EUA não podem fornecer mísseis suficientes para o Golfo e a Ucrânia, diz comissário da UE
O comissário europeu de Defesa e Espaço alertou nesta sexta-feira (6) que os Estados Unidos “não serão capazes” de produzir e entregar mísseis suficientes ao mesmo tempo no Golfo e na Ucrânia.
“Agora está muito claro que, com a crise iraniana (…) os americanos não serão realmente capazes de garantir mísseis suficientes ao mesmo tempo para os países do Golfo, para o Exército americano e para as necessidades da Ucrânia”, declarou Andrius Kubilius.
“Tornou-se mais urgente para nós, na Europa, aumentar a produção de sistemas de defesa aérea e de mísseis balísticos”, insistiu Kubilius, que iniciou na Polônia uma viagem europeia com o objetivo de incentivar a produção europeia neste setor.
O comissário destacou as “imensas” necessidades de mísseis por parte da Ucrânia, para continuar se defendendo da invasão russa.
Segundo ele, os ucranianos, “apenas no período de inverno e por quatro meses”, precisavam de quase 700 mísseis Patriot, o que corresponde “mais ou menos ao número de mísseis que os fabricantes americanos são capazes de produzir em um ano”.
Em uma entrevista coletiva de imprensa conjunta com o ministro polonês da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, o comissário afirmou que, no que diz respeito à produção europeia de mísseis, “a situação é realmente crítica”.
“É evidente que teremos de desenvolver de forma rápida e urgente a nossa própria produção de mísseis”, enfatizou.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, propôs recentemente aos países aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio a troca de seus mísseis antiaéreos Patriot por interceptores ucranianos de drones, como forma de proteção, neste caso, dos drones iranianos.
AFP
