code que direciona o público para o site e o perfil do projeto no Instagram, onde estarão disponíveis vídeos, ensaios fotográficos e conteúdos sobre a trajetória das participantes. A proposta é ampliar a experiência da rua para o ambiente digital e provocar novas reflexões a partir das imagens.

Além da exposição, o projeto também prevê ações formativas. Nos dias 28 e 29 de março serão realizadas três oficinas gratuitas voltadas exclusivamente para mulheres, conduzidas pelas próprias artistas envolvidas na iniciativa. As atividades abordarão fotografia, audiovisual e arte urbana, com inscrições abertas entre os dias 16 e 21 de março pelo site oficial do projeto.

SERVIÇO
Uma Mulher é Uma Mulher
Lançamento oficial: 08/03 (Dia Internacional da Mulher)
Exposição Urbana
Período de visitação: de 08/03 a 03/05
*Guará
*Águas Claras
*Taguatinga
*Vicente Pires
Cada obra conta com QR Code fixado no local, que dá acesso ao Instagram oficial, ao site do projeto e aos recursos de acessibilidade.



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