EUA mandam recado a país latino-americano para que não permita controle chinês de ativo estratégicos estratégicos

EUA mandam recado a país latino-americano para que não permita controle chinês de ativo estratégicos estratégicos


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  • Os Estados Unidos alertaram o Peru sobre o controle chinês no porto de Chancay, classificado como “muito perigoso” pelo embaixador Bernie Navarro.
  • Um tribunal de Lima decidiu que o órgão regulador Ositrán não poderá fiscalizar as operações do terminal portuário.
  • Diplomatas americanos veem a decisão como perda de supervisão do Peru sobre infraestrutura estratégica e temem influência econômica da China.
  • Os EUA querem ampliar a “diplomacia comercial” com o Peru, considerando o país estratégica para a estabilidade econômica na América Latina.

Os Estados Unidos voltaram a mirar a presença chinesa na América Latina. Desta vez, o alvo é o porto de Chancay, no Peru, um megaprojeto financiado por empresas da China.

A reação veio após uma decisão judicial que limita o poder de fiscalização do órgão regulador peruano sobre as operações no terminal.

O embaixador dos EUA em Lima, Bernie Navarro, afirmou que a situação é preocupante.

“Os Estados Unidos jamais permitiriam que um terceiro país administrasse ativos críticos do nosso território”, disse o diplomata, em entrevista à imprensa local.

Navarro classificou o cenário como “muito perigoso”.

Porto no centro da disputa

No fim de janeiro, um tribunal de Lima determinou que o Ositrán — órgão responsável por supervisionar investimentos em infraestrutura de transporte — não poderá regular atividades dentro do porto de Chancay.

Na prática, o órgão fica impedido de fiscalizar, inspecionar ou aplicar sanções relacionadas às operações do terminal.

O Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA reagiu rapidamente. Disse estar preocupado com a possibilidade de o Peru perder capacidade de supervisão sobre um de seus principais portos.

Nos bastidores, diplomatas americanos veem o caso como mais um capítulo da disputa entre Washington e Pequim por influência econômica na região.

Navarro também destacou a importância estratégica do Peru.

Segundo ele, o país ocupa posição-chave para o desenvolvimento econômico e a estabilidade no continente.

O embaixador afirmou ainda que os EUA querem ampliar a chamada “diplomacia comercial” com Lima, prioridade da política externa do presidente Donald Trump em seu novo mandato.

Ao comentar a instabilidade política peruana, Navarro deixou um recado.

Um ambiente político previsível, disse, é fundamental para atrair investimentos estrangeiros — inclusive de empresas americanas.




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