EUA atacam instalações de mísseis do Irã próximas ao Estreito de Ormuz

EUA atacam instalações de mísseis do Irã próximas ao Estreito de Ormuz



O Comando Central dos Estados Unidos anunciou na noite desta terça-feira, 17, que as forças do país realizaram ataques com bombas de penetração profunda contra instalações de mísseis iranianas próximas ao Estreito de Ormuz.

“Há algumas horas, as forças dos Estados Unidos empregaram com sucesso múltiplas munições penetradoras profundas de 5.000 libras contra instalações de mísseis iranianas fortificadas ao longo da costa do Irã, próximas ao Estreito de Ormuz”, diz o comunicado. “Os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos nesses locais representavam um risco para a navegação internacional no estreito.”

O Estreito de Ormuz se tornou parte central do conflito generalizado no Oriente Médio após os ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã. O regime dos aiatolás, que controla a passagem junto com Omã, afirmou ter fechado a rota, caminho de cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural do mundo.

Diante da escalada de preços do petróleo brent nos últimos dias e do temor que esse aumento possa pressionar a inflação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem tentando reabrir a passagem. Inicialmente, instou países aliados a se juntarem aos EUA para forçar a abertura, mas diante da negativa das outras nações, afirmou, nesta terça, que “nunca precisou” de ajuda.

“Não me surpreende a ação deles, porque sempre considerei a Otan, onde gastamos centenas de bilhões de dólares, como uma via de mão única: nós os protegemos, mas eles não farão nada por nós, especialmente em tempos de necessidade”, disparou o republicano. “Felizmente, dizimamos as Forças Armadas do Irã, e por termos tido tanto sucesso militar, não precisamos ou desejamos a assistência dos países da Otan — NUNCA PRECISAMOS.”

Bloqueio

Rota fundamental para o comércio global de petróleo, o Estreito de Ormuz foi parcialmente bloqueado pelo Irã como retaliação ao ataque conjunto promovido por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Com a medida, que aumenta o preço dos combustíveis em todo mundo, Teerã visa forçar a comunidade internacional a exigir o fim dos ataques da coalizão em troca da reabertura do canal.

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“O Estreito de Ormuz não pode voltar a ser o mesmo de antes e retornar às suas condições anteriores, já que não há segurança alguma”, disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, responsabilizando a ofensiva de Washington-Tel Aviv pelo cenário atual.

Aproximadamente 14 milhões de barris passam através da rota localizada no Golfo Pérsico diariamente, e o congestionamento provoca incertezas no valor médio da commodity. O barril Brent, referência internacional do preço do petróleo, chegou a ser negociado acima de US$ 100 devido à obstrução, definida pela Agência Internacional de Energia como a maior interrupção na oferta da história do mercado global.



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